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Viajar com o bebê – experiências e dicas

Viajar com o bebê é sempre uma aventura que começa no mundo das ideias e termina quando se chega em casa.

Fizemos nossa primeira viagem de carro com o Migs no mês passado. Fomos até Campo Mourão visitar a família. São 200km de distância de Londrina, estrada boa, pontos de paradas regulares. No último fim de semana viajamos para Santo André, um pouco mais longe, dessa vez de avião, para ficar em hotel. Um pouco diferente e alguns detalhes a mais para ocupar a cabeça . Conversei com outras mães e os sentimentos foram/são os mesmos.

Esse post é sobre as experiências com viagem, incluindo as dicas de mãe para mãe e aquelas encontradas na internet e obtidas com especialistas.

I – Viagem de carro

1 – Trajeto com segurança e tranquilidade:

O que mais me preocupa em viagens é a segurança.

Para viajar de carro, instalamos o bebê conforto no lado do passageiro e fomos pelo trajeto com mais paradas possíveis, embora não tenhamos precisado. Amamentei meia hora antes de sair. Em tese, ele chegaria lá sem precisar mamar de novo e de fato isso aconteceu. Ele acordou chorando para mamar na entrada da cidade e chegou sujão!

Só depois que cheguei, li que o melhor lugar para instalar o bebê conforto é no banco do MEIO, bem como, dessa vez na página da Organização Criança Segura Brasil, que o cinto deve estar afivelado no máximo com um dedo de folga. Se tiver aquele clipe no ajuste, como no modelo Cortina Travel da Chicco, esse item deve ser deslocado para a altura da axila. Cinto muito folgado pode lesionar os órgãos internos do bebê em casos de acidente, o mesmo para o clipe deixado na altura do abdômen. Interessante né!? Eu não sabia da maioria dessas regras e erramos no lugar de deixar a cadeirinha e na altura do clipe. (Mais dicas sobre segurança e carro na página da Criança Segura e da Healthy Children, aqui e aqui).

A Priscila, mãe do Otávio, viajou longas distâncias com o bebê. Não teve uma experiência igual a outra e o bom disso tudo é que voltou com várias dicas para uma viagem tranquila.

“Fizemos 2 viagens de 650 km com o Otávio de carro. A viagem que dura 7 horas, durou 8 horas, 8 horas e meia. A primeira vez não foi muito bacana, ele tinha 2 meses. Bebê chorou, vomitou, chorou, e a mãe também enjoou, chorou. No fim não aguentei e contrariei todas as regras de segurança colocando o Otávio no meu colo (ele ficou no peito quase a viagem toda de volta). Como aguentar ele chorando por 8 horas?

Na segunda viagem o Otávio estava com 4 meses e meio e tomei algumas medidas: troquei o bebê conforto por um modelo bem mais simples (modelo Cortina da Chicco pelo Peg-Perego da Burigotto), dei Motilium uma hora antes de sair (por indicação médica), fiz ele mamar uma hora e meia antes da viagem. Além disso, ele já estava bem mais acostumado a andar de carro comigo. E deu certo. A segunda viagem foi inteira no bebê conforto, e foi muiiiito tranquila.  Uma coisa que ajudou muito foi o Otávio pegar chupeta (dizem que diminui o enjoo, e na primeira viagem ele não pegava ainda).

Na estrada eu já sabia quais postos tinham o banheiro razoavelmente limpo (achei fundamental o trocador de bolsa e um álcool gel). E uma boa dica é parar nesses postos do pedágio, tem fraldário super limpinho, banheiro limpo e além de tudo um cafezinho, rs. Nenhuma das vezes o Otávio fez cocô.” (isso é muito bom, uma vez que andar no carro nhaquento é dose, rsrrrsr). 

2 – O que levar?

Não importa a distância, é comum toda mãe fazer isso: levar muuuuitas roupinhas e fraldas. E sabe que não é exagero?

Outra coisa em comum é levar uma malinha de mão dentro do carro, com pelo menos uma fralda, uma troca e um pano de boca extras (e jamais esquecer dos documentos pessoais dos pais e do filho).

