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Útil e fútil na atual conjuntura

E lá se foram um ano e quatro meses usando e não usando, adquirindo e se desfazendo de muitas coisas que amparam ou atrapalham o exercício da maternidade.
E lá se foram dias e dias de consumo e reflexão, algum dinheiro bem gasto, outro tanto que poderia ter sido gasto em outro momento e um tanto jogado fora.
Então resolvi me perguntar: Melina, e se você engravidasse de novo, o que teria no seu novo enxoval? E a partir dessa pergunta saiu esse novo Útil e Fútil (aqui, link com o primeiro de todos, com uns 40 dias de maternagi)
Considerem o que segue para compreender a inclusão e a exclusão de alguns itens – a forma como se vive a parentalidade influencia demais a avaliação dos produtos. Durante a gravidez eu não havia conseguido me responder que tipo de criação, que tipo de mãe eu queria ser, portanto, tudo parecia útil, tudo era tentador. No decorrer dos primeiros meses, ainda não sentia que tinha me encontrado no mundo da maternagem… questionava muitas decisões e ações, repetia outras sem pensar, até que as arestas foram sendo amparadas e me identifiquei com uma forma de criar baseada na intuição, no afeto, no consumo consciente e, muitas vezes, respaldada em evidências científicas (porque você sai do mundo nerd, mas a nerdice não sai de você). Alguns chamam isso de “attachment parenting” (e pela internet você poderá encontrar muitas informações e evidências sobre isso), algo como criação com apego. O que pode parecer um método nada mais é, justamente, que um anti-método. Apenas agir conscientemente, mesmo que tradições sejam rompidas, e ouvir o coração.
Assim, vou usar como base as nossas vivências com diversos produtos.

Primeiro, vou expor a lista de básicos para um enxoval, se eu fizesse um novo hoje, separada por áreas. Logo abaixo, alguns itens considerados must have e o motivo pelo qual não compraria ou esperaria, ou seja, a razão pela qual eu não repetiria a mesma experiência com eles.

Alimentação:

NECESSÁRIO:

– Vontade de amamentar e apoio do parceiro/família. Já são 50%. Informação, participar de redes de apoio e pediatra comprometidos ajudam. O resto vem com o tempo e a prática.  Eu sei que nem todo mundo consegue amamentar, mesmo com vontade de. Mas o que tenho observado é que quase sempre essa mulher desejava continuar mas não teve informação ou apoio para vencer as dificuldades e foi convencida de que o LA seria a salvação. Se tivesse tido paciência das pessoas com mais experiência, do pediatra, se tivesse sido apoiada, talvez tivesse realizado e vivenciado o desejo de amamentar por mais tempo. (E sempre haverá, também, quem não quis. Qual é o problema em assumir?)

– Na zona intermediária entre o necessário e  útil, no caso de querer prevenir ou dirimir problemas, contato de uma profissional em aleitamento.

ÚTIL (porém, não necessário):

– Concha para seios. Logo no primeiro dia em casa você pode se deparar com seios doloridos, inchados, por conta da adaptação para amamentar. O toque da camiseta pode doer, e embora as conchas NÃO sejam NECESSÁRIAS, são uma mão na roda entre uma mamada e outra para isolar o seio. Por outro lado  – ALTERNATIVA – você pode deixar o bico do seio respirar livre, e certamente será o melhor, mas pode ser que não seja possível em alguma ocasião. Em todo caso, eu jamais aproveitei uma gota sequer do leite coletado pelas conchas. Não é adequado. Prefira conchas vazadas. A umidade também não faz bem. 

– Óleo, indicado pelo médico, para ajudar a hidratar. ALTERNATIVA: passar o próprio leite.

Após 6 meses:

– Babador de vestir: na fase de introdução de alimentos, após os 6 meses, eu compraria de novo. Mil vezes melhor que babador de pano, porque isola mais, e se for impermeável melhor ainda!

– cadeira de alimentação de acoplar na cadeira normal, portátil.

DESNECESSÁRIO:

– Mamadeiras: acredito que seja mais eficiente economizar o dinheiro com o estoque de mamadeira e bicos e investir em uma consulta com uma profissional em aleitamento, se a mãe pretende amamentar. Será um investimento com retorno certo. Resulta em economia de energia pessoal, de leite em pó desnecessário, de stress e de cara você aprenderá muitas coisas que manuais, internet, GO e pediatra não te ensinam. Só como curiosidade: estoquei 10 mamadeiras – 9 da AVENT e uma da Chicco, fora os bicos. Não usei nenhuma para essa finalidade. Hoje, troquei os bicos e as que restaram servem de copos para água ou suco, embora eu use muito mais as tampas como copinhos.

