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Dica 5: Comendo em casa

Vamos para o que talvez seja o último post-dica sobre restrição alimentar.

A despensa de quem tem restrição não é tão linda quanto as demais. Mas algumas coisas permitem matar a saudade dos pratos com gostinho de infância, criar e comer sem preocupação, porque a melhor forma (embora nem sempre tão prática) de manter o controle sobre a dieta restrita ainda é cozinhar e comer em casa.

Ainda não fiz nenhuma receita sem açúcar. Não pretendo arriscar, não quero usar adoçante culinário e prefiro comer fruta seguida de castanha ou fibra a ter que adaptar ainda mais coisas por aqui. Confio que, nas semanas seguintes ao parto, minha glicemia vai normalizar e que com o padrão alimentar que sigo não voltarei a vê-la oscilar tão cedo. É, é bloqueio mesmo. Foram alguns anos para me convencer a abolir laticínios da minha vida e estou nessa fase de aceitar-negar que também não me dou bem com a glicose.

Em relação à retirar a lactose, tenho meus coringas e pra variar o máximo que posso tenho sempre alguns ingredientes base.

Ingredientes base:

“Leite” de soja condensado Soymilk: para preparações doces. Tem sabor e cheiro fortes de baunilha. Em mousses isso se perde, no brigadeiro, por exemplo, não. Corram caso tenham restrição ao açúcar. Em toda receita que se usa leite condensado é, teoricamente, possível fazer a substituição. No site do fabricante há várias receitas. Encontro com mais frequência no Musamar, Muffato e Mercadorama, mas vive em falta. Achei na Sol Alimentos. É o dobro do preço do original, então use com moderação.

Creme de soja Naturis: acho que é mais suave que o creme de leite e sempre que usei e eu não avisei ninguém notou a diferença nas receitas. Acho nos mesmos mercados, mas tem uns 2 meses que não vejo nem sombra dele nas prateleira.

Doce de soja da Soymilk: imita doce de leite. Puro é muito forte, em receitas fica bom. Usei pra fazer canjicae ainda usarei pro arroz doce. Em geral, encontro no Musamar e Mercadorama.

Leite de côco: uso para canjica, arroz doce e alguns bolos, no lugar do leite ou do leite de soja. Também já fiz curau com ele. Fica uma delícia. Tem em todo mercado que se preze.

Óleo de linhaça: substitui o azeite, tem ômega e o gosto é suave. Na Sabor e Saúde.

Óleo de côco: é bem forte e tem quem usa para emagrecer. Sério. Enfim. Não gostei do sabor e nos dias mais frescos ou frios ele empedra. Bem prático, néam (sem falar que é caro e tem cara de modinha). Mas é uma opção para variar os óleos na cozinha e manter no armário-base.

Molho de tomate pronto: se quiser praticidade, opte pelo Pomarola que não tem conservantes, mas tem açúcar. Ou seja, aqui em casa, até isso ser liberado, só o molho que eu faço com tomates frescos, que é muito bom, por sinal, ou, na correria, extrato de tomate.

Tomates pelados: para fazer uma massa um pouco mais charmosinha – e rapidamente – nada como uma lata de tomates! Já vêm sem pele, em uma quantidade boa de suco, não é tão ácido e não costuma ter conservantes ou açúcar. O Muffato tem mais opções de marcas.

Nozes, castanhas e uva (ou banana) passa. Para substituir frutas, comer com frutas e rechear bolos esse trio é coringa. Em mercados e lojas de produtos naturais. Uva passa e restrição de açúcar não combinam, só pra constar.

Cacau em pó da Garoto. Não vai leite. Para fazer bolos, coberturas e doces. Nos mercados em geral.

Leites e margarinas vegetais.

– Arroz arbóreo, comum, integral e com cereais, para variar bastante.

– Massas grano duro, comuns e integrais.

– Mel, açúcar demerara, de confeiteiro e cristal. Cereais diversos.

– Farinha de trigo e amido de milho.

– Grão de bico, lentilha e ervilha seca, para sair da rotina do feijão.

