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Puericultura Miguelística – 2 meses e tanto.

Em alguns dias o Migs fará 3 meses. Do último post-bebê pra cá bastante coisa mudou!

Hoje foi retorno à pediatra e, graças a Deus, que tem cuidado do nosso filho e nos abençoado, o Miguel está saudável, gordinho e feliz! Foram 1,2 kg da última consulta pra cá, ou seja, ele está com 5,8 kg de pura gordurinha, rs. Também cresceu e está com 59cm.

Quem te viu quem te vê, né bebê! De um bebezinho magrelo e comprido a um bolinha, rs. Depois de tantos contratempos e medicações, ele continuar só no peito me faz sentir muita alegria e satisfação, pois é algo que eu queria muito e que temia não conseguir ou perder.

Continuamos com a filosofia “bebê não gasta” e mantemos o duplo banho diário, banheira cheia e água quentinha. Agora, contamos com a presença da baleia Babi, da tartaruga do tempo Flávia Freire e do frango desossado. Cada dia um amigo diferente pra ele brincar. Também aumentamos a duração do banho, já que em parte dele ele relaxa e solta o corpinho, como se estivesse boiando, e em outra parte faz a festa jogando o corpo em direção aos companheiros. Haja braço – e costas – da mamãe e do papai! Mas é tão lindo!

Aproveitando o gancho, temos um filho tagarela e sorridente. Nesse último mês ele aprendeu a dar risada alto – um protótipo de gargalhada – a emitir sons direcionados (por ex., ele fala “uuuuuu” pra avisar que acordou – mas não é qualquer “uuuuuuu”, é um “uuuuuu” muito finí; se não for atendido, resmunga e, por fim, se demorar, chora, nessa santa sequência), a gritar quando está nervoso; também fez amizade com o Miguel do espelho e está tentando alcançar os pés, especialmente se estiverem calçados com meias coloridas.

Também nesse mês começou a fixar a rotina do sono e dorme a noite toda quase todas as noites (entre 6 e 8 horas seguidas), complementando durante a manhã após uma breve mamada. Permanece sonecando bem durante o dia também, rs, o que reforça nossa teoria de que bebê descansado dorme melhor – e não o contrário. Quando está acordado, está mamando ou recebendo algum estímulo, mas dificilmente engata mais de 2h seguidas acordado. Coça os olhos e reclama quando é hora de parar.

Mantivemos a chupeta e a mamada a cada 3 horas, em média. As cólicas diminuíram. Milycon – ou Melecão, ou Milicão – é amigo 2x/dia nessa casa. Ele fez sua primeira viagem e se comportou muuuuuito bem. Em tese, os gatos ainda não têm contato direto com ele.

Não, não estou floreando, embora me sinta num conto de fadas com meu filhote. Ele é realmente muito sociável e tranquilo. Não temos do que reclamar. Para não acharem que to exagerando, talvez ele pudesse dormir um pouco mais cedo, rsrsrs, mas até isso é pedir demais pra um bebê que, como regra, não dá trabalho. Entretanto, estamos trabalhando nisso também =).

P.S.: sobre a vacinação, as orientações que recebemos hoje da pediatra foram

– no caso da tetra/hexavalente, não medicar antecipadamente, mas apenas se for necessário, após a vacina, entendendo-se por necessário não apenas os casos de febre mas também de DOR;

– como ele já fez reação em uma das doses, e uma reação importante (que alterou seu comportamento e o padrão de mamadas por quase 3 dias), aplicar as próximas dessa natureza preferencialmente na rede privada, que usa um tipo acelular e diminui os riscos de reação (embora não os anule);

– se quiser escolher outra data para vacinar, que permita aos pais ficarem à disposição integralmente para o filho, não antecipar, mas não exceder 5 dias da data prevista.

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Vacinação infantil – é dia de vacina, bebê!

Ontem demos a primeira dose das vacinas que se iniciam aos 2 meses.

Optamos em dar no posto de saúde por algumas razões:

– boa qualidade e eficácia das vacinas;

–  garantia de bom armazenamento;

– experiência na aplicação, afinal há uma quantidade maior de vacinação no sistema público e os técnicos responsáveis, em tese, aplicam mais;

– apesar do risco de reação vacinal, o risco é baixo e também existe no sistema privado. Nele há mais tipos na mesma dose (hexavalente) e a tríplice viral é acelular, o que diminui as chances de reação, mas não as anula.