– Esterilizador: você não vai precisar de mamadeira ;), a não ser que queira usar para as conchas, que talvez você não precise usar. Portanto, eu aguardaria a necessidade e, se preciso, compraria um para microondas. O meu é da AVENT.  ALTERNATIVA: boa e velha água fervida.

– Chupeta: eu nem sei onde ela se encaixa, mas considero desnecessária e prejudicial, embora a decisão seja muito pessoal (como tudo nessa lista, né gente). Miguel usou de 1 mês a quase 5 meses, quando deixou sozinho. O bebê amamentado em livre demanda já tem sua necessidade neural de sucção atendida; amamentar, além de tudo, ajuda com as cólicas (eu achava o contrário, relevem). Se chupar o dedo, não tem problema. Bebês na barriga chupam o dedo! É mais natural que um bico que você tem que insistir para a criança usar. Sem falar que depois de criada a dependência, tem que tirar. Que confuso né. Não me arrependo na medida em que nos ajudou nas circunstâncias em que estávamos, no contexto das crenças que tínhamos. Mas eu não teria uma chupeta prévia em casa como parte do enxoval. Aliás, se tem um presente de grego que eu já dei foi esse… paciência. Também dei muita mamadeira… shame on me.

Após 6 meses:

– Garfo/faca torto: a fase de alimentação complementar é um momento consumo total! Colher, garfinho, pratinho, copinho, babador … não importa o método que você usa. Talher é algo que seu filho usará um dia, mesmo que ele coma sozinho em BLW. Contudo, mesmo que tentadores, eu não gastaria com talheres tortos. Eles são feitos para destros e nessa fase o cérebro do seu filho ainda está em formação, ele não sabe se é destro ou canhoto. Melhor não forçar a barra. Deixe o talher reto, no centro, e deixe-o escolher com que mão usar. Mais natural, né.

– copo de transição: pode até ser útil em alguns momentos, especialmente aqueles com bico anti-vazamento, mas um dia a criança vai usar copos, então acho desnecessário criar uma outra transição, até porque desde RN os bebês conseguem tomar leite no copinho (é meio confuso e faz sujeira no começo, mas passa) . Além disso, os bicos moles dos copos de transição podem causar os mesmos problemas do bico tradicional de mamadeira, incluindo confusão de bicos para os bebês amamentados. É perfeitamente viável ensinar a beber no mesmo copo do adulto, ou usar xícaras ou copinhos de tequila. Aqui, preferi ensinar a tomar em tudo quanto é tipo de recipiente, então ele não tem problema com canudo, squeeze, copo, xícara, bico de transição (rígido) nem mesmo com o bico mole (que acabei usando como forma de vedar a mamadeira para levá-la cheia na bolsa.). É o tipo de coisa que dá pra evitar ou esperar.

– Babador de silicone com coletor: controverso. Dá certo pra muita gente, nós não nos adaptamos.

– Pratos: eu esperaria engrenar bem a AC (alimentação complementar), porque é algo que pode ser adiado por meses. O Miguel usou a bandeja do cadeirão até quase um ano, já que comia sozinho e em pedaços. Muitas vezes usei tampa de pote ou pote de plástico. O prato ia pro chão! E depois, até acertar o modelo, foram mais uns 5. Eu esperaria.

Passeio, Sono, Cuidados e Segurança:

NECESSÁRIO:

– Sling: barato, durável, confortável, é meio de transporte, é meio de carinho, ajuda a aliviar as cólicas, ajuda na amamentação em função do contato, estimula vínculo, evita hiperestimulação da criança, permite que ela enxergue o mundo de outra perspectiva e compartilhe as experiências visuais e sensoriais de quem a está carregando… quer mais?

– Bebê conforto/cadeirinha: indispensável, mesmo naquele trajeto casa da vó-casa. Não é item para evitar multa. É item para proteger a integridade e a vida do seu filho. Não economize. Não deixe de comprar o melhor que você puder. É o tipo de produto que você torce para nunca usar, mas se um dia precisar, quer ter a consciência tranquila de que tem algo seguro no carro. O modelo que usamos foi o KeyFit 30 da Chicco; hoje usamos a cadeira Eletta, também da Chicco, esta é reversível e pode ser usada como bebê conforto.