– Viagens rápidas e/ou curtas – relato-dica de mãe para mãe:

A Bruna, mãe do Pedro, realizou uma viagem curta, de carro, com o filhote. Não importa a distância, entre organizar uma malinha para um dia fora de casa e se antecipar pro que pode acontecer, há um verdadeiro check list a seguir.

” A primeira vez que fizemos uma pequena viagem com o Pedro para passar todo o dia fora, ele tinha pouco mais de dois meses. Foram só 90km. Saímos às 9h30 e voltamos perto das 18h. Mas olha só:
Antes, quando saíamos de casa, usávamos a bolsa da esquerda. Na verdade ela é uma bolsinha térmica, mas até então satisfazia a nossa necessidade. Mas daí apareceu esse aniversário de uma amiga em Maringá e começou o desespero: e se esfriar? Vamos precisar de roupinhas mais quentes. E se entrarmos na Era do Gelo? Vamos precisar de MUITO mais roupas. [mãe sempre acha que vai esfriar] E se tivermos que trocá-lo num pântano? Vai precisar de um pano para forrar. E se acabarem as fraldas do mundo? Precisamos de um estoque extra. 
E se? E se? E se? Fomos colocando todos os “e se?” na malinha. O resultado foi que precisamos de uma bolsa maior para caber: cinco fraldas descartáveis, pomada para assaduras, pacote de lenço umedecido, um body de manga comprida, um body de manga curta, duas meias (usamos um par como luvinhas), um macacão, duas fraldinhas de boca, um fraldão e uma manta. Além disso, três barrinhas de cereais, câmera fotográfica, cartão do plano de saúde e livreto com informações e carteirinha de vacinação. Está bom ou quer mais?
O que usamos de fato? Duas fraldas descartáveis, uma fraldinha de boca, um fraldão, a câmera fotográfica e só. As roupinhas foram desnecessárias. Ao invés de colocar mais, só tiramos as que ele usava, pois esquentou pra caramba.
Agora percebi que esquecemos de uma coisa bem importante: uma peça de roupa para os pais. Sim, porque neném vaza! Como vaza! Eles não escolhem o colo, simplesmente colocam para fora. Preciso incluir este item.
Mas gente, o piá mama só no peito. E quando começarem as papinhas? Acho que vamos precisar de uma mala de viagem, daquelas de rodinha.”

 – Viagem média/longa: relato-dica de mãe para mãe

A primeira vez que viajamos com o Miguel, como comentei, foi para passar um fim de semana a 200 km daqui.

Levei duas bolsas como malas, uma pequena e uma grande, uma bolsa térmica que serviu de frasqueira para os itens de higiene e medicação, e ainda levei uma sacola grande com as roupas de cama e o ninho. Além disso, o marido, que foi depois, levou o moisés.

Nas malas, levei 4 kits de troca/dia, sendo um conjunto de pijama (body+calça), 2 calças, 2 bodies, um par de meias e um macacão por dia, todos de manga comprida porque estava frio, além de 6 fraldinhas de boca e 4 fraldões de algodão. Extra, uma calça jeans, uma jaqueta e uma camiseta para fazer charme.

Na frasqueira, sabonete, shampoo, paracetamol, remédio para gases,  algodão (em casa não uso lenços), soro fisiológico e aspirador nasal (naqueles dias ele andava com o nariz entupido) e cotonetes.

Na sacola com roupas de cama e banho, 1 toalha (deveria ter levado 2; já pensou se o bebê resolve sujar?), o ninho, 3 cueiros, uma manta leve e um cobertor mais quente. Além disso, meio pacote de fraldas – aproximadamente 25.

A bolsa menor, que uso nas saídas em Londrina e que usei para os passeios de lá, sempre tinha uma troca extra (body + calça), pomada contra assadura, 3 fraldas, lenço umedecido, um fraldão de algodão, uma fraldinha de boca, trocador portátil, manta leve e carteira de vacinação/convênio. Ele estava com a chupeta e a naninha (fraldão), então quando ele começava a se agitar com alguma coisa, dávamos esses itens e ele acalmava. Depois li que objetos transicionais ou que o bebê habitualmente usa são interessantes para serem levados porque diminui o estranhamento.

