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Teorias da Conspiração

Conspirando com meu bode conspiratório.

Sempre achei que a gente gosta de uma boa teoria da conspiração. Quase tudo pode ter uma causa externa a si: desde a reprovação no concurso ao mundo oculto da Maçonaria, passando pelo interesse internacional na Amazônia e pelo Michel Temer das Trevas nas eleições presidenciais de 2010, tudo  tem um algo escondido.. uma mirabolante teia de acordos e obscuridades.

Pois bem. Nem vou precisar refletir muito sobre o tema. O jornalista e cientista político que acabei de conhecer, rs, Leonardo Sakamoto, já fez isso, em um texto muito bom e super gostoso de ler.  Copio e colo, direto do blog dele – que passo a linkar – para que vocês, meus poucos e fiéis leitores, rs, também se divirtam!

Hmmmm, por que tenho poucos leitores? Deve ser porque sou ex-filiada do partidão, culpa desses neoliberalistas que querem monopolizar os assuntos nas redes sociais.  – Pela democracia e liberdade de expressão vermelha, diga não! Desculpem, eu sempre rio daqueles cartazes da década de 90.. sempre vinham com uma frase assim “Por alguma coisa e pelo fim de outra coisa!” “Pela luta anticolonialista burguesa yankee! Contra o neoliberalismo globalizante e a favor do Brasil, diga ‘Cheese, Gromit!’ “.  

eu nome.

Niña militante. Naquela faixa está escrito "Diretas Já".

O brasileiro gosta de uma teoria da conspiração

Leonardo Sakamoto

05/07/2011 – 17:58 

Brasília – O que seria do mundo sem teorias da conspiração? Não apenas a vida seria menos divertida e romântica, como teríamos também que assumir muitas de nossas responsabilidades sem jogar a culpa no desconhecido, no oculto, no estrangeiro.

“Censura! Isso é um absurdo!” Tenho amigos jornalistas que cismam rotineiramente serem vítimas da “Mão Peluda” (entidade que realmente faz vítimas em algumas redações), tendo seus textos alterados. Dizem na mesa de bar que há um complô contra eles, do dono do veículo de comunicação à Santa Sé. O problema é que não aceitam, nem que a vaca tussa, que suas apurações podem ser muito ruins.

Outra teoria famosa é aquela em que os estrangeiros querem destacar a Amazônia do restante do país, ocupando-a com forças militares. Quem curte essa cita, como argumento irrefutável, livros didáticos obscuros com mapas esquisitos (escritos provavelmente na Springfield dos Simpsons) ou documentos com planos mirabolantes de tomar a maior floresta tropical do mundo. Faz muito sucesso entre militares da reserva e desocupados em geral. Mas não respondem uma pergunta básica: para que ter o trabalhão de tomar conta daquela bagunça fundiária, se as riquezas já fluem para fora da Amazônia através de empresas brasileiras e estrangeiras? Empresas que, aliás, adoram financiar políticos nacionalistas que são chegados numa teoria da conspiração.

Variante dessa é a de que devolver terras aos indígenas em regiões de fronteira, demarcando e homologando territórios, pode fomentar a independência desses povos do restante do Brasil. A solução seria manter arrozeiros e outros produtores rurais, muitas vezes ocupantes ilegais das áreas e que adotam uma política de terra arrasada no trato ambiental. Porque estes sim são confiáveis e estão lá para desenvolver o país. Qual a razão de alguém dar ouvidos a uma teoria da conspiração ruralista eu não sei, mas tem sempre um chinelo velho para um pé cansado, né? Novamente, vale a pena checar de onde vieram as doações de campanha de quem diz isso para ver seus interesses. E, até onde eu saiba, os territórios indígenas nunca realizaram um plebiscito ou montaram uma campanha de guerra nesse sentido. Pelo contrário, querem é mais atenção do governo federal.

Poderíamos passar o dia listando outras teorias deliciosas sobre o “inimigo externo” criadas para encobrir interesses internos. O fato é que essa ameaça forjada com propósitos, sem rosto, sem nome, mas tornada gigante pela fala de oradores e especialistas sem preocupação com a realidade, mexe com o imaginário popular. São eles, os outros, contra nós. E, por identidade reativa, passo a detestar o outro sem conhecê-lo.

A mais recente teoria conspiratória é a de que as organizações e pessoas contrárias às mudanças que diminuem direitos ambientais no Código Florestal ou à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte são compradas por governos e entidades estrangeiros ou inocentes úteis a serviço daquele inimigo externo. Há até um documento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) circulando por aí que lista organizações nacionais e estrangeiras envolvidas no debate de Belo Monte, mostrando relações de parceria e financiamento.

(Antes que eu me esqueça: o documento é tão, mas tão profundo, que a Abin deve ter usado uma ferramenta que poucos têm acesso para encontrar as informações e produzi-lo. Tipo o Google.)

Tudo isso vai por uma linha de raciocínio que reduz quem não concorda com ela a pessoas sacanas ou ignorantes. Ou seja, quem defende um desenvolvimento sustentável e o direito das populações tradicionais frente ao crescimento econômico sem limites age de má fé (representando interesses estrangeiros para ganho próprio) ou é ingênuo (e não percebe que está sendo usado pelo inimigo). Nada sobre uma terceira opção: pessoas que discordem da forma como é alcançado o progresso e que acreditam que o sucesso econômico sem garantir dignidade e qualidade de vida à esta e às futuras gerações não nos serve e está fadado ao fracasso. Além do mais, um dos pilares da democracia é exatamente o direito à divergência e à sua livre expressão.

