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Resenhas (novo “Útil x Fútil)

O título “Útil x Fútil” já não traduz muito o que pretendo fazer por aqui, então a partir de agora as nossas experiências com os produtos infantis vão se chamar “Resenhas”.

Separei algumas coisas que passamos a usar e algumas marcas para mencionar.

Shampoo Granado para Bebê: já estamos usando há algum tempo o sabonete da linha (uso o de erva-doce). Há algumas semanas encontrei na farmácia o shampoo. Gostei do cheiro, trouxe pra casa. Adorei. É hipoalergênico, não tem corantes e tem um cheirinho de bebê bem gostoso. Fora isso, enxágua fácil e o perfume permanece, sem contar que tem um precinho bem camarada para o shampoo do dia-a-dia. Paguei R$ 8,99 na Nissei, com 250ml. O Mamãe e Bebê, portanto, ficou como o shampoo para sair, rs.

Fraldas Pampers Super Sec (a do pacote vermelho): ódEo mortal dessa fralda. E dizem que já foi pior. Com um pouco de xixi achei que pesa horrores. Se tem cocô, não aguenta o tranco e vaza por todos os cantos. Não achei confortável, parece uma fralda plástica, a fita é dura e tem toda uma técnica para a coxa do baby não ficar batendo naquele plástico trombolhoso. O mais engraçado é a a avaliação da própria Pampers sobre suas fraldas (olhem no pacote): tem a “melhor fralda” para a Dia e Noite, “excelente” para a do pacote verde e “muito boa” para a vermelha. Aham. Senta lá, Pampers. Muito boa my ass. Odiei.

Fralda Pampers Dia e Noite: Adoooooooooooouro. Macia, confortável, ajuste perfeito, fitas molinhas, elástico na cintura, não fica tão pesada e dificilmente vaza tótos… como o precinho não colabora muito, fica para uso noturno e nas saídas. Assim que acabar o estoque da vermelha, a verde entra para o dia-a-dia.

Chupeta Nuk: sem bisfenol e com bico amigo. Curtinho e fácil do bebê cuspir quando dorme. Antes ele tava usando a da Philips Avent. Como não será fácil achar outra por aqui, comprei a da Nuk. Se você morar em Londrina, atenção: na Vale-Verde da JK alguns modelos estão tabelados com um preço e no caixa o valor sobe pra mais da metade – olhe no monitor pra conferir. O modelo que usamos está marcado como 10 e qualquer coisa e no caixa cobram mais de 22.

Cortador de unha da Chicco: deve ser muito bom, mas não pro Miguel. Ele é modelo tesoura, tem a ponta arredondada, é mais seguro, mas as lâminas são retas e muito grosseiras. A unha do Migs é bem curvadinha, não dava “pega”. Trouxe do Paráguas e já vi em lojas de artigos infantis.

– Cortador de unha para bebês da Mundial: parece uma tesourinha, é compridinho, sem ponta e com lâminas finas e curvadas. Como é todo de aço, dá para esterilizar com frequência. Deu certinho para as unhas curvadinhas do Pequeno. Encontrei na farmácia Vale-Verde.

Malhas Lion: quando fiz o post sobre a ribanização das calças, me recomendaram as malhas dessa marca. O Miguel já usava um conjuntinho emprestado e eu adorava, porque ela é muito confortável, fina e mantém a temperatura. Ótima para dormir ou usar por baixo de roupas mais grossas. Dias atrás ele ganhou outro e uso sempre que está disponível. Parece um canelado, mas o tecido é outro, mais maleável. Tem elástico amigo e não precisa ribanizar, rs. Em Curitiba tem na Chiquita. Em Londrina, tem no calçadão e na Giramundo Girassol (ou vice-versa).

Bodies K’rtel: apesar do nome brega, essa marca de preço camarada tem uns bodies de uma malha com elastano, tipo canelada, que são um conforto só. O punho é de ribana e fica bem firminho no pulso. Em Campo Mourão, na Chiquita e Bacana (ou algo do tipo).

Falando em roupas, fica aí uma constatação:

– Com exceção dessas duas marcas citadas, não houve nenhuma roupa nacional cuja costura sobrevivesse intacta ao ciclo centrifugar – o mesmo sob o qual são submetidas as roupinhas do estrangeiro e que sequer desbotaram. Lavo as roupas à mão, então nem dá pra dizer que é descuido. Os conjuntos canelados Baby Duck além de esticarem, desbotaram.