– Termômetro, pomada contra assadura (hoje uso e recomendo a da Welleda, natural; antes, usava a de nistatina com óxid de zinco, genérica da Dermodex), sabonete  (uso o Cetrilan, que ajuda a prevenir as lesões da dermatite atópica que o Miguel tem, antes usava o glicerinado da Granado), algodão em rolo.

– 2 caixas de fraldas de pano: versáteis, duráveis, macias e baratas. Corte, costure e tenha 4 fraldinhas de boca a partir de uma fralda. Deixe algumas grandes. Passe elástico em duas e tenha um forro fixo de trocador. Bingo!

– 3 cueiros: versáteis, baratos, duráveis. Servem de lençol, toalha, forro, forro de trocador, manta…  ainda uso todos!

– manta de microfibra, tamanho um pouco maior para durar até um ano. Pau pra toda obra, quente, macia e confortável.

ÚTIL:

– Carrinho que deite e vire moisés: se você se adaptar bem ao sling desde RN, talvez pouco use o carrinho. Eu não pude carregar o Miguel nem mesmo no sling nos primeiros meses, em função da dupla cirurgia e do risco de romperem os pontos mas, assim que comecei a usar e fui me adaptando, o carrinho foi ficando subutilizado e hoje passa mês inteiro e nem usamos. Mas no começo usei bastante em saídas mais longas porque o Miguel dormia muito, portanto, o modelo que vira moisés foi bem investido. Agora que já tenho é fácil falar que não compraria de cara. Mas é isso, eu não compraria de cara. É um gasto alto que pode ser economizado. O nosso é o da Chicco, o Cortina Travel.

– Babá eletrônica: se a opção for por dormir em quartos separados, a babá pode ser útil para ajudar a ouvir e ver o que a criança precisa. Não me adaptei com o ruído da nossa, então, quando não praticávamos cama compartilhada, nos revezávamos para dormir na cama auxiliar. Ela foi bem usada na época em que ele dormia na cama mesmo, entre o período em que ele dormia (cedo) e que nós íamos dormir (tarde), porque podíamos ver assim que acordava, sem medo de que caísse antes de ouvirmos. Quando foi para o colchão no chão esse problema acabou e, portanto, mais um item foi aposentado. Usamos uma da Summer Infant.

– Berço ou moisés: se a opção não for por cama compartilhada, nessa ordem, prefiro moisés e depois berço. O moisés é legal para ficar no quarto do casal, enquanto o bebê couber e enquanto os pais decidem se usarão berço, adiando o gasto alto que talvez não seja necessário. Se optarem por berço, um que vire cama baixa vai prolongar o uso e gerar economia. Nesse caso, acrescente: 3 lençóis, um kit de protetores de berço que fiquem fixos e não sejam volumosos (por mais controverso que seja, eu ainda preferiria usar, porque eu já socorri uma criança que prendeu a perna entre as grades e poderia ter se machucado feio).

Ninho: no hospital, o bercinho é arrumado como um ninho. Eu repetiria no começo, mesmo em cama compartilhada, pois o bebê fica elevado, macio, aconchegado. Em viagens nos ajudou muito, porque trazia certa familiaridade ao Miguel na hora de dormir e não tínhamos problemas de adaptação. Ele usou o ninho até uns 6 meses. Tudo o que precisa é um travesseiro e 3 cueiros.

– Trocador: dá pra viver sem, alguns vem embutidos na banheira, mas acho úteis.

– Bolsa térmica para cólicas (com gel ou ervas): usei bastante, mas ganhei. Dá pra viver sem e obter os mesmo resultados com um pano aquecido.

– Saco de dormir pequeno, para RN-bebezinhos.

– Lenço umedecido (cuja melhor marca, por pareça que incrível, não foi Huggies, nem Jonhson’s nem Pampers, mas Carrefour, pra nós).

DESNECESSÁRIO:

– Lençol para carrinho: um item de enxoval que só serve se você usa carrinho e quer enfeitar. Um cueiro, bem mais barato e macio, dá conta do recado.

– Travesseiro para carrinho: meu bem, nem no berço é recomendado, força o pescoço e a traquéia… pra quê no carrinho?