Lá, minha tia providenciou uma banheira. No primeiro dia, depois de uma sujeira fenomenal, improvisamos o banho numa bacia, rs.

Usei praticamente tudo. Voltei com 2 calças e 2 bodies sem usar, e várias fraldas, rs.

3 – Hospedando-se em Hotel:

A mala com itens pessoais do bebê não mudou muito. Para quase 3 dias, levei uma troca oficial por dia (body+macacão ou calça) e uma extra, além do pijama, ou seja, 3 trocas/dia, além de 2 bodies manga curta e uma jaqueta extras. Além disso, 4 fraldões e 3 fraldinhas de boca, uma toalha, umas 20 fraldas, sabonete, xampú, colônia, lenço umedecido, algodão, pente, soro fisiológico, paracetamol, cotonetes, algodão, simeticona, 3 pares de sapatinho e 2 trocas “chiques” para ele usar no casamento que fomos. Por fim, cueiro, manta de lã para sair, manta de algodão para bater e cobertor. Tudo isso coube em uma malinha, uma bolsa, uma frasqueira e uma sacola. O que tivemos que observar era se o hotel contava com berço e banheira.

Mudancinha do Migs. A bolsa menor uso como de mão.

Nos hotéis que pesquisei, o berço entra como acessório complementar do quarto. O bebê não paga diária, contudo, em alguns hotéis a utilização do berço é cobrada, como na rede Mercure.

Como você só vai saber o estado do berço quando chegar no local, em casos de susto você tem a alternativa de colocá-lo para dormir na cama (tente deixá-lo mais alto que você, sobre uma almofada, por exemplo, longe das beiradas) ou pode ter seu próprio berço desmontável para levar em todas as viagens. Escolhendo a última, há várias opções no mercado. Escolha uma marca de confiança, com garantia. Infelizmente, não encontrei opções certificadas pelo INMETRO.

Quanto à banheira, a não ser que seu bebê já tome banho no chuveiro, a falta dela pode ser um probleminha. Não encontrei informação sobre isso nos sites dos hotéis que pesquisei, mas também não liguei para me informar. Optamos por comprar uma banheira inflável, portátil, para solucionar essa dificuldade que pode se repetir em outras ocasiões. Funcionou muito bem, mas tem que ter pulmão bom pra encher sem morrer de tontura, e coluna em dia, porque é provável que ela tenha que ficar no chão por segurança (é firme, mas nem tanto). Uma opção mais econômica é comprar uma piscininha inflável para bebê, daquelas que só molham a bundinha, rs. A diferença de preço é moderada.

O Miguel deu conta de sujar quase todas as trocas de roupa. Não passamos aperto por pouco. Voltamos com um body manga curta extra, uma jaqueta e uma das trocas do casamento. Esfriou horrores da noite pro dia e eu não contava muito com isso, mas no fim deu tudo certo!

Dessa vez usei o conselho da Bruna e levei uma troca de blusa para mim na malinha de mão. Também levamos o sling e foi muito útil no destino e nos aeroportos, apesar de termos levado o bebê conforto, já que também utilizamos carro para nos deslocar.

Em resumo, não dá pra ficar um dia todo fora sem ter pelo menos uma bolsa média em que caibam 3 trocas completas (body e calça) – em acordo com o clima, umas 6 fraldas, pomada, trocador portátil ou pano para forrar, lenço umedecido, documentos, 2 fraldas de boca, uma blusa extra pra mãe. É a média do que se usa por dia. E se usar complemento ou já estiver na alimentação sólida, acrescente esses itens, lembrando que é muito prático ter um dispenser com mais de um compartimento em que já se pode deixar a quantidade exata de leite em pó para cada mamada. É só virar na mamadeira, colocar água e chacoalhar. Imagina, na correria, ter que abrir a lata e medir?

4 – E a rotina?

Não adianta, sair de casa é sempre uma mudança para o bebê.