Outra coisa… necas de padronização de tamanho né. Até agora só reparei que:

– roupas da G-Baby (Mini & Kids, Vick e Lipe, Classic Baby) e Best Club indicam o P até 62 cm e o M até 67 cm, de ombro a pé. Contudo, é possível que se “perca” antes em função da altura do gancho.

Até mais!

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Útil x Fútil III

Aí vou eu com a continuação do post Útil x Fútil.

Hoje é o mesversário do Miguel. Nesse momento, ele está lindamente dormindo dentro de um saco de dormir no moisés, presentes dos avós maternos.

Essa cena me incentivou a dividir minha opinião sobre esses dois itens com vocês. Vamos lá.

Moisés: no primeiro post comentei que temos um moisés que, na época, não estava sendo usado. Nessa semana, morrendo de vontade de assistir a um pouco de TV e ao mesmo tempo querendo ficar com ele pertinho, lancei mão do moisés. É uma maravilha! Coloquei uma almofada com capa impermeável dentro, forrei e ele tem dormido a soneca do fim da tarde nele de um jeito muito aconchegante e confortável. Além disso, é muito útil para visitas na casa dos avós, rs. Nada de dormir torto no carrinho, improvisado na cama ou, enquanto pequenininho, esparramado nos berços desmontáveis (que pretendemos ter mais pra frente): nesse inverno, dormir quentinho no moisés é o que há!

Saco de dormir: nesse friozinho que tem feito, gosto de colocá-lo no saco de dormir para passar o dia quentinho no colo sem a função de segurar bebê + segurar manta para não cair + equilibrar chupeta. Temos um pra bebês mais novos e outro para quando estiver maior. Os que estão linkados são mais parecidos com o modelo atual: zíper na frente, pernas fechadas. Foi presente da vó Dida e feito sob encomenda, mas existem vários modelos prontos. O outro modelo, presente da tia Ângela, é um cobertor que vira saco de dormir; é feito de microfibra e tem espaço para as perninhas e os braços e acompanha o crescimento da criança, virando tipo um casaco depois. É da marca Colibri, mas só achei foto no site do Mercado Livre. Pra quem mora onde faz frio, acredito que são ítens muito úteis. Fora que é um presente super charmoso! Mamães curtem.

No mais, no espaço de tempo do primeiro post de úteis e fúteis pra cá, não testamos tanta coisa nova. Usamos a pomada de nistatina e óxido de zinco que nos foi indicada (ou Dermodex Prevent, no nome comercial) e aprovamos. Não gruda, forma uma película que protege bem e já dura um mês, faltando 1/3 da bisnaga para acabar. Uso em quase todas as trocas.

Também assimilei o banho quente, a 39º em média, com fralda de pano. A função da fralda é mantê-lo mais tempo aquecido, mas ela acaba me dando firmeza, ele não escorrega e ainda a uso para ajudar a ensaboar o bumbum e a cabeça. Usando um paninho extra ou a ponta dela, sempre lavamos a cabecinha assim e nunca precisamos usar óleo para tirar as crostinhas de pele que costumam se formar. Aproveito e passo também atrás da orelha, onde as benditas sujeirinhas se escondem e podem até ferir se não forem retiradas, e utilizo para higienizar o rostinho, evitando jogar água para não entrar no olho (fora que as crostas também podem se formar na sobrancelha). Um dia peço pro Ulisses filmar e compartilho. Explicando pode parecer difícil, mas não é.

Ao menos duas vezes na semana tenho “escovado” as gengivas do Migs. Nunca é cedo para começar a higiene oral. Basta enrolar o dedo numa fralda de pano ou no coelhinho da MAM (usei hoje pela primeira vez… perde um pouco a sensibilidade, mas é bom também), umedecer com água morna e passar. O ideal é que o pediatra ou um dentista ensine como fazer.

Ah! Acabamos usando muito o termômetro de banheira. É útil, mas não necessário. Como eu não confio no meu pulso ainda, rs, demos até um nome para nossa tartaruga do tempo: Flávia Freire.