No sistema público, apesar de o calendário oficial ter incluído a vacina pentavalente em 2012, que incluiria a polio (que antes era dada em gotinhas), no posto onde levamos o Miguel ainda se faz no sistema antigo – tetravalente, polio via oral, pneumocócica e rotavírus (também oral). Pelo que nos informaram, ainda não houve licitação para a compra da pentavalente.

O post de hoje não é para desencorajar ninguém a vacinar pelo sistema público. Há uma falácia quando dizem que lá a vacina é gratuita e, por isso, não confiável. Pagamos por ela por meio dos nossos impostos. E a regra é não dar reação; sim, ela é confiável.

O post de hoje é para encorajá-los a cobrar por informações antes, durante e depois da aplicação, seja onde for.

Primeiro, a rotavírus foi dada por meio de uma seringa direto na boca do bebê – uma seringa cheia. MÃE, PEÇA AO TÉCNICO QUE DÊ DEVAGAR, aos poucos, sem pressa. Que use uma chupeta, se for preciso, para ajudar a sugar e deglutir. Do contrário, seu bebê vai ficar lá, minutos chorando, líquido voltando, o técnico enfiando a seringa entre as gengivas para ele não fechar a boca e engolir e o processo vai ser mais sofrido do que necessário. Delicadeza é fundamental.

Segundo, PEÇA AO TÉCNICO QUE INJETE AS DEMAIS COM O BEBÊ NO SEU COLO, se ele não oferecer espontaneamente. Faz muita diferença e o seu filho sente mais segurança e conforto. Eles preferem que você contenha o bebê na maca/cama, mas é possível que você o segure no colo sim.

Terceiro, PERGUNTE SOBRE TODOS OS RISCOS POSSÍVEIS ANTES DE VOLTAR PRA CASA. Como regra, eles informam que pode haver febre e dor local com inchaço. Não é para medicar se a febre não estiver alta, para não diminuir a potência da pneumo. Tchau.

MÃE, PAI, PERGUNTEM QUANTO É UMA FEBRE ALTA. Mas também questionem O QUE É DOR LOCAL NORMAL e o que fazer. Perguntem SOBRE O APETITE e o que fazer – eles podem simplesmente não conseguir mamar em função da dor.

Já comentei sobre a orientação de não fazer compressa quente. Haverá dilatação dos vasos e maior absorção da vacina, o que não queremos. Ela tem que ser lenta. O mesmo vale para o banho pós-vacina – não pode ser quente e demorado. Roupa demais também não ajuda. Você tem que acompanhar se ele fará febre. O topo da cabeça é onde mais esquenta – não cubra esse local!

TIRE O DIA PARA FICAR COM SEU FILHO.

Mas por que falei para perguntar sobre a dor? Mesmo questionando e me orientando previamente, o Miguel fez uma forte reação local ontem, com a qual não contávamos. Teve muito inchaço e uma dor local importante. Ele não conseguia nem usar calça, porque o leve contato com a pele já causava dor. E foi muita dor.

O que fizemos: com a ajuda da tia Cirene, foi feita compressa fria por 10 minutos a cada 2 horas, com ou sem dor, durante toda a noite; colocamos o bebê numa posição confortável, em que ambas as coxas ficassem livre de contato, e diminuímos o colo ao estritamente necessário; mudamos a engenharia da amamentação para não pressionar nenhuma perninha; medicamos para dor.

Ninguém no posto nos orientou o que fazer se houvesse uma dor importante, fora do normal, diferente da que costuma se apresentar nas vacinas. Ela nem foi mencionada. Aí seu filho chora ininterruptamente de dor, tem espasmos em função dela, está febril, não consegue se alimentar por horas e a única orientação que você tem é: não medique a não ser que haja febre alta –  38,6º, na resposta do técnico.

Então, amigos e amigas, conversem bem com o pediatra sobre reações não usuais, sobre reações esperadas e o “grau” que as mantém na normalidade e sobre o que fazer. Mesmo raras ou difíceis de aparecer eles sabem quais podem ocorrer e informação prévia é tudo de bom.

Pretendemos continuar a vacinação no sistema público, mas vamos conversar com a médica sobre todos esses fatos.

E agora eu vou cuidar do filhote, que tem um colo para ganhar, um colo que tá meio vazio desde ontem e louco para ele encher.

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