O Miguel ficava nervoso quando dava o horário que costumava dormir. Colocava as mãos na boca e gritava. Na primeira viagem, com dois meses e pouco, não sentiu tanta diferença porque dormiu no ninho e estava entre família. Na segunda, com três meses, tudo mudou – lugar, horários, pessoas… pra ajudar, na volta, depois de ter dormido bem tarde, tivemos que acordá-lo às 6h. Só chegamos em Londrina ao meio dia.. ele dormiu quase o dia todo, depois de ter ficado agitado e nervoso, e ainda não retomou os hábitos de sono noturno. Mas em geral, ficou tranquilo e muito sociável.

Com o Otávio, as viagens ajudaram na socialização, mas as alterações no sono não foram diferentes.

“Na casa da vovó e do vovô foi tudo muito bom. Ele que antes não ia no colo de quase ninguém passou a ser super sociável depois da viagem. Os olhinhos curiosos são a coisa mais deliciosa do mundoooo! Porémmmm a rotina mudou, e para o meu desespero ele passou a acordar na noite mais do que quando era recém-nascido, teve noites que eu realmente não dormi. Pode ter sido também porque ele pegou resfriado, e nariz ficou bem trancadinho. Antes ele dormia a noite toda (das 19 às 7 da manhã) acordando uma vez para mamar. E isso nunca mais aconteceu, heheheh… Somente agora ele está começando a dormir melhor (duas semanas depois da viagem). Estou na esperança de que o soninho volte ao normal.”

Algo que sempre nos ajudou nas saídas é o “cheiro”, as fraldinhas que usamos como objeto transicional. É sempre um elemento conhecido que traz um pouco mais de segurança fora de casa. E sempre que possível, tentamos manter horários de soneca parecidos com o de casa. Claro que muitas vezes não conseguimos.

Uma coisa é certa, encarar as mudanças como naturais faz tudo ficar mais fácil. E como diz a Pri, “adoro viajar com ele, e espero poder viajar muiiiiito mais com meu filhote”.

II – Viagem nacional de avião:

Essa nossa última viagem foi um pouco mais trabalhosa, porque foi mista: de avião até São Paulo e depois de carro até Santo André.

1- Escolhendo a companhia:

O trabalho começa na escolha da companhia. Algumas aceitam bebês (0-24 meses), outras têm restrições (como Webjet); em algumas há franquia de um bebê conforto ou um carrinho dobrável, em outras esses itens entram na franquia dos pais; têm companhias que permitem que o bebê seja levado no bebê conforto ou no carrinho até a entrada da aeronave, em outras já tem que despachar com as malas. Em comum – exigem apresentação da certidão de nascimento, não pagam passagem e devem viajar no colo dos pais. (Obs.: nunca viaje sem o documento do seu filho)

Fomos pela Gol na ida e voltamos pela Tam.

A Gol não cobra passagem, tem a franquia de um dos itens mencionados e aceita que o bebê seja levado em algum deles até a porta da aeronave. O bebê viaja no colo. O assento ou o carrinho deve ser apresentado no despacho de bagagem. Lá, será etiquetado e depois os comissários colocam no porão. A retirada é feita na esteira, com as demais bagagens. Se levar o berço portátil, sugiro que avise no despacho, que eles etiquetam como frágil.

A TAM não cobra passagem, não tem franquia extra para o carrinho ou bebê conforto, ou seja, entra na franquia dos pais ou responsáveis; aceita que o item escolhido seja entregue na porta da aeronave, mas deve ser apresentado no despacho para etiquetarem; o chefe dos comissários decide se o item vai no bagageiro de cima ou no porão. A retirada é na esteira. O bebê viaja no colo.

O assento da primeira fileira, mais espaçoso, é reservado por lei a pessoas com necessidades especiais, gestantes e passageiros com bebê de colo. Observe isso quando for marcar o assento (que, em geral, não pode ser reservado antes, só no check in).

Quanto aos assentos prioritários, pela GOL foi tranquilo. De cara fomos colocados na primeira fileira.