Por fim, esses dias frios serviram para trancar o nariz do Miguel em algumas noites. Finalmente usamos o Rinosoro em conta-gotas. Muito bom. Soro fisiológico faz o mesmo, mas a apresentação em conta-gotas ajuda demais. Basta aplicar de meio a um conta-gotas em cada narina até ouví-lo engolir. Enquanto voltar pela narina é sinal de que continua obstruído. Isso também pode ser usado para higienizar as narinas, segundo a pediatra.

Ainda por causa do frio, restabelecemos o uso dos protetores do berço, nesse caso, para vedar entrada de ar frio, já que descobrimos uma fresta na janela que estava deixando o quarto gelado durante a noite.

Acho que é isso! Agora vou cuidar do filhote, que do começo do texto pra cá já acordou, cochilou, mamou, dormiu mamando e agora tá passando da hora na soneca, rs.

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Recém-nascido: útil x fútil

E aí, do alto dos meus quase um mês como mãe, me atrevo a fazer um post sobre artigos e truques para o cuidado com o bebê.

Após nove meses de preparação, me deparei com itens absolutamente necessários, itens úteis e outros que eu ainda não sei por que tenho. Também tenho aprendido vários truques simples com as enfermeiras que têm nos ajudado, mas que fazem toda a diferença no cuidado com o Miguel.

Começando pelo quarto, nossas visitinhas ao hospital nos mostraram que berço, colchão e protetor de berço são itens importantes, necessários, mas talvez não para um recém-nascido. O Miguel dorme sim no quarto dele, no bercinho dele, mas não usamos metade da parafernália que consumiu vários dinheirinhos e andanças por aí.

Prestenção na maternidade: eles ficam num bercinho pequeno e dormem no carinhoso “ninho” feito pelas enfermeiras, bem aconchegados, DE LADO, e sem espaço demais (o que leva os bebês a terem vários “sustos”). O ninho é uma estrutura confortável montada sobre um colchão fino (que em casa substituímos por um travesseiro baixo), coberto com cueiros. Um forra, outro faz uma cobrinha enrolada que é posta em forma de U e outro é usado para prender as pontas desse último. O bebê é colocado deitado dentro do U, que segura suas costas e o impede de virar, ao mesmo tempo em que o contém, minimizando o desconforto por estar fora do útero.

Montando o ninho - parte 1: o "U" sobre um travesseiro forrado.

Ninho montado! O bebê dorme no centro do U, de lado.

O Miguel dorme no ninho, que colocamos dentro do berço, desde que saímos da maternidade. Ele a-m-a seu espacinho. Tudo que precisamos foi de um travesseiro e 3 cueiros (antes de termos os cueirinhos – que encontramos em lojas de armarinhos e utilidades –  forrávamos com lençol e fazíamos o U com uma toalha ou fronhas). Ah! E nada de travesseiros –  é para evitar que a traquéia seja comprimida com a elevação do pescoço que fomos orientados a não usá-lo. No hospital, eles dobram uma fraldinha em um retângulo de um dedo de altura e uns 3 dedos de largura e colocam bem abaixo da cervical para dar mais conforto. Quer dizer, com um travesseiro, 3 cueiros e uma fralda seu bebê terá um ninho lindo para dormir pelos primeiros meses, seja no berço, no moisés ou no carrinho.

E falando no moisés, taí um item útil mas não necessário. Ganhamos um muito lindo-fofo mas quase não utilizamos ainda. Esperamos usar para que o Miguel fique mais pertinho de nós em outros cômodos da casa e como berço portátil. Uma vantagem que vejo: sai mais barato que um berço convencional, para quem quiser adiar essa despesa nos primeiros meses.

Ainda no quarto, adaptamos o trocador. Ele vem lindo, fofo e impermeabilizado da loja. Beleza. E quando tá frio ou o bebê vem molhado pro quarto? Você coloca as costinhas dele naquele plástico? Aí você forra com o que tiver e aquele pano certamente fica sambando sobre a cobertura e sob o bebê.

Na gestação eu comprei um treco de tecido que forra o trocador e é preso com elásticos. Nada que uma fralda de tecido com 2 elásticos não resolva e por muito, muito, muito menos dinheiro.

Aqui em casa, tanto trocador quanto o berço tem uma elevação para diminuir refluxo/regurgitação (dica das enfermeiras). Sob o colchão, na cabeceira, colocamos uma das laterais do protetor de berço, o que deu uma inclinada leve. O mesmo é obtido com uma coberta dobrada, por exemplo.