Ideias de preparações caseiras sem leite:

Doces:

– bolos de fruta ou castanhas, bolos de cenoura, mandioca e milho, cuques, pão de ló, rosca doce com cobertura de côco, rocambole de goiabada, sonho de goiabada, panqueca doce para o café da manhã, mousses com creme e leite condensado de soja ou com clara em neve, canjica e arroz doce, curau, gelatina com maçã ralada e suspiro, suspiro com morango, compotas de frutas, mix de frutas desidratadas ou secas, vitaminas ou smothies à base de leite vegetal (adoce com mel e hmmmmmmm), banana flambada com suco de laranja, morango flambado com rum…

Refeições e lanches:

– massas diversas com molho ao sugo, molho bolonhesa, molho de tomate com lascas de carne (e um pouco de vinagre balsâmico na base para dar um gostinho…. fizemos ontem e ficou demais!), panquecas, cuscuz brasileiro, cuscuz marroquino com legumes e carneiro, arroz temperado (diversas combinações sem queijo), risoto de palmito, de aspargos, de cogumelos, risoto com cogumelos e atum em posta, risoto de tomate cereja, filés ao molho de mostarda amarela ou dijon, ao molho de vinho tinto, com alho flambado, frango grelhado com ervas frescas, frango com crosta de torrada ou de gergelim, outros assados, tutu de feijão (sem embutidos, rs), polenta com molho vermelho, assado de legumes (berinjela, abobrinha, tomate rasteiro e cebola), quibe assado, tortas salgadas diversas, pães com patês à base de maionese industrializada, torradas com berinjela ou com azeite e vinagre balsâmico, bruschettas ao pomodoro, purês de mandioquinha salsa ou de batata, mandioca passada na margarina e no alho, sanduíches frios com folhas verdes e azeitonas pretas (peito de peru, frango desfiado ou atum, por exemplo, com liga de maionese industrializada), sanduíches quentes com carne ou hamburguer caseiro, vinagrete e folhas, torradas com ovos mexidos, creme de grão de bico, ervilhas secas cozidas com  laranja e louro…

Olha só quanta coisa a gente faz aqui em casa (embora muito esteja em stand by por causa da diabetes gestacional) sem usar pra leite e derivados. Muitas vezes, trocar o leite por leite vegetal ou água dá certo. Eu sei, é chato não poder comer a receita original, como aquela torta de mousse de chocolate do Pátio ou o petit gateau de limão siciliano do Villa Fontana. Tem coisas que jamais ficarão boas na base do genérico, mas com um pouco de criatividade, o dia-a-dia corre bem.

E pra quem não tem restrição ou então quer um pouquinho de queijo mesmo assim, quanto mais “amarelo”/curtido o queijo, menos lactose. Além disso, há as opções de cabra, ovelha e búfala que têm uma lactose, sei lá, diferente e que pode ser digerida por algumas pessoas com intolerância à do leite de vaca.

Na aba “Do Jardim para a Cozinha” há algumas receitas que postei  sem lactose. Estou ensaiando digitar outras que foram testadas nos últimos meses, mas não tenho fotos de todas. Além disso, o Miguel dá sinais de que quer nascer, então talvez não dê tempo por esses próximos dias, rs, mas fica a promessa de que algumas das ideias listadas aqui virarão posts-receitas, ok?!

É isso meus amigos. Obrigada pelas visitas, leituras e compartilhamentos. Espero que tenha sido proveitoso!!! Beijos, beijos.

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Dica 4: refeições fora de casa em Londrina

Desculpem pelo sumiço. Culpa da TIM. Felizmente nos libertamos dela e agora nos prendemos a outra operadora. Voltamos a ter telefone e internet que funcionam e até instalamos TV a cabo. Olha só que evolução!!! Rsrsrsrs.

Bem, de volta aos posts sequenciais, com algumas opções, dicas e alertas para comer fora em Londrina, sem lactose, de preferência. O próximo post será sobre como comer em casa, com sabor, com os ingredientes mais usados e úteis na cozinha das restrições alimentares.

 

Padarias e lanchonetes:

– No Lanchebom, vide post anterior.

– Na Empadaria Verde, vide post anterior.

– Pátio San Miguel, na Pandor e no Mr. Cuca, praticamente todos os salgados usam leite na massa. O mesmo vale para bolos com pão de ló, mas que usam chantilly (não é salgado, mas fica a dica. O chantilly raramente é o vegetal). A Pandor oferece mais informações sobre os ingredientes que nas outras padarias. No Mr. Cuca depende do atendente. No Pátio há a maior má vontade de responder em relação às padarias e panificadoras.

– A Bella Madre oferece um café colonial bem legal na parte da tarde, mas os bolos usam leite. Alguns pães também. Sobram as frutas e sucos (que são adoçados, salvo o de laranja, o qual tem IG bem alto por sua vez). Custa R$ 14,90 por pessoa, acho… mas pra quem tem restrição, sai mais barato comer em casa. Contudo, me informei que aceitam encomendas prévias de bolo sem lactose. Para encontrar com amigos é sempre uma opção legal porque facilita bastante caso você seja o anfitrião e não saiba o que fazer com toda aquela comida cheia de leite te olhando depois.