O Brasil vai alcançar seu ideal de nação não quando for o celeiro do planeta ou quando tiver um assento entre os grandes, mas no momento em que seus filhos e filhas tiverem a certeza de que não serão expulsos de suas comunidades tradicionais para dar lugar a plantações de arroz e hidrelétricas. Que não serão escravizados em fazendas de gado e cana gerando lucros no altar da competitividade. Que não precisarão cruzar os dedos para que o clima não enlouqueça e um rio invada sua casa ou seu carro.

É claro que existem ONGs canalhas, mas da mesma forma que empresas e governos desqualificados. Contudo, ainda não vi documentos da Abin falando sobre a degradação ambiental, social, trabalhista causada por multinacionais estrangeiras que têm interesse no “progresso”. Volto a falar: a Amazônia já está internacionalizada. E não é de agora. Desde o último período militar, a pilhagem do capital internacional corre solta pela Amazônia, Cerrado e Pantanal, passando por cima de populações tradicionais, camponeses e trabalhadores rurais como rolo compressor.

Sabe o que é mais legal de tudo isso? Durante a Gloriosa, muitas das pessoas que se dizem de esquerda e lutavam contra os verde-oliva pediram e receberam apoio de organizações internacionais de direitos humanos. Sem elas, alguns deles nem estariam aqui para fazer besteira. Agora que os tempos são outros e essas pessoas alçaram ao poder, a necessária solidariedade internacional (uma vez que a defesa da dignidade humana não pode conhecer fronteiras) é vista como ameaça contra a soberania brasileira.

Em outras palavras, quando meu próprio Estado se omite diante do comportamento irresponsável de setores da iniciativa privada ou é ele mesmo perpetrador de crimes, eu não posso pedir ajuda a ninguém?

Fonte: http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/07/05/o-brasileiro-gosta-de-uma-teoria-da-conspiracao/

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As 20 Maiores Mentiras da Humanidade

Paquistão GERONIMO.E-K.A* é o nome do primeiro capítulo do Livro “As 20 maiores mentiras da Humanidade”, que será lançado em 20 anos. Consegui um trecho em primeira mão, referente às páginas 01, 09 e 11 e compartilho com vocês!

“Em 02 de maio de 2011 o ocidente amanheceu sob a sombra de uma das maiores falácias¹ do mundo pós 11 de Setembro. Morreu Osama Bin Laden. O então inimigo número 1 da hegemônica nação norte-americana, havia sido morto de maneira exemplar por soldados de elite da marinha americana dentro de sua casa, usando covardemente sua mulher como escudo.

(…)

Naquela manhã, de maneira dramática, o então presidente Barack Obama (alçado à categoria de herói nacional por uma soma de fatores desde seu primeiro mandato) profetizava para uma nação patrioticamente renovada, o início de uma nova era – uma era em que a rede Al-Qaeda desmoronaria em razão da morte de seu maior líder.

Apaixonada por feitos heróicos, a então maior democracia do mundo recebeu o tão sonhado presente no seu café da manhã – a cabeça do vilão.

(…) Estaria a humanidade, por intermédio desse novo herói livre da mácula do terrorismo?

(…)

O Paquistão, culpado pelo sucesso de uma década de esconderijo de Osama, assume o posto de inimigo da democracia. Retaliações, investimentos pesados com a guerra que visava extirpar de vez uma dita subcategoria de seres humanos, milhares de mortes de civis depois, a humanidade novamente se depara com pronunciamentos cinematográficos, desta vez não muito heróicos.

Questionamentos simples não tiveram respostas. Onde está o corpo? Corpo ao mar, em local não revelado, em nome de um súbito ímpeto de respeito às leis islãs? Julgamento justo não seria um julgamento sob os primados do Direito? Na pior das hipóteses, por que não um caminho semelhante ao do antecessor Sadam Hussein?

Sob ardentes acusações de teoria da conspiração, por muitos anos a humanidade se calou, aceitando que estaria Bin Laden nos mesmos jardins que Elvis, Michael Jackson e todos aqueles que não morreram na mente e no coração dos povos (seja por seus grandes feitos, seja pela incredulidade).”

¹ Nesse sentido: Ghassan Katib, porta-voz da Autoridade Palestina: “Livrar-se de Bin Laden é bom para a causa da paz mundial mas o que de fato conta é superar o discurso e os métodos violentos que foram criados e encorajados por Bin Laden e outros no mundo” (em: http://folha.com/pr910094).

*Geronimo “exterminated” – “Killed” in “Action”

P.S.: Parece notícia velha requentada: morte do Bin Laden. Mas como ela ainda vai gerar consequências pelos próximos anos (é só considerar que as acusações de que o serviço secreto paquistanês auxiliou Bin Laden a se esconder estão mais atuais que nunca) e como o ser humano tem uma queda inexplicável por teorias da conspiração, tem-se um prato cheio para transportar essa Nota de 03 de maio de 2011 do FB pra cá.

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