No trocador, abaixo do forro, colocamos um travesseirinho, assim ele não tem regurgitado quando vamos trocá-lo, especialmente naquelas trocas emergenciais pós-mamada.

Já falei em fralda de pano umas 2 vezes até agora né? Acho muito útil ter umas 3 caixas de fralda de algodão sem dó. Você pode mandar cortar  umas 10 em 4 partes e terá vários panos de boca baratos, confortáveis, fáceis de lavar e que secam bem rápido. As fraldas da última caixa podem ser usadas para fazer uns 2 forros de trocador e para auxiliar na secagem depois do banho. Vai por mim, fralda de pano não é demais.

Linkando com o banho, a enfermeira que cuida do Miguel de manhã nos ensinou a enrolar a barriguinha do bebê na fralda durante o banho quando ele está com cólicas. A região da barriga fica mais tempo aquecida e ajuda na eliminação dos gases. Sobre o tema cólica, a chupeta (que pretendíamos não usar até vê-lo chupando o dedo) tem sido uma grande aliada nos momentos de cólica (tiramos assim que ele dorme). Tem gente que vai torcer o nariz, mas não é sempre que dá pra fazer o peito de chupeta, fia. E a sucção é um ótimo alívio para os desconfortos do bebê.

Na lista de úteis e necessários, eu incluo um Bichinho Termofofo. Meigo e fofo, trata-se de uma bolsa de gel para compressas que vem dentro de um bichinho de pelúcia. Aquecemos no microondas, colocamos na bolsinha que tem na barriga do bichinho e deitamos sobre o bebê. Prático. Esse foi presente da vó Dida. Nada que uma compressa ou uma fralda aquecida com ferro não dê conta, mas fica a dica de um ótimo presente/mimo para a próxima amiga grávida.

Me dá um abraço!

Eu incluo uma garrafa térmica, um pote para água e um rolo de algodão, desses comprados em casas de produtos médicos, como artigos úteis e necessários. Salvo fora de casa, não usamos lenços umedecidos. O rolo foi dica da Dani, a enfermeira obstetriz que nos ajudou. No hospital eles usam esses rolos, que são abertos, cortados em tiras de mais ou menos 4 dedos, que são cortadas em quadradinhos. Em 15 minutos você faz isso e guarda tudo pronto.

Cortado e guardado: pronto para usar!

Aqui saiu por R$33,00 na Casa Médica, mas rende tanto que fica mais em conta do que as bolas de algodão compradas na farmácia. Além da economia, os quadradinhos, quando molhados, não diminuem tanto de tamanho e não ficam aquela mossoroca. É bem mais fácil de usar.

Se puder, invista em uma almofada para amamentação (seu braço agradecerá), esterelizador para microondas, em um extrator (pode ser manual) de leite, conchas para seio e em copinhos de café descartáveis.

Quando chegamos com o bebê em casa, tendemos a ficar neuróticas com limpeza. Contudo, os utensílios que usamos com o bebê podem ser lavados com água e sabão e passados em água quente, sem necessidade de ficar fervendo tudo. Para alguns itens de amamentação, como bicos de extratores, coletores de leite, potes de armazenagem, uma fervida vai bem, mas um esterelizador dará segurança de que tudo ficou como devia e será bem prático.

Quanto ao extrator, bem, disso sinto falta. Existe o extrator, que coleta leite para armazenagem, e a bombinha (que parece uma buzina), que tira o excesso para ser descartado – sob risco de contaminação. Eu tenho a bombinha e to doida por um extrator. Ninguém merece ficar 40 min. fazendo auto-ordenha em cada mama. Cansa.

As conchas vão ajudar a formar o bico e manter a pele dessa região, tão sensível, afastada da roupa. Pra quem tem muita sensibilidade, após amamentar muitas vezes a pele gruda na roupa ou nos absorventes e isso prejudica a cicatrização do local. A concha vai dar conforto nesse sentido. Além disso, conheço mães que armazenam o leite que eventualmente vazar no coletor da concha para não precisar ficar ordenhando.