 

Restaurantes:

– Em restaurantes “normais”, o Dá Licença e o Alameda têm mais opções sem leite, mas fuja dos risotos e carnes com molho, que costumam ter creme de leite. Em seguida, vem o Tchin Min que, embora vegetariano, usa leite e queijo em várias preparações, como purês, recheio da lasanha vegetal, cobertura de vegetais recheados. Depois tem o Sabor di Casa (que fica na Borba Gato com a Rio de Janeiro), o Caco e o La Francines.

– No restaurante Orgânica (na Souza Naves, perto da Santa Casa), há várias opções sem lactose. O cardápio varia dia a dia e no sábado é por pessoa. É meio caro, mas dá gosto comer em um local onde não preciso me preocupar com meu prato. O que tem alergênico é sempre informado.

– No Pastel e Mel, as saladas e as massas podem ser pedidas sem queijo. A massa do pastel não tem leite, mas a das panquecas, crepes, brownie e wafle têm. No almoço não tem tanta variedade para quem tem restrição e a refeição é por pessoa, então não compensa. Mas é um dos meus lugares preferidos. Costumo pedir salada (Prato Frio é muito gostoso, mas peça para trocarem o queijo minas por algum outro legume) ou massa com molho ao sugo e o filé com alho flambado. De sobremesa, tem salada de fruta (pura, para diabéticos, por exemplo, ou com coberturas variadas).

– No Mercado Guanabara, além das saladas (pedir sem queijo ralado), o nhoque com ragu de carne não tem leite na massa nem no molho, mas ele é passado na manteiga, então só vale para quem tem intolerância leve.

– No Alpha Point, há um lanche que não vai queijo, no mais, tem que pedir sem. Cuidar com o molho da casa e os pães, que podem ter. Saladas costumam vir com queijo ralado por cima.

– Descoberta recente foi o Zuppa (Jorge Velho, perto da Av. Bandeirantes). A salada Caesar é sensacional, mas peça sem queijo e sem molho, porque vai leite (eu não sabia, não perguntei e descobri comendo). Fora isso, tem opções de sopas, como canja e vaca atolada, além de alguns assados e massa com molho ao sugo.

– No Santa Brasa há saladas e carnes e também massas. Já pedi a sobremesa de banana flambada ma-ra-vi-lho-as, mas sem o sorvete. É uma opção.

– No Brasiliano peça penne com molho de tomates frescos, sem queijo ralado, rs.

– No Latitude 23º, antigo Mahalo, comi massa com ragu de cordeiro… olha, o sabor era bom, mas nunca comi um ragu com tanta manteiga, e eu não contava com isso.

– Comida árabe é sempre boa opção, embora a salada do H2Chopp venha cheia de queijo ralado por cima e isso eles não avisam no cardápio. Recentemente, descobrimos os shawarmas do Yala, Yala, um fast food árabe na Av. Higienópolis. Têm de carne, que não vai queijo ou laticínios e o de falafel, que é um bolinho à base de grão de bico e especiarias (mas esse não pude experimentar porque vai canela e, bem, to grávidas, rs),

– Frutas da estação não entram no meu conceito de sobremesa, mas podem ser uma opção na maioria dos restaurantes.

– Risoto é uma delícia, risoto é muito bom, risoto é campeão, só que ainda não sei quem inventou de colocar a p.. do creme de leite em tudo. Aliás, o mundo já experimentou não colocar creme de leite em tudo quanto é coisa salgada que existe? Prometo que as coisas continuam tendo sabor, muito mais acentuado, inclusive. Risoto pode não usar creme de leite e fica ótimo com manteiga! Manteiga tem leite, mas aí você se arrisca conscientemente em doses mais toleráveis. Por isso, em qualquer restaurante dessa cidade pergunte ao garçom, mesmo que no cardápio não tenha indicação de que ela é usada. Já tivemos surpresas desagradáveis com a omissão

 

A grande dica para comer fora é: pergunte, sempre, mesmo que o garçom tenha que se virar e ir na cozinha falar com o responsável. É a melhor sugestão para comer fora. E danem-se as caras feias.

