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Slings – orientações de segurança sobre o produto

Wrap: Ellaroo. Amarração rucksack. E cara de “pega eu de mochilinha”

Tenho respondido com alguma frequência sobre como escolher e comprar um sling. Mais que marca ou preço, tem coisa que sem saber a procedência, o como foi feito, com o que foi feito, não dá para arriscar, especialmente porque envolve segurança.

Carrinho, assento de automóvel, sling, mochila canguru, tudo isso é transporte (mesmo que não sejam só transporte) e deve ser seguro. Da mesma forma que se faria com aqueles itens, antes de comprar o seu carregador, pesquise, teste, veja, sinta, se acautele. Todo cuidado é pouco, porque sling é mais que um pedaço de pano para carregar bebê. Ele carrega o seu bebê.

Tentar fazer sem conhecimento é arriscar. Comprar sem conhecer a procedência, pior.

Se for de argola, ela não pode ter emenda; argola de cortina, de artesanato, de madeira, DE VIDRO, não servem!

Em qualquer modelo, o tecido não pode ter emendas, a trama tem que ser forte, não pode desfiar nem pode ceder além do esperado para o tecido – que deve ser adequado para carregar uma pessoa (ou seja, resistente mas confortável). Dependendo de qual ele é, não dá para usar em qualquer posição. A costura não pode arrebentar, então não é qualquer acabamento ou ponto que presta. Se for tingido, a tinta não pode ser tóxica, se for de tecelagem, não pode soltar linha. Ou seja, não é só comprar 5m  x 0,6m de tecido e passar no overlock para ter seu wrap DIY.

Wrap: Slinguru. Amarração: lateral sobre o quadril

Wrap com aplicação central: Slinguru. Amarração: lateral sobre o quadril (e quem disse que sling é coisa de mãe?)

No modelo pouch, o tamanho errado compromete a posição correta para o bebê.

Pouch ajustável: Bicho Preguiça. (Óia a gente, cru, reprovando no teste do beijinho? Hoje eu acho que pouch tem que ser o do SEU tamanho.)

Uma marca que produz mochila canguru não necessariamente sabe fazer slings e vice-versa.  Uma mochila deve comportar a criança em posição fisiológica, difícil de achar e beeeeeem mais cara.

Ambos devem ter alguma certificação de segurança ou garantia de troca/recall. Já pensou se a argola rompe, se o tecido rasga, se a alça do mei tai ou da mochila arrebentam?

Marcas nacionais devem ser acessíveis para garantir troca em caso de problema; marcas estrangeiras costumam mandar certificado com registro do produto e avisos de recall, mesmo para wrap slings, puro tecido (lembrem-se, estamos falando em carregar bebês no alto, acima do chão, em movimento!).

Um bom sling costuma ser peça única. Um nacional custa em torno de cem reais, é feito quase artesanalmente, nada em escala industrial. Um importado acessível está na faixa de 200 reais, além do frete (um Sakura Bloom, pras rycas, chega a 540 dólares).

Desconfie se não conseguir informações detalhadas sobre o produto, converse com quem usa, peça indicações e não tenha pressa.

 

Fazendo isso, tenho certeza de que será um happy babywearing!

Tendo um happy babywearing na passeata! ❤

Mais informações de segurança aqui e aqui.

Dicas sobre modelo direto do Blog Mãe na Roda aqui.

 

P.S.: Eu amo slings e não é segredo que prefiro ao carrinho.  Vou ao mercado, shopping, rua e passeatas, rs, vestindo meu bebê. Foi um dos melhores investimentos que fiz em muitos sentidos: conforto, praticidade, cumplicidade, lindeza e carinho. Tive um de argola péssimo, nem usei e nem lembro a marca e hoje revezo dois wraps. Tenho 3 slings nacionais (um pouch ajustável da Bicho Preguiça e 2 wraps da Slinguru, sendo um de malha e um de malha com aplicação de tecido central – que reforça para uso em mais posições) e um importado, certificado e muito bem indicado (um Ellaroo, feito em tear, 100% algodão, que é um trator). Se alguém um dia quiser testar, estou à disposição para ajudar.

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5 Comentários

15/07/2013 · 15:46

Slingaí, slingaqui!

De 08 a 14 de outubro de 2012 é a Semana Internacional do Babywearing. Por aqui, existe uma mãe e um bebê super adeptos desses carregadores!

Começamos a usar o sling quando o Miguel tinha 2 meses e eu pude carregá-lo no colo. Durante a gestação ganhei um de argolas, mas o modelo não colaborou. Encontrei um modelo pouch, ajustável com botões, da marca Bicho Preguiça e ganhei do maridão. Depois de ajustar do seu tamanho, é só vestir e posicionar o bebê.

Treino com o Leo (modelo pouch)

Me ajudou muito para compras rápidas no mercado, ir até a farmácia e a padaria e também quando enfrentamos algumas horas de aeroporto e uma mini estadia fora de casa. Prático, fácil de enfiar na bolsa! O Miguel dormia 100% das vezes, porque ficava numa espécie de rede.

Com 3 meses. Usamos para o deslocamento no aeroporto e dentro do avião, para que não ficasse solto.

Será que tava bom? Nem se atentava pra barulheira da praça de alimentação!

No final de agosto, com quase 5 meses, comecei a fazer com ele uma vivência com o sling. Aqui em Londrina há a atividade Balanço de Pano, uma oportunidade da mãe se exercitar com o bebê e que é feita com o sling. Aí o meu querido pouch não ajudou muito, porque limitava alguns movimentos.

No Balanço de Pano. Muuuuuito bom!!!

Há pouco mais de um mês partimos pro modelo wrap (o nosso é da Slinguru), que é uma faixa de tecido que “enrolo” no corpo e forma uma espécie de “canguru” para o bebê. Em algumas UTI’s de neonatos fazem algo similar (Mãe Canguru) com faixas para estimular o vínculo entre a mãe e o bebê, bem como a produção de leite.

Com 6 meses, estreiando passeio ao ar livre no frio (modelo wrap).

Já usamos de lado e de frente, nas costas ainda não rola, rs. É muito mais confortável e o Miguel fica mais de hora felizão agarradinho com a mamãe. Nos dias frios, passear assim era uma delícia!

Problemas? Só com gente inconveniente… já passei pela situação de estar com ele no pouch, uma senhora pedir pra ver como ele ficava pra logo em seguida sair dizendo que não se conformava com os bebês desconfortáveis naquele “saco”. Com o wrap é comum ouvir uns “tadinhos, todo apertado na mãe”.  Mas garanto que os sorrisos são muito mais comuns!

O sling é prático, me dá independência, permite que o Miguel veja o mundo de cima, ficamos juntinhos e os dois confortáveis – o peso, no wrap, é bem distribuído nas costas. O próximo passo é ensinar o pai a usá-lo!

Uso, indico e aproveito a semana para colaborar expondo a nossa experiência, porque é tudo isso mesmo que divulgam por aí!  Slingar é muito bom!!!

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Arquivado em Bebê