O leite materno extraído pode ser congelado por 15 dias ou deixado na geladeira por 12 horas. Uma vez descongelado, também será de 12 horas o prazo para utilização. Geralmente, nos bancos de leite, os potes usados são de vidro com tampa de plástico, já que a tampa de metal pode oxidar o leite (guarde todos e doe para bancos de leite – lá eles darão um jeito nas tampas). Mas concordamos que não é fácil ter vários desses em casa e que, nem sempre, a mãe que amamenta vai precisar usar o conteúdo integral de um vidro para aleitar no copinho. Aí entram os copinhos de café descartáveis.

No hospital o Miguel tomou leite no copinho e lá utilizam desses. Em casa, é possível ordenhar, colocar em copinhos e tampar com filme plástico e congelar como se fossem gelinhos. Depois, conforme a necessidade, é só descongelar a quantidade aproximada que o bebê consome, seja em banho-maria (até o degelo, só) ou dentro da geladeira – sem desperdício do restante do leite –  e oferecer em um copinho limpo (aqui dou na tampinha da mamadeira). Dá muita dó jogar fora quando não dá pra usar. Sabiam que bebês prematuros chegam a se alimentar com apenas 1ml de leite e que muitas vezes os hospitais não têm nem essa quantidade??? Não dá pra desperdiçar um líquido tão precioso quanto o leite materno.

Seguimos.

Quanto às dicas, fico doida querendo aprender tudo com as enfermeiras.

Para as cólicas, temos feito bicicletinha, mas o Miguel adora ficar na posição de sapinho – apertadinho de encontro ao peito, de pé, com as perninhas flexionadas. Desse jeito ele também arrota com muita facilidade ou quando o sentamos, costas retas, cabeça apoiada e batida muito leves nas costinhas. Todas essas posições ajudam a melhorar o desconforto e a regurgitação.

Além disso, ao invés de embalos e tapinhas – que podem hiperestimular ao invés de acalmar –  temos mantido contato próximo com o corpo e feito carinho nas laterais da barriguinha e na barriga. Além de acalmar, o carinho funciona como uma massagem que ajuda a eliminar os gases. Funciona com o Miguel.

Sobre crendices e verdades, descobrimos que o leite materno, rico em anticorpos, pode ser usado pingado no olho do bebê em casos de conjuntivite. O Miguel teve enquanto estávamos no hospital e até o pediatra medicá-lo foi o que usamos, com indicação médica. Além disso, uma trouxinha de pano com flocos de aveia dentro pode ser colocada na água do banho para hidratar a pele do bebê. Fora isso, é fugir do banho com picão para icterícia, que é crendice, assim como do fiapo de algodão na testa para soluço.

Ai gente, pura empolgação né. Mas é isso.

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Repositório de frases feitas

E quando achávamos que a mania Steve Jobs tinha finalmente desaparecido, trocam a personagem sobre o fundo preto e eis que o novo guru dos conselhos matinais das redes sociais é nada mais nada menos do que Jô Soares (já imaginou Jô Soares falando sobre verdade e sinceridade, imagem pessoal e relacionamentos, bem ao estilo auto-ajuda? Pois é, alguém imaginou e isso tá virando praga).

Assim, acho que podemos criar um repositório para variar as coisas e os pensadores e deixar o universo terapêutico menos repetitivo.

Decidi sugerir algumas velhas frases novas, já que podemos atribuir qualquer frase a qualquer pessoa (do jeito que a coisa anda, não me espantarei no dia em que receber um conselho amoroso atribuído ao Rafinha Bastos). É só colar no fundo preto do power point, inserir uma foto séria de alguém conhecido, de braços cruzados, e creditar a qualquer ilustre pensador moderno.


“Ame quem você é e não quem esperam que você seja” – sugestão: Steve Jobs
“A vida é para ser vivida.” – sugestão: Luciano Huck
“Viva bem com a sua imagem e o mundo te respeitará por quem você é” – sugestão: Jô Soares / ou Provérbio Chinês (não é pensador moderno mas combinou né!).
“Parem com essa po@#$%” – sugestão: Mamonas Assassinas

Enviem suas colaborações.

Que tal?

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“Lua de Cristal” – Steve Jobs

Essa mania, quase necessidade, que o povo tem de santificar quem morreu…affffffffffffff…  se for celebridade então, haja paciência.