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Dica 3: Sobremesas lácteas e lanches

Iogurtes e sobremesas “lácteas”:

Origem animal:

Iogurte Casa da Ovelha: feito à base de leite de ovelha. Não sei o motivo, mas essa lactose eu digeri (embora já tenha tentado leite de cabra sem sucesso) e de fato recomendam para muitos intolerantes. Em comparação aos vegetais é uma delícia, mas deixa um sabor residual não sei do quê. Ainda assim, gostoso. Infelizmente não encontrei em Londrina e papis me trouxe de Curitiba.

 

Vegetais:

Naturis (Batavo): opção imitação do iogurte. Textura parecida, cheiro de baunilha e um poucos de sabor residual, mas os pedaços de fruta ajudam a melhorar o sabor. Tem muito açúcar. Só gosto do de potinho e enfio granola junto. Pela ordem de preferência: ameixa, banana e maçã, frutas vermelhas e pêssego. Em vários mercados.

Sobremesa de Chocolate ou Caramelo Naturis: outra bomba de açúcar, dessa vez imitando Danete. Rola quando não tem que controlar a ingestão de açúcar. Muffato e Mercadorama.

 

Queijos: sai fora tofú, eita coisa ruim. Nesse ponto, só consegui comer o tipo Pecorino, de ovelha/cabra, cuja lactose não me fez mal. Uma delícia!!! Dizem que tem no mercadão, no Irmãos Furuta. Ainda não encontrei. Quem sabe? Você dá um dos zóio da cara em pagamento, mas come que nem um rei um pedacim de 50g.

 

Salgados prontos e lanches:

Se você tem restrição, além de questionar se há leite na massa, faça descaradamente a pergunta sobre o recheio: vai queijo? Requeijão ou Catupiry? Creme de leite? Maionese de leite? Não esqueça de pontuar cada item. Não se surpreenda se fizerem cara feia ou tiverem que recorrer ao padeiro/chef/nutricionista. Não se surpreenda se você fizer a pergunta “tem opção sem lactose?” e te sugerirem um salgado quatro queijos ou um bolinho de frango com Catupiry. Lactose é muito vago. Ter intolerância a algo vago, é muito mais vago ainda. Seja específico nos itens que deve evitar (o mesmo vale para glúten ou açúcar ou ovos). Se a cara de surpresa permanecer, diga uma das palavras mágicas: “alergia” (vão achar que, se não perguntarem ao cozinheiro, você poderá morrer ali na frente deles, por isso, se esforçarão para te informar) ou “diarréia” (essa aprendi com uma dona de restaurante. Ninguém quer que o cliente inutilize o banheiro do estabelecimento). Ainda não apelei pra segunda.

Lanches do Lanchebom: os melhores lanches de Londrina, todos à base de carne, folhas e verduras frescas, tem opção com proteína de soja e os cremes utilizados também são frescos. O pão não tem leite. Pra quem tem intolerância à lactose, tem que pedir para o Seu Bira tirar o queijo e o creme. Como frequentadora assídua, garanto que mesmo assim não perde o sabor e que ninguém por lá fará cara feia com o pedido.

Empadas e quiches de vários sabores da Empadaria Verde, com massa integral.

Quibes sem recheio de Catupiry ou queijo (que mania que o povo tem de rechear tudo com queijo ou requeijão, caramba. Larga pelo menos o coitado do quibe!), em todo lugar, em tese.

Salgados congelados diversos sem lactose e sem glúten na Empadaria Verde.

Pão de Queijo congelado sem queijo (rá!) e sem glúten do Armazen: parece biscoito de polvinho, mas engana.

Torta salgada diversos sabores (frango é a melhor), sem leite e sem glúten da Armazen (quartas e sábados).

Hamburguer pronto de soja da Perdigão. Quando encontro, acho no Muffato e no Mercadorama. O da Sadia tem leite.

Hamburguer de tofú ou legumes Samurai, vários sabores (tomate seco, ervas, etc). Já achei no Musamar e no Mercadorama.

Salsicha vegetal Perdigão. Não sou fã de salsichas, por isso acho que as vegetais são uma alternativa mais saudável, sempre.

– Pra quem tolera algum grau de lactose, geralmente as empadas e massas folhadas não usam leite, mas usam manteiga, mas cuidado: massas de esfiha, coxinha, risoles, enroladinhos, quiches, pães de hamburguer e de cachorro quente, em geral, usam leite.

– Pão francês, pães tipo caseiro, de fôrma e integrais não costumam usar leite, embora os industrializados possam conter traços de.