Pela TAM foi ótimo, só que ao contrário. A TAM vende esses assentos como “assento conforto”, com a condição de que não estejam sendo ocupados por passageiros com prioridade legal. Nesse caso, a ocupação é gratuita. Apesar de divulgarem essa regra no site, no momento do check in fomos informados de que todas as aeronaves TAM agora contam com air bag na primeira fileira, portanto, gestantes e crianças de colo não podem mais ocupar os assentos de lá – e, óbvio, não há alternativas mais espaçosas no restante do avião (não na classe econômica).

AIR BAG EM AVIÃO??? Ok. Dizem que reduz risco de morte e graves lesões em alguns tipos de acidente, como desaceleração, por exemplo. Nos EUA já são obrigatórios. Mas que é engraçado é. Portanto, pela TAM, salvo no caso de pessoas com limitações ou necessidades especiais, os demais assentos da primeira fileira estão todos livres para serem comercializados. Considere isso em caso de empate nas tarifas. Não é muito confortável sentar apertada segurando um bebê ou com barrigão. Ao menos, eleja a poltrona do corredor.

Portanto, se for viajar de avião, leia muito bem os sites das companhias.

2 –No Aeroporto:

Não é demais chegar cedo demais. O bebê pode se sujar, pode ter fila e bem, nem sempre podemos contar com o bom senso da galera. Fomos atendidos com prioridade pelas duas companhias, mas na fila de entrada do setor de embarque, por exemplo, não havia diferença. Também não recebemos a educação de algumas pessoas na locadora de veículos, nem na fila da lanchonete ou no banheiro.

Portanto, ao menos no check in, apresente-se ao funcionário e peça prioridade. Não é mimo. Além de ser um direito você vai querer usufruir dele quando estiver com quatro malas e um bebê prestes a acordar e chorar no colo.

Para o embarque, levamos o Miguel no bebê conforto na ida e no sling na volta. Mas, para passar pelo detector de metal tivemos que tirá-lo em ambas as oportunidades. O bebê conforto passa pelo raio-X, assim como os carregadores. O bebê passa no colo (ó você achando que ele passava pela esteira!).

Usar um carregador (sling, wrap, canguru…) dentro do aeroporto é prático, já que é um luxo ficar com as mãos livres para as outras coisas.

3 – Durante o voo:

Na decolagem e no pouso todos podemos sentir desconforto no ouvido. Engolir ajuda a aliviar. Para ajudar os bebês durante essas fases, indicam dar algo para sugarem – chupeta, mamadeira ou amamentar. Na ida e na volta amamentei durante a decolagem. Ele não teve nada, não chorou, mas é melhor não contar com isso. Nas descidas, ele estava com chupeta. No mais, como o ruído nessas ocasiões pode passar de 100 decibéis, li indicações para tampar os ouvidos dos bebês com algodão. Eu usei a fraldinha de boca.

Ainda não faz sentido para mim a falta de previsão/obrigatoriedade do uso de assento próprio para bebês em voos. O uso é recomendado por vários órgãos não só por causa do risco de queda do avião, mas especialmente para evitar traumas em outras situações, como no caso de turbulência, um evento não muito raro na aviação. Você não pode ficar solto, sua bolsa não pode ficar solta, mas seu bebê de 6kg pode – e deve, porque não há opção, a despeito das orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, da Associação Americana de Pediatria , dentre outros, em sentido contrário. Tivemos o azar de “pegar” turbulência em metade do voo na ida. Não foi nada legal segurar meu pacotinho balançando sem parar enquanto todos, incluindo eu e meu marido, estávamos presos em segurança em nossos respectivos cintos.

O médico Dr. Amaury Simoni, que é especialista em medicina aeroespacial, me aconselhou a usar um canguru durante o voo para que o bebê fique mais preso. Até consegui um, mas o Miguel ainda é pequeno demais, então ficava largo. Portanto, foi no colo/sling. Bebês maiores talvez se adaptem melhor ao modelo canguru.

Na freada do pouso segure firme o bebê, firme mesmo, porque a força joga ele pra frente e ele pode cair (você não, porque você está de cinto).

Se seu filho for maiorzinho, leve algo para entretê-lo. O Miguel simplesmente se encantou com o assento e ficava tentando passar a mão naquele protetor de cabeça. Antes fosse num brinquedo.