Em uma das últimas edições da revista Gloss, a página final era dedicada às frases da Amy Winehouse. Coisa do tipo “não tenho nada para aprender nessa vida” com “aprendi pouco na escola e nada bebendo”, juntas com “minhas letras são íntimas”  e “gosto de pessoas inocentes, mas o mundo não tem ninguém assim” (ou similares), estão postadas como se fossem cheias de conteúdo, o Ó do borogodó (sabe-se lá o que isso significa). Dois meses para que comecem a virar descrição de perfil e acompanhar o nick (alguém ainda usa isso?) do emessene.

Mas o mais incrível é a mega popularidade das frases do Steve Jobs, especialmente no FB. Não há um único dia sequer em que alguém não poste uma mensagem motivacional do gran nome da Apple, ao lado de uma foto de perfil assim, enigmática! Espetacular. Pipocam “sonhe”, “quem não sonha não alcança”  no maior estilo “Lua de Cristal” e Legião Urbana. Não que o cara não tenha dito isso; não que eu mesma não tenha compartilhado o vídeo em que ele conta como os pontos se ligam e você só entende lá no futuro (sabe aquele da palestra na Universidade de Stanford?); não que ele não tenha gabarito pra ser motivacional. Mas pô, que saco… deixa o cara descansar.

O negóço é que importaram o Orkut way of life pro FB, pro mundo! Um monte de perfil de imagem engraçadinha, montagem de powerpoint com bichinho, desenhinho, frasesinha ou cachorro degolado, feto abortado, atribuídas a ONG’s, Steves, Caios e etc viraram mania no FB. Lembram dos scraps animados? Das comunidades? Daquilo tudo que fez você deletar seu Orkut 5 vezes até criar vergonha na cara e sair? Então. Toda vez que vejo 10 compartilhamentos da mesma tirinha do Melhor do Mundo, no mesmo dia, fico com a impressão de que entrei em alguma Comunidade do tipo “Também Quero Enriquecer Urano” e não fui avisada. Quando não é a tirinha engracadeeeenha, é o bendito scrap animado do gatinho brilhando com frase do Steve Jobs.

Zuckerberg, faz alguma coisa ae se você que quer sua rede social permaneça habitável #ficadica.

Nossa, Melina, que deselegante! Você também nos faz ver suas fotos, seus comentários de humor oscilante. Pois é. Tem um xizinho no canto superior direito de cada atualização. É só apertar e escolher uma das opções. Do mesmo jeito que uso com os posts entusiastas da foto da criança espancada, é o que passarei a fazer com os “Sonhos sempre vêm pra quem sonhar – Cecília Meirelles” da vida… até criar vergonha na cara e parar de gastar tanto tempo no FB, a ponto de me dar ao trabalho de escrever sobre isso.

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Mais cadeia ou melhores punições?

Reportagem da revista Carta Capital noticia o que o senso comum deveria prever: “Cadeia não resolve o problema da criminalidade“. E destaca: “Do alto de suas imunidades, os parlamentares brasileiros parecem ignorar as penas alternativas, como as multas ou a prestação obrigatória por um determinado período, de serviços comunitários.

É uma pena que, embora tão lógico, ainda persiste a ideia absolutamente contrária: bandido bom é bandido preso (pra não dizer, morto). E ouso completar: além dos legisladores, do alto de seus gabinetes, muitos juízes e promotores se esquecem totalmente qual é o sentido da punição e que quem está do lado de lá é uma pessoa, enquanto por trás da cordialidade com que muitos defensores recebem seus patrocinados, há relapso total. Sem falar em como começa a formação de todos esses hermeneutas e aplicadores.

Dessa soma, o resultado é um monte de gente se apinhando nas prisões, sem a menor condição de ser “ressocializada”, punição sem efeito, mais impunidade e a falência contínua de todo o sistema criminal.

Não sou a favor de passar a mão na cabeça, muito menos de relativizar a consequência dos atos de quem quer que seja. Também não sou imbecil a ponto de não concordar que há casos e casos. Mas um pouco de bom senso, mesmo para quem não trabalhou com penal, é um senhor remédio para nos fazer abrir os olhos e enxergar que há do outro lado da mesa e além do papel uma pessoa; que essa pessoa merece o melhor do nosso tempo até mesmo se nos julgarmos perfeitos cumpridores da lei e bastiões da moralidade; que o melhor tempo, atenção e seriedade dedicados à julgá-la como pessoa que é, é também uma estratégia para resgatá-la do crime e, sendo prático, protegermos a coletividade de novos delitos.

