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Indicação: Curso de Direito Constitucional

Esse lançamento é uma excelente fonte para todos que desejam estudar ou estudam direito constitucional. Trata-se da última edição do Curso do professor Zulmar Fachin, lançado pela Forense.

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As 20 Maiores Mentiras da Humanidade

Paquistão GERONIMO.E-K.A* é o nome do primeiro capítulo do Livro “As 20 maiores mentiras da Humanidade”, que será lançado em 20 anos. Consegui um trecho em primeira mão, referente às páginas 01, 09 e 11 e compartilho com vocês!

“Em 02 de maio de 2011 o ocidente amanheceu sob a sombra de uma das maiores falácias¹ do mundo pós 11 de Setembro. Morreu Osama Bin Laden. O então inimigo número 1 da hegemônica nação norte-americana, havia sido morto de maneira exemplar por soldados de elite da marinha americana dentro de sua casa, usando covardemente sua mulher como escudo.

(…)

Naquela manhã, de maneira dramática, o então presidente Barack Obama (alçado à categoria de herói nacional por uma soma de fatores desde seu primeiro mandato) profetizava para uma nação patrioticamente renovada