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Dica 2: Matinais e Bebidas

Granola Light daVitao: mix de cereais, sem adição de açúcar ou adoçantes. Tem a versão zero açúcar, mas pelo rótulo ela tinha algo que eu não gosto e não lembro o que é. No Muffato e no Mercadorama.

Farinha de maracujá: para ser batida com sucos, vitaminas, colocada no iogurte… vai ajudar no consumo diário de fibras. O intestino agradece e o controle de peso também. Sabor? Você come farinha pura? Bom, se quiser tentar, cuidado pra não engasgar. Misturado aos alimentos não tem gosto e puro é meio azedinho (Melina! Você testou? Não, querí. Não misturei direito e veio aquela pelota de farinha goela abaixo). Na Sabor Saúde.

Quinoa em flocos, da Mãe Terra: fibra queridinha da vez. Tem em farinha, flocos, grãos. Já tentei usar em flocos, no lugar da aveia, mas depois de algumas vezes já não suportava mais. Nunca será como uma aveia, que você come desde criança e não enjoa, mas é uma opção para fazer o famoso rodízio de alimentos, incluindo aí as fibras. No Muffato e casas de produtos naturais.

Aveia em Flocos Finos (Nestlé ou Quacker), em qualquer mercado. As outras marcas, “nunca serão”.

 

Geléias, Pastinhas e Margarinas

 

Margarinas:

Margarina Becel: cheia de firuliros saudáveis, totalmente vegetal, sem lactose. Sabor mais suave que margarina comum ou manteiga. Em tudo quanto é mercado.

Margarina Doriana Light: não tem leite, mas não posso afirmar que não tenha traços de. Intolerantes, ok, alérgicos, vejam o rótulo. É mais sem gosto que a Becel, mas enfim, margarina não tem muito gosto mesmo. No Muffato, às vezes no Viscardi e Mercadorama.

 

Geléias: geléia não tem lactose nem farinha, em regra, mas tem açúcar. Por isso coloquei na lista como algo especial, porque é uma bateção de perna para achar alternativas que não adicionem açúcar ou adoçantes.

Geléia Queensberry 100%: só a fruta e algumas outras coisas naturais, como suco de maçã, para dar ponto. Experimentei de framboesa e morango, mas tem de damasco e, se não me engano, de mirtilo. Inconveniente: o consumo tem que ser super rápido, algo em torno de uma semana a 10 dias, enquanto as “normais” chegam a 30 dias ou mais. No Muffato e na Empadaria Verde (que vende salgados integrais, alguns sem lactose, congelados sem glúten e alguns produtos naturais);

Geléia St. Dalfour: 51% dela é feito da fruta, o resto é suco de uva e pectina, ou seja, tudo natural e DELICIOSO. É uma geléia francesa metida que achei essa semana, a mais gostosa da minha vida, mas o preço é salgadinho. Se não for por necessidade, compre para impressionar a amiga num chá da tarde hahahaha. Vi muitas opções de sabores, estou usando a de Cassis. Ah! Consumo em até 2 meses, ou seja, valem os cinco reais a mais que você morrer em comparação com a geléia acima. Só vi no Muffato.

Patê à base de tofú Samurai: provei de ervas finas e de alcaparras com azeitonas. Gosto muito da segunda opção, não tem gosto de tofú e é 100% livre de leite. Com uma torradinha vai muito bem. Só é uma pena que o consumo deve ser feito em uns 5 dias. Põe na mesa e chama a galera prum chá. Se tiver geléia St. Dalfour, me chama também. Já encontrei no Mercadorama e no Musamar.

Nutella!!! OMG!!! Brincs. É um Nutella fake. Creme de Alfarroba com Avelã (olha, essa @ alfa vai dominar o mundo no lugar da soja). Lançamento da Carob House. Zero leite, zero açúcar e quase zero sabor residual. Cheiro e sabor lembram uma Nutella. Para grávidas problemáticas foi a salvação por duas gulosas pontas de facas no pão integral light, mas aí conheci a geléia metida e agora tá lá na geladeira meio forever alone. É semi-novo. Vendo. Na Sol Alimentos.

Maioneses: nem todas usam leite, ao menos não a maioria das industrializadas. Helmann’s original e Purity, em qualquer mercado, costumam ser minha opção.

 

Leites:

Aí é um problema. Para quem ainda tolera alguma coisa ou simplesmente quer ingerir carboidratos e gorduras a menos, há várias opções de leite de vaca com baixa lactose, em torno de 90% a menos. Para o restante, só os extratos vegetais (antes que algum engraçadinho venha me perguntar “leite? Cadê as tetinhas da soja?).