Mas é isso aí! Vamos endurecer mais a lei que não é aplicada, vamos prender mais sem distinguir quem precisa e quem não precisa, vamos “carcar” a caneta sem considerar quem está do outro lado, vamos fazer defesas genéricas sem nos sentirmos parte desse processo de degradação, porque afinal, lugar de bandido é na cadeia e onde tem fumaça, tem fogo! Só uma nota pra quem imagina que está acima do mal: boa parte dos nossas infrações são cometidas diariamente, vejam só, pelos cidadãos de bem. O corte irregular de uma árvore, o baseadinho que foi aceso na faculdade, aquela vez que bebeu um pouco mais e saiu dirigindo, a surra corretiva que o vizinho de bem dá na mulher folgada, o DVD pirata que foi comprado mais barato no camelô, a notinha de R$ 50,00 que foi oferecida gentilmente pra escapar da blitz, aquele imposto injusto não recolhido… são todas in-fra-çõ-es, crime, delito, têm pena ou alguma medida cominada, movimenta o judiciário, o executivo, gasta dinheiro público, pode tirar a primariedade, NÃO SÃO ATOS LIMPINHOS!

Não é romance. É realidade. Não à toa, o mundo todo tem se curvado para alternativas à prisão e buscado ações que mirem o réu como indivíduo, na esperança de resgatá-lo e minimizar pesadas sanções desnecessárias e sem efeito. Não é por acaso que o nosso Ministério da Justiça tem incentivado boas práticas criminais nem que haja campanhas públicas com o lema “não punir mais, mas punir melhor“.

Definitivamente, acho que advogados, magistrados e promotores devem estar ocupados demais com seus ideias pessoais e midiáticos de punição para se lembrarem que, além de se atualizar com as novas teorias penais de Zaffaroni para fazer bonito em provas, palestras e livros, é hora de começar a estudar um pouco mais as diretrizes penais dos órgãos gestores e executores, que, no fim do processo, colocarão em prática o que a atuação dos três determinou, e aplicá-las.

Link para a reportagem: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/cadeia-nao-resolve-o-problema-da-criminalidade/

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Modelo de quê?

Respeito é tudo. É bom, todo mundo gosta. Mas me pergunto se realmente algumas pessoas acreditam nele, se, de verdade, praticam, porque algumas situações de fato mostram que respeito é um sentimento e uma ação que parece andar bem em falta no mercado. Falando em mercado, o Brasil se orgulha de ter um código em prol do consumidor totalmente pautado no respeito. Alguém esqueceu de desenhar pra alguns comerciantes o que isso quer dizer.

Estou em Campo Mourão, uma cidade lindinha no centro-oeste do Paraná, carinhosamente apelidada de ‘lindo torrão’ no seu hino (que, aliás, eu sei de cor). Você reconhece um mourãoense facilmente em uma mesa de bar: é aquele que conta com orgulho que sua cidade sedia a maior cooperativa agroindustrial da América Latina e tem uns 5 parentes-amigos trabalhando lá na COAMO (hoje, os elogios dividem-se com a Tyson Foods, uma indústria de embalagens e a patenteadora das auto-claves. Que seja. Mas é uma cidade boa de se viver). Atualmente, está entre as 300 mais dinâmicas do mundo segundo algum órgão internacional que me esqueci – e é merecido.

Apesar do tamanho e da proximidade com Maringá, que serve de sede para McDonald´s e cinema bom, tem uma educação fundamental e média de ótima qualidade, uma linha na política de cultura que não muda com a alteração (?) de prefeitos e uma política na área de esportes, incluindo estrutura, de dar inveja a muita cidade-modelo. Aqui, criança e adolescente não tem formação cultural e esportiva se não quiser. Há diversas opções de cursos baratos e bons, um SESC ativo, Casa de Cultura com ótimas opções, Teatro Municipal excelente, sedia a CIA Verve, maravilhosa, tem escolinhas de base em várias modalidades, é modelo no Futsal, Atletismo e Basquetebol e tem até uma revista local tão bem editorada que tem muito a ensinar a várias publicações de cidades maiores, sem falar da única cidade que conheço que respeita o pedestre de verdade. Ou seja, um bom lugar para viver.