Se viajar por uma companhia sem assento preferencial/prioritário ou não conseguí-lo ou não quiser ou ou ou, tente ir no corredor. É mais fácil entrar e sair com o bebê. Para viagens mais longas, algumas companhias oferecem bercinhos, pagando-se, claro, pelo serviço. A TAM tem esse serviço.

Não espere que os demais passageiros deixem você e o bebê saírem da aeronave antes deles, afinal, já deixaram que entrassem antes. Portanto, se não tiverem conexão para fazer, rs, permaneçam sentados e tranquilos e saiam por último, sem stress e com o corredor livre. Se seu bebê chorar, conforte-se com o fato de que o avião faz ruído alto o suficiente para abafar o barulho do choro para a grande maioria dos passageiros. Por fim, se não quiser passar vexame, não peça para a comissária refrigerante para dar ao bebê com fome por ter esquecido a mamadeira na mala (pois é).

Mais dicas para viagens de avião com crianças aqui.

E você? Tem mais alguma dica para compartilhar comigo? Como você se prepara? Eu realmente gostaria de saber! Comenta!

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Arquivado em Bebê, Opinião

Ouro Preto

No final de julho fomos a Ouro Preto – MG visitar nossos amigos Sérgio e Lilian.  As expectativas eram grandes: há pouco eles se mudaram com a família para lá, casa nova (eles moram em uma fazenda em um dos distritos de Ouro Preto), tudo muito diferente da vida em Londrina.. um fim de semana entre amigos, no campo, para matar a saudade e restabelecer o corpo e a mente. Foram tantos momentos especiais que venho ensaiando esse post há mais de duas semanas! Eles foram maravilhosos conosco – do zelo como anfitriões às visitas que programaram.  A saudade já bateu ainda no aeroporto, na volta! Não podia, enfim, fazer esse post sobre essa cidade linda sem antes agradecê-los pelo carinho e pelo cuidado. Sei que vão me entender.

Esperávamos, sim, visitar a cidade. Mas não esperávamos que haveria um encanto imediato. Visitamos Ouro Preto por completo – cidade de dia, a noite e passeio pelas belezas naturais da região (que são de tirar o fôlego).  Eu confesso que imaginava que a cidade fosse bonita, mas fui criada em uma região relativamente nova, onde as construções são quadradas, espaçosas e o mundo é plano. Apesar de ter origem mineira, em morros e casas com porta na calçada, dificilmente me encantei com essas paisagens.

Museu Casa dos Contos ao fundo

Em Ouro Preto é diferente. Há uma vida pulsante no ar. Nenhum daqueles tantos detalhes talhados um a um é vazio: são os golfinhos da Fonte do Colégio Arquidiocesano e a fênix da Igreja Matriz que Aleijadinho esculpiu a seu modo, ou a fênix do outro lado da nave da mesma igreja e o inferno barroco da igreja daquele colégio que podem ser obras suas ou não, até mesmo o Alto das Cabeças de onde a cabeça de Tiradentes foi roubada, bem como portas e janelas antigas que se fecham ao passado e se abrem aos novos estudantes.. tudo é antigo, mas tudo é vivo.

De dentro do Museu - 1

Talvez as histórias, talvez as estórias. Outra lembrança de lá são as incontáveis lendas que povoam o lugar! A ponte da qual Marília de Dirceu foi admirada é história, os fantasmas dos casarões desabitados, quem sabe?! Os morros? Ah! Os morros são um espetáculo a parte. Não me envergonho de acreditar que não tenho habilidades suficientes para subir alguma ladeira daquelas na direção! Ainda assim, é muita diversão!

As igrejas são espetaculares. A mais bonita, talvez, não seja a mais óbvia, a Matriz. É linda sim, mas a ornamentação menos afetada da Igreja Nossa Senhora do Rosário (e concordo com nosso amigo-guia Sérgio) a torna bem mais bonita! E não posso esquecer do Museu Casa dos Contos (que não é lugar de contar estória!) que conta a história econômico-fiscal do Ciclo do Ouro e da Casa da Moeda (e mais, claro)  – aliás, as três primeiras fotos que ilustram o texto, tiradas pelo Ulisses, são de lá.