 

Origem animal:

Leites com Baixa Lactose: mesmo sabor do leite desnatado mas com enzima lactase adicionada. Tem da Frimesa, Sensy (Batavo), Parmalat, Líder e, agora, Ninho (que custa tipo o dobro). Em geral, tem em todos os mercados, mas às vezes some de todos também. Vai saber o que acontece na bolsa de valores dos leites com baixa lactose.

*Acabei de tomar o da Frimesa porque acabou o vegetal… relendo o rótulo, qual minha surpresa? Não usam enzima lactase, mas outra enzima. Em comparação com o leite normal semi-desnatado, tem glicose e galactose, o que o primeiro não tem. Ou seja, na versão para dietas controladas, ele tem mais carboidratos, incluindo aí a glicose, que na versão original, que não tem essas últimas substâncias, apesar de conter lactose. Quer dizer… para dieta que controla açúcar tem que consultar a nutri.

 

Vegetais:

Soja “integral”: Ades (pra quem quer uma overdose de aditivos e conservantes); Purity (da Cocamar – tão saboroso quanto o Ades e muito mais natural); Naturis, da Batavo; Nestlé; Yoki (não gosto, mas tem opção do Culinário, que melhora um pouco o sabor das receitas salgadas). Em quase todos os mercados. Não curto as versões em pó.

Soja “Light”: Purity (quase sem aditivos e não tem adição de açúcares ou adoçantes – melhor opção na minha opinião); Yoki (com adoçantes); Ades (com tudo que puderem misturar). Às vezes somem das prateleiras, mas em geral no Mercadorama não faltam.

Soja com Sabores: Ades Banana, Morango ou Chocolate (cheeeeios de açúcar, mas gostosos); Naturis Chocolate (quase um Todynho, que aliás, tinha um à base de soja que sumiu); Purity Banana, Capuccino e Leite com Café (tinha adorado no inverno passado). São cheios de açúcar, como o mundo gosta!

Leite de Arroz Jasmine: armadilha!!! Água branca, custa mais de 10 pilas o litro e não serve nem pra quem tem que controlar açúcar. Corrão para as montanhas. Musamar, Sol Alimentos e Sabor Saúde.

Leite de Aveia Jasmine: suave e docinho. Quase bom! Quando encontrei, foi no Armazen e no Musamar. Caro, viu.

Linha Soylait da Jasmine: mistura de vários ingredientes, vários sabores, em pó. Provei o original, o de banana e o de iogurte. Não gostei muito de nenhum, mas os saborizados dão pro gasto. Uma ideia é usar em vitaminas, para enriquecê-las. Para ingestão controlada de açúcar, só me recomendaram o com fibras, que ainda não provei.

 

Sucos:

Sucos com soja: não gosto de nenhum, especialmente não gosto dos da Sococo.

Sucos de uva integral: tem aparecido bastante opção de sucos de uva sem adição de açúcar, mas que são saborosos e doces. Acho muito gostoso. Da Aurora, Garibaldi, Gazzi e Bom Preço (marca do Mercadorama, produzido pela vinícula Aurora e mais barata que esta). Em mercados e na Sabor Saúde.

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Dica 1: Adoçantes e Doces

Antes de começar a lista, reforço que coloquei produtos que já costumo utilizar, com base no meu gosto e nas minhas necessidades. Não são orientações nutricionais.  Os industrializados têm informação completa nos rótulos e aos que não são, cabe sempre perguntar ao vendedor. Se segue ou deve seguir uma dieta, a orientação final deve ficar sempre a cargo de um profissional habilitado.

Adoçantes:

Pro meu gosto, nenhum é gostoso. Gosto de açúcar demerara, açúcar mascavo e mel, mas enquanto durar o quadro de diabetes, não posso usar nenhum. Tenho preferido não adoçar nada. Por causa da gravidez, caso eu opte por adoçar, há restrição para vários. Sobraram sucralose e stevia. O problema é que a maioria dessas opções tem lactose adicionada, ó que maravilha! Se você for/estiver diabético e intolerante, se fú, com o perdão do palavrão.

Stevia Stevita: a única marca sem lactose que encontrei em Londrina e que, segundo a vendedora, entra nos EUA. Não acho isso relevante porque né, são os pais do fast food, mas na hora foi convincente, rsrsrs. Na Sabor Saúde.

– outras opções não encontradas em Londrina: Doce Menor 100% Stevia e Jasmine.