Carneiro simpatiquinho servindo carneiro no buraco

Como em todo lugar, há algumas coisas ininteligíveis, alguns problemas que não dão pra engolir e algumas pessoas que parecem viver em outro planeta. Com tudo o que o município oferece, o que é que o visitante vê quando entra na cidade e desemboca logo de cara na avenida principal?  Melhor, o que que ouve?  De pronto, se depara com uma avenidinha simpática, estacionamentos no canteiro central, árvores e flores, ruas largas e uma briga patética de lojas que se desenrola tendo como lema o total desrespeito ao ouvido alheio.

Protagonistas desse freak show urbano – as lojas de móveis – colocam imensas caixas de som nas calçadas, enfeitam as vitrines com bexigas coloridas, gravam um CD com cerca de 20 músicas ruins e contratam um locutor para atrair clientes na base do barulho e brincadeiras com transeuntes que dão vergonha alheia em qualquer pegadinha do malandro. Uma ao lado da outra seguem barulhando mais alto que a loja vizinha na briga por consumidores. O locutor e o palhaço do lado direito ditam as ofertas ao mesmo tempo em que o âncora das promoções vizinhas tenta alardear as suas num vai e vém diário e infernizante.  Coitados dos funcionários, lojistas vizinhos, consumidores e moradores das redondezas.

A noite, a rua que concentra todas as pizzarias do universo e alguns bares é palco dos pimp my riders nervosos, com seus sons potentes tocando as mesmas coisas e ao mesmo tempo, e de estudantes mal educados que continuam achando que diversão é quebrar garrafa na calçada, dar chute no portão alheio e gritar, gritar muito – os mesmos que se acham mal compreendidos e desrespeitados quando a mãe e o pai levantam cedo pra trabalhar e fazem barulho, atrapalhando o repouso pós-noitada.

Campo Mourão, particularmente, parece concentrar esses, infelizmente não tão raros, espécimes da fauna dos mal educados, todos na mesma região central.

Juro que não entendo. Não entendo o lojista que acha que está sendo super marketeiro, um gênio do comércio, um feirante moderno. Não entendo o consumidor que continua dando dinheiro a quem não respeita o ouvido alheio. Não entendo os moradores da cidade que reclamam, reclamam, reclamam e não se movem. Não entendo a omissão das autoridades em relação a essa verdadeira poluição sonora, crime ambiental, que pode e deve ser verificado inclusive de ofício. Me pergunto se nunca nenhum promotor, policial, juiz, pra dizer alguns que podem e devem fazer alguma coisa, passa pela principal avenida da cidade, se não sai a noite ou se são surdos. Não entendo porque as pessoas preferem engolir sapos caladas a se indisporem com quem as faz engolí-los. Não entendo a acomodação. Vai ver eu que to gastando energia à toa, vai ver a acomodação seja o caminho natural das coisas. Que a maturidade chegue logo e tome conta desse corpinho, então. Até lá vou me emputecer muito com esses babacas que não respeitam o próximo.

Apesar de tanta gente de boa vontade, tantas ações que ainda me fazem pensar que crescer aqui foi o melhor que poderia ter me acontecido, apesar de ter conhecido pessoas tão esclarecidas e competentes que fazem a diferença por aqui, não consigo entender a parte que há mais de 10 anos elege os mesmos vereadores que não representam ninguém além dos próprios interesses e, ainda por cima, tem a pachorra de aprovar o aumento no número de cadeiras na câmara (pessoalzinho indignado baixou em peso vestido de palhaço na sessão seguinte e ainda teve que ouvir que não eram ‘pessoas normais’ por parte do presidente da câmara, que chamou a polícia).

Você entende essas coisas? Suporta tanta incoerência e contradição? Então me ensina.

Que fique claro, minha família mora aqui; apesar de não ser mourãoense, fui criada aqui; minha formação educacional e esportiva é mourãoense e me orgulho dela. Saí há 10 anos, mas algo dentro de mim ainda teima em se preocupar com essa cidade que já me deu tanta alegria quanto decepção. Sinto pena pela imagem que um visitante leva – cidade de gente mal educada, brega, passiva – tanto quanto dos que aqui ficam e precisam suportar esse contínuo desrespeito (sob pena de ser chamado de anormal pela otoridade).

A cidade que se orgulha mais do seu prato típico do que do respeito que devota ao seu povo, está, junto com o famoso carneiro, indo pro buraco.

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