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Ouro Preto

No final de julho fomos a Ouro Preto – MG visitar nossos amigos Sérgio e Lilian.  As expectativas eram grandes: há pouco eles se mudaram com a família para lá, casa nova (eles moram em uma fazenda em um dos distritos de Ouro Preto), tudo muito diferente da vida em Londrina.. um fim de semana entre amigos, no campo, para matar a saudade e restabelecer o corpo e a mente. Foram tantos momentos especiais que venho ensaiando esse post há mais de duas semanas! Eles foram maravilhosos conosco – do zelo como anfitriões às visitas que programaram.  A saudade já bateu ainda no aeroporto, na volta! Não podia, enfim, fazer esse post sobre essa cidade linda sem antes agradecê-los pelo carinho e pelo cuidado. Sei que vão me entender.

Esperávamos, sim, visitar a cidade. Mas não esperávamos que haveria um encanto imediato. Visitamos Ouro Preto por completo – cidade de dia, a noite e passeio pelas belezas naturais da região (que são de tirar o fôlego).  Eu confesso que imaginava que a cidade fosse bonita, mas fui criada em uma região relativamente nova, onde as construções são quadradas, espaçosas e o mundo é plano. Apesar de ter origem mineira, em morros e casas com porta na calçada, dificilmente me encantei com essas paisagens.

Museu Casa dos Contos ao fundo

Em Ouro Preto é diferente. Há uma vida pulsante no ar. Nenhum daqueles tantos detalhes talhados um a um é vazio: são os golfinhos da Fonte do Colégio Arquidiocesano e a fênix da Igreja Matriz que Aleijadinho esculpiu a seu modo, ou a fênix do outro lado da nave da mesma igreja e o inferno barroco da igreja daquele colégio que podem ser obras suas ou não, até mesmo o Alto das Cabeças de onde a cabeça de Tiradentes foi roubada, bem como portas e janelas antigas que se fecham ao passado e se abrem aos novos estudantes.. tudo é antigo, mas tudo é vivo.

De dentro do Museu - 1

Talvez as histórias, talvez as estórias. Outra lembrança de lá são as incontáveis lendas que povoam o lugar! A ponte da qual Marília de Dirceu foi admirada é história, os fantasmas dos casarões desabitados, quem sabe?! Os morros? Ah! Os morros são um espetáculo a parte. Não me envergonho de acreditar que não tenho habilidades suficientes para subir alguma ladeira daquelas na direção! Ainda assim, é muita diversão!

As igrejas são espetaculares. A mais bonita, talvez, não seja a mais óbvia, a Matriz. É linda sim, mas a ornamentação menos afetada da Igreja Nossa Senhora do Rosário (e concordo com nosso amigo-guia Sérgio) a torna bem mais bonita! E não posso esquecer do Museu Casa dos Contos (que não é lugar de contar estória!) que conta a história econômico-fiscal do Ciclo do Ouro e da Casa da Moeda (e mais, claro)  – aliás, as três primeiras fotos que ilustram o texto, tiradas pelo Ulisses, são de lá.

De dentro do Museu - 2

A natureza é, como dizia uma professora, um plus a mais (porque não basta ter um plus se ele não acrescentar, não é). Conhecemos São Bartolomeu – um distrito com o melhor bolinho de bacalhau e um pastel de carne com batata saborosíssimo – e a cachoeira mais charmosa que já vi! Uma trilha pequena que termina numa cachoeira e um riachinho… morros e verde, verde e casas brancas com janela azul no meio, distritos e igrejinhas, outro morro verde.. e assim vai!

Distrito de São Bartolomeu

Bem, é e não é um post turístico. A intenção é marcar essa passagem que já está gravada em nossos corações e, quem sabe, despertar a vontade em algum de vocês de conhecer esse belíssimo lugar. Informações turísticas, propriamente ditas, vou ficar devendo. Nosso guia-amigo-companheiro foi o melhor que poderíamos acompanhar: é um profundo conhecedor daquelas ladeiras, Igrejas, história, mas sobretudo um apaixonado por Ouro Preto e esse encanto, podem crer, contagia. Quanto a outro guia assim, não posso garantir :).

Os melhores momentos passamos em companhia dos nossos amigos e sua família – D. Luzia, Júlia e Antônio – em casa. Mas esse capítulo é daqueles que certamente ficarão relatados só no nosso coração.

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