Doces:

Já é difícil achar sem lactose. Sem lactose e sem açúcar então, quase impossível.

Fui a casas de produtos para diabéticos e foi minha maior decepção. Um monte de coisa que não tem na natureza que, somados, dão um sabor aproximado de outra coisa. Alguém me fala, por favor, o que que é aquela bendita gelatina diet? Gelatina já um treco bem sem graça. Diet, então… É nada, com nada, com nada, que tem sabor de nada, mas deixa gosto de ruim na boca. Fora que eu não sei o que eu to comendo. Leio aqueles rótulos e não imagino de onde saem. Nem a fruta que saboriza o troço é de verdade. “Não contém polpa da fruta”. Depois é o açúcar que faz mal. Sei. Me dá um sachê de açúcar refinado, por favor, que deve ser mais benéfico do que aquele monte de química adocicada.

A lista inclui doces com açúcar, mas sem lactose, e sem ambos. Encontrei em casas de produtos naturais e mercados. Minha listinha de doces sem adição de açúcar fica restrita a barra de frutas naturais e algumas poucas coisas que utilizam stevia e maltitol, e olha lá. Pela ordem dos ingredientes (que, segundo aprendi, é do que tem mais pro que tem menos), devem estar por último.

Sem lactose, com açúcar (alguns têm glúten):

Mousse fake de chocolate: É feito à base de uma espécie de pasta de banana verde, muito apreciada por diversas propriedades que eu desconheço. Engana bem e não tem gosto de banana. No Armazen.

Choco Soy Pops, da Olvebra: flocos de arroz com cobertura de chocolate à base de soja. Docinho e gostoso. O diet não é muito saboroso e segundo alerta do rótulo pode ter efeitos laxativos. Em quase todas as casas de produtos naturais e alguns mercados, como Muffato e Musamar.

Brownie e Pão de Mel da Good Soy: meio sequinho, mas mata a vontade e é gostoso. Em quase todas as casas de produtos naturais.

Chocolate Choco Soy Mais: imita o Bis. Bom. No Muffato.

Crispies com Chocolate Amargo da Neugebauer: tem que descrever mais? Não tem lactose, mas contém traços de leite, então não serve pra quem é alérgico. Vende-se em mercados, padarias e conveniências.

Barras de chocolate amargo e meio amargo (Garoto 55% Cacau e Lindt – várias opções): Adooooooro. O primeiro usei numa mousse que não usa leite nem creme de leite, cuja receita dou em breve. No Muffato.

Cookies integrais da Jasmine e da Vitao: têm de nozes, castanhas, cacau, aveia, mel, frutas… uma delícia para acompanhar um café quentinho. As opções diet que encontrei são de Capuccino com Avelã e de Cassis, da Jasmine, tanto no Mercadorama quanto no Muffato. Ainda não experimentei as de Capuccino, mas já não gostei das últimas. O sabor residual dos adoçantes não me agradam. Com glúten.

Bolo de banana da padaria do Musamar: tipo uma cuque, sem lactose, bem gostosinho, mas nada diferente do que você faria em casa, a não ser que esteja com preguiça. Não serve para celíacos.

Bolinhos de banana e cacau e de cacau do tiozinho do Jardim Quebec. Vendem de porta em porta e na sede da instituição (putz, fugiu o nome, em breve eu edito), especialmente nos comércios. Amodoro super mega. Nada de leite. Pena que usam açúcar (mascavo). Na terça passam lá no escritório do marido. Se o vir na rua, garanta o seu. Eles ainda vendem pães, lanches naturais e no local têm massagens, ioga, musicoterapia…

Bolinho com goiaba e castanhas da Empadaria Verde. Massa integral, sem lactose, com açúcar. Não dá pra celíacos.

– Bolachas de maisena Todeschini e a de aveia e mel Nestlé não usam leite. Algumas recheadas e wafers também não, bem como as tipo Club Social. Tem que ler o rótulo, porque podem conter traços de leite.

Sem lactose e sem açúcar:

Barras de fruta:

E-Bar Organic: é uma barra de frutas, orgânica, aprovadíssima. Já experimentei de abacaxi com maçã, banana, acerola com cereja… só passo a de cupuaçú. Encontrei na loja Sol Alimentos, que vende produtos para celíacos, intolerantes e algumas coisas para diabéticos, e no Muffato. No mercado é mais barato.

Bananinha Paraibúna: versão zero açúcar. É um doce feito de banana pura, sem adoçantes ou conservantes, e continua docinho. Belezinha pra levar na bolsa, porque é meio difícilis levar a banana passa … ela gruda em tudo. Têm em mercado, loja de conveniência e padarias.

Doces com alfarroba: Uatarrel?! Alfarroba é tipo uma vagem metida à besta, que faz um doce que lembra o chocolate, tanto na cor quanto no sabor, mas que é rica em fibras e um monte de coisa boa. Queridinha mais nova do mundo nutricional, vão te indicar como se fosse igual ao chocolate. Não é. Mas não é ruim. Ainda não sei se gosto ou se aceito. Descobri em 2011, na Páscoa, da marca Carob House, que não usa leite e não tem glúten. Agora, além da versão “normal”, acabei sendo apresentada às versões sem açúcares, que são as que listo. O doce fica por conta do stevia e maltitol e quase não tem sabor residual (uma proeza).

Alfarroba com banana da Carob House: imita um chocolate da Garoto, daqueles da caixa amarela que ninguém quer porque é de fruta. Mas é bom. Na Sol Alimentos e na Sabor Saúde (mas como tá relativamente comum no meio, deve ser encontrado em outras casas também).

Alfarroba com Coco da Carob House: imitação de Prestígio. Veja bem, imita, mas não é melhor que, como disseram. Nos mesmos locais.

Alfarroba com castanha de cajú da Carob House. Na Sol Alimentos.

Sorvetes:

Tentação, tentação… ainda tá pra nascer um substituto sem leite que satisfaça a uma amante de sorvetes… se eu pudesse ficar um dia sem intolerância, comeria sorvete com bolo o dia todo. Praticamente só restam os sorbets, que são à base de água, muito açúcar e conservantes, ou os de palito de fruta.

Linha Frutare da Nestlé : maracujá e limão. Mercados.

Geloni: sorbet de uva. Mercadorama.

Delícias do Cerrado: alguns sabores de palito à base de soja. Ruim que só. Na loja da marca no mercadão Palhano ou na Pará.

Freddo Gelateria: morango, framboesa, maracujá e limão siciliano. Hmmmmm! Na Higienópolis ou no mercadão Palhano.

Mr. Cuca: morango e framboesa. Bão também. Na Sergipe com a Santos.

Endereços das lojas naturais citadas:

Armazen, Rua Paranaguá, 465, lj. 01

Empadaria Verde, Rua Paranaguá, 1200. http://www.empadariaverde.com.br

Sabor Saúde, Rua Fernando de Noronha, 481.

Sol Alimentos, Av. Madre Leonia Milito, 802. http://www.solalimentos.com.br

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Estranho mundo das restrições alimentares

Grávida com intolerância à lactose e diabética. O que essa mulher come? Se antes já ouvia essa pergunta, imagina agora! Para ajudar, já tive suspeita de ser celíaca, então por um tempo fiz restrição de glúten, fora que passei mais de um ano sem comer nada de carne (peixe é carne). Sendo assim, me considero uma pessoa relativamente bem informada sobre produtos especiais à disposição para quem tem restrições ou opta por eles.

Considerando o monte de perguntas que habitualmente respondo sobre esse universo sem leite e quase sem açúcar, passo a compartilhar, por alguns dias (já que o texto completo quase chega a 10 páginas no Word), uma lista de produtos mais direcionados e uma mini resenha que faço sobre eles.

A escolha se deu por gosto pessoal, ou desgosto, claro. A maioria foi no fuçômetro, no sistema armadilha ou na boa surpresa. Outros foram indicações de nutricionistas e de vendedores. Muita coisa, digo desde já, é modinha. Há alguns anos passo por essas prateleiras e o que era in, hoje não é mais.

Passei a boicotar alguns lugares, a ser caruda e perguntar os ingredientes em outros e assim tem sido, dia a dia, toda vez que como fora de casa ou compro algo. Se você tem intolerância à lactose ou tem que fazer ingestão controlada de açúcares, essas dicas poderão ajudar a diversificar o seu dia a dia.

Procurarei colocar alimentos que são gostosos e que também podem ser consumidos por quem é tudo-isso-free e apenas quer diversificar ou fazer uma substituição mais saudável.

Já que nem todos os lugares que trabalham com comida colocam informação dos ingredientes nos seus pratos e enquanto meus planos mirabolantes de criar um cafezinho com opções GOSTOSAS e feitas com ingredientes naturais não prosperam, também farei um post sobre restaurantes, padarias e afins.

Até loguinho!!!

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