De dentro do Museu - 2

A natureza é, como dizia uma professora, um plus a mais (porque não basta ter um plus se ele não acrescentar, não é). Conhecemos São Bartolomeu – um distrito com o melhor bolinho de bacalhau e um pastel de carne com batata saborosíssimo – e a cachoeira mais charmosa que já vi! Uma trilha pequena que termina numa cachoeira e um riachinho… morros e verde, verde e casas brancas com janela azul no meio, distritos e igrejinhas, outro morro verde.. e assim vai!

Distrito de São Bartolomeu

Bem, é e não é um post turístico. A intenção é marcar essa passagem que já está gravada em nossos corações e, quem sabe, despertar a vontade em algum de vocês de conhecer esse belíssimo lugar. Informações turísticas, propriamente ditas, vou ficar devendo. Nosso guia-amigo-companheiro foi o melhor que poderíamos acompanhar: é um profundo conhecedor daquelas ladeiras, Igrejas, história, mas sobretudo um apaixonado por Ouro Preto e esse encanto, podem crer, contagia. Quanto a outro guia assim, não posso garantir :).

Os melhores momentos passamos em companhia dos nossos amigos e sua família – D. Luzia, Júlia e Antônio – em casa. Mas esse capítulo é daqueles que certamente ficarão relatados só no nosso coração.

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Trapalhada Vulcânica

Como se diz no direito, é fato público e notório (eca), que tivemos um fim de semana bem atrapalhado. Um vulcão bem legal cruzou nosso caminho e o planejado fim de semana em Montevidéu virou um monte de histórias.

Mas nem tudo está perdido quando se está com quem se ama, quando a companhia aérea colabora e quando família e os amigos estão muito aí pra você.

Hoje posso dizer que já fui ao Rio Grande do Sul, embora não tenha saído do aeroporto de Porto Alegre (eita tempo feio na sexta, hein. Zero coragem para se aventurar entre os gaúchos). Também foi o mais perto que já cheguei do Uruguai. (Aliás, engraçado como se dão os cancelamentos se você já está na área de embarque internacional: passa pela imigração, faz um falso embarque e um falso desembarque e passa pela imigração novamente – nesse meio tempo, corra para o Duty Free antes que compulsoriamente ele feche e você volte sem nada ‘internacional’ na bagagem).

O maior inconveniente, na verdade, foi que quando passamos pela imigração ‘perdi’ meu Opti Free – o frasco original tem 120 ml, vôo internacionais só permitem 100 ml na bagagem de mão.. portanto.. lixo. Convencer a moça da PF que aquilo era um líquido estéril e que eu não poderia trocar de frasco, ou que minha bagagem já havia sido despachada e portanto era impossível colocar na mala, foi em vão. Quando falei que era pra ela jogar fora, ainda tive que ouvir um “mas você vai viajar sem?”. Se você tiver uma ideia melhor, quem sabe não?!  Ou seja, outra viagem trabalhada no óculos de grau. É exagero, claro, mas precisava fazer constar esse fato (na nossa lua de mel deixei as lentes na bagagem normal e quando chegamos, afff, todo o líquido tinha virado e o Opti Free estava derramado.. dessa vez quis inovar e, well.. )

De volta à Curitiba, um frio com chuva bem brochante, mas ainda assim as companhias fizeram toda a diferença. Sábado de aniversário do maridoviski, almoço italiano em família e jantar italiano entre amigos – é assim que a gente gosta – ou seja, muita pasta e conversa para aquecer o corpo e o coração!

Volta para Curitiba. Tempo feio em solo, pôr-do-sol lindo nas nuvens! Vou mandar pra Gol pra ver se ganho um parabéns =D!

Então, um agradecimento todo especial a todos que compartilharam conosco esse fim de semana especial. Obrigada, principalmente, pai, mana e mano pela companhia, pela paciência e pelo aperto que fez com que coubessem mais dois.

E que venha a próxima, de preferência, sem interferências vulcânicas!

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