– Sensores de movimento: aquelas coisas que te vendem como salvadoras e que na prática não ajudam muito. É só mais uma neura para bitolar a cabeça dos pais, que no começo por si só já irão até a criança checar se está respirando. Pra mim, uma forma sutil de iniciar a medicalização da infância é transformar o quarto ou a fralda dos nossos filhos em cama de hospital. Mas eu confesso: achei o ó da maternidade século XXI, quis mil modelos e tive depressão por não conseguir comprar a tempo um que ficaria clipado na fralda.

– Extras do kit de protetores de berço: aquele monte de almofada fofa e linda que você aposentará assim que descobrir o trabalhão que dá deixar o quarto com berço e cama auxiliar impecável para visitas que não te visitarão como você pensou que iriam e que ficarão buscando defeito na decoração provençal que você sonhou. Pode respirar agora. Em menos de um ano terão virado o elefante branco do quarto branco. E se você for praticar cama compartilhada ou montessoriar o ambiente, mais desnecessários ainda.

– Rolo para o bebê não virar: ainda que, como eu, você opte por colocar o bebê de lado, enquanto ele não escolhe sozinho de que jeito gosta de dormir, o rolo é um treco desnecessário. Uma toalha dobrada, um cueiro, enfim, qualquer tecido dobrado cumpre esse papel de graça e deixa mais confortável que um cinto de segurança para dormir.

– Travesseiros: a menos que tenha orientação do pediatra, não tem necessidade. E se o problema for refluxo ou nariz entupido, mais eficiente é levatar levemente a cabeceira da cama/berço com um cobertor dobrado embaixo do colchão. Simples assim.

– Aspirador nasal: assim que seu filho puder, ele vai se defender desse curvex torturador de nariz.

– Nosefrida: uma sonda para nariz em que você chupa o ranho do bebê. Legal. Só que não. Precisa desenhar?

– lixeira e cesto de roupa: a não ser que sejam itens integrantes da decoração, o melhor depósito de fralda suja é o lixo do banheiro, o quarto fica pestilento… fiz isso, de colocar o lixo no quarto e odiei. Cesto de roupa eu não tive e não tenho. Roupa de bebê sempre lavei todo dia enquanto lavava à mão e quando passei pra máquina já vai direto pra lavanderia. Essa dinâmica deu certo aqui.

 

Roupas, roupas de banho:

NECESSÁRIOS (exclusivo para 0-6m)

– 6 conjuntos body + calça de malha Lion ou canelados, confortáveis, aquecem por baixo de qualquer roupa e não apertam a barriga do bebê

– 3 macacões de manga longa maleáveis, de zíper ou abertura frontal

–  3 luvas de malha

– 6 meias

– 6 babadores

– 3 toalhas com capuz e fralda interna

– uma bolsa com alça transversal média.

ÚTIL:

– touca, se parar na cabeça

– trocador de bolsa (tá, a lista feita em vários dias diferentes ficou bem bagunçada no que tange aos critérios :/)

FÚTIL:

– sapatos: a maioria dos macaões e roupas de bebês novos tem pezinho. Sapato é enfeite, e um enfeite incômodo para o bebê. Eu perdi 50% dos calçados sem usar, porque né, não me fazia sentido aquele peso pra um bebê que não sustenta nem o pescoço carregar nos pés. o mesmo se aplicou para boinas e bonés (e pode se aplicar para faixas com flores gigantes que deixam as cabeças das RN caídas para o lado).

– Saída de maternidade. Se a intenção é uma pose para foto na saída, considere o fato de que só aparecerá uma cabecinha enrolada numa coberta/manta. e praticamente nada da roupa. Aliás, salvo bebês gordinhos oa nascer, os RN costumam ficar sambando dentro das roupas que não enchem por completo. Então acho que vale mais a pena copiar a duquesa de Cambridge e ser minimalista nesse ponto. Uma boa manta fica bem chique.

– Mala de maternidade, a não ser que você queira fazer jogo com a bolsa do dia a dia e gastar mais. As malas de bebê ficam pequenas pra tanta tralha muito rápido e com o preço de uma, você compra uma de adulto, pequena ou média, que durará muito mais.

 

Resumindo. Necessário, necessário mesmo, é presença, amor de pai e mãe, de pai e pai, de mãe e mãe, de mãe-avó, de avó-mãe, de pai-avô, de avô-pai. Necessário é colo, carinho, afeto, paciência e leite, muito leite. Contato, pele, não ter medo de se doar e de receber. É aquilo que você já tem, que te protege do frio, da fome, que te banha e te abriga, seu lar, que já existe e está à espera junto com os futuros pais. O mesmo valerá para seu filho, com adaptação quando for necessário ou adequado. Claro que coisas destinadas a receber um pequeno ser são bem-vindas, preparadas para ele, especial, único, dele. O que esse tempo me mostrou é a armadilha de nos tornarmos dependentes das coisas para exercer a parentalidade. A armadilha das coisas substituírem nossas capacidades e recursos pessoais. Do consumo se tornar um substituto das fraquezas que podemos trabalhar e transformar em força.

Espero ter contribuído 😉

 

P.S.: as tags “útil e útil”  e “resenhas” mostram os posts antigos, com resenhas de produtos e marcas. Vão deixar bem claro o quanto a maternidade mudou o meu modo de encarar muitas coisas. 😉

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Resenhas II

Faz tempo que não saem umas resenhas por aqui, não é?
Ultimamente o pique do menino anda a mil e muitas vezes não dou conta de ver senão o FB (que fica conectado pelo celular).

Não venho testando mais tantos produtos novos, depois dos primeiros meses naturalmente a gente tende a permanecer com o que já gostou e, por enquanto, as novidades ficam por conta dos novos brinquedos e itens para alimentação complementar.

Vestuário:

Roupas: Continuamos fãs das amiguinhas gringas, porque são as roupas mais confortáveis e duráveis que o Miguel tem. Um conjunto de bodies tamanho 3m (correspondente ao M, se não me engano), servem desde os 2,5m e ele ainda usa. Esticaram, acompanhando o corpo, e, embora justos, ainda estão bem confortáveis. A fase de lavar tudo à mão em detalhes passou. Conforme o Miguel foi crescendo, o tempo para isso foi ficando menor e o jeito foi sucumbir ao modo “roupas do bebê” da máquina de lavar – e as roupinhas importadas são as únicas que resistiram sem bolinhas ou descosturar desde então. O custo-benefício só compensa se for possível ir até os EUA ou Paraguai para comprar, ou então se houver um conhecido ou intermediário que traga ou mande. Até achei alguns lugares que vendem por aqui, mas o povo perde a cabeça na meta do lucro fácil. É possível conseguir um pacote com cinco bodies por cerca de 25 dólares no Paraguai, segundo uma colega, ou cerca de 10 reais cada um. Então, se for até lá para comprar mais coisas, na minha opinião compensa trazer umas roupinhas pro bebê.

Sapatos: olha, eu ainda não consigo colocar sapatos no Miguel com frequência. Tá aí um item de puericultura RN meio inútil, na minha opinião, já que quando bem novinhos quase tudo tem pezinho. São lindos, fofos, e (os de menina) até mesmo confortáveis. Sou louca por sapatos infantis. Mas, enquanto não andam e não ficam de pé, a utilidade é quase zero; é mais um item estético que nem sempre é confortável. Uma amiga me disse que servem para aquecer o pé no frio. Ok. Com esse argumento ela me convenceu a colocar um tenisinho no filhote algumas vezes. Aí entrou o calor. Vi outra amiga com o filho lindo usando sandálias. Tá, lasquei sandálias no Migs. Mas confesso… é meio que num esquema colocou-saiu-mostrou-tirou. Ainda tenho gastura de ver RN todo trabalhado na sapataria. Sei que a tendência agora é passar a ser necessário. Não pensem que vou deixar o Miguel com o pezão de fora eternamente. Mas até lá, não faz muito sentido pra mim. Não me arrependo de ter investido em bodies.

Acessórios:

Prato fundo de aprendizagem da NUK – vai ao microondas, tem tampinha, é livre de bisfenol, morou no meu coração enquanto estava no pacote. Considerando que o Miguel e as papas não fizeram amizade, o item perdeu utilidade. Mas pra quem conseguiu ir bem com as papinhas, acho essencial. O prato ou a tigela não precisam ser da NUK, mas eu confesso que sempre que posso, utilizo itens sem bisfenol, mesmo que saiam mais caros, da ex-chupeta à colher. Em Londrina, já encontrei na Babysol e na loja Castelo do Dragão.

Jogo com 4 colheres Explora da Tommee Tippee: As colheres são livres de bisfenol e são mais estreitas, achei bem mais fácil de manipular os alimentos com ela. Além disso, mudam de cor se a comida está acima da temperatura ideal (fantástico para mães que não confiam no próprio pulso, rs). Encontrei numa loja em Campo Mourão que vende várias roupas itens importados por um preço bem razoável, geralmente semelhante aos nacionais.

Colher de silicone da Chicco: compramos essa colher ainda na gravidez, quando fomos ao Paraguation. Ela é maleável, confortável, mas achei a colher em si muito larga na hora do vamô vê. Como o Miguel gosta de participar ativamente das refeições, rs, essa fica na mão dele (que a faz de mordedor ou tenta imitar os adultos comendo) quando damos alimentos mais pastosos. Aqui em Londrina já vi na Babysol.

Carregadores:

Pouch Sling da Bicho Preguiça: o modelo que tenho é o de botões, que ajusta o tamanho. Normalmente o pouch não é ajustável, você compra pelo tamanho da camiseta que usa. Foi muito bom enquanto o Miguel  tinha até 5m, depois começou a ficar desconfortável para ambos, porque não achei que tem tecido suficiente na largura para que ele ficasse bem acomodado, e começou a pesar no ombro. Contudo, isso varia de criança a criança, de pai para pai, e, sem dúvidas, ele dormia bem mais nesse modelo, já que ficava em “rede”. Dá para comprar pelo site e em Londrina vendem na Castelo do Dragão.

Wrap Sling da Slinguru: é um modelo de amarração. Você pode variar as formas de carregar: frente, lado e costas; e dá para usar enquanto você aguentar o peso da criança, pois distribui bem o peso nas costas. Esse que eu tenho tem um tecido de algodão muito confortável e maleável, mas é firme, não fica molenga. No começo demora um pouco para vestir, uns 3 minutos que parecem mais até terminar, mas depois, com a prática, fica muito fácil e rápido. O conforto é o principal para mim, mas sei que para o Miguel o contato pele a pele é o diferencial. A posição sapinho é ideal para eles. Dá para amamentar, mas acho um pouco difícil. Já consegui, rs. Dá para comprar pelo site e em Londrina vendem na loja Yummy Mommy – e é mais barato que o pouch!

Brinquedos:

Fazer resenha de brinquedo é meio complicado, porque é a criança que gosta ou não. Mas me permitam uma sugestão: pensem com carinho em um tapete de atividades (ou ginasinho). É um brinquedo caro, mas considerando que ele acompanha o desenvolvimento do bebê, o custo-benefício pode compensar. O Miguel ganhou um semi-novo, então o preço foi bem razoável. Ele tinha pouco menos de 2 meses. No começo era um ótimo estímulo visual e sonoro (o dele tem barulhinhos). Com o tempo, ele foi aprendendo a bater nos bichinhos, depois agarrar, depois fazer tocar a musiquinha, aí descobriu que podia brincar com o pé e hoje utiliza os estímulos horizontais. E ainda há muito para descobrir quando se sentar sozinho. A única ressalva que faço é: se for comprar ou montar um, acredito que deva ter estímulos verticais e horizontais. O do Miguel é a Floresta Encantada da Fisher Price, mas há muitos modelos no mercado e nada que um pouco de criatividade não ajude: um tapete com textura ou cor, um pouco de fitas coloridas penduradas em um bastão, um chocalho ou uma garrafa pet com coisas coloridas dentro. O que vale é explorar os sentidos e a parte motora do bebê.

Higiene:

Lenços umedecidos Huggies Natural Care: Ok, vocês venceram, lencinhos. Confesso que sou meio preconceituosa com eles ainda, acho que uma higiene bem feita precisa de água. Mas, ultimamente, com as mudanças fecais, rs, só algodão e água não dão conta e minha pia não permite manobras lavadoras de emergência. Portanto, fiquei sócia do clube dos lencinhos e este é o meu preferido agora. É mais resistente porém macio e tem aloe vera. Uso em função do poder adstringente desses trens. Tira a pomada matinal e o cocô do mal muito bem, depois é só enxaguar e terminar a limpeza com o algodão e água morna.

Acho que é isso, pessoal. Sem mais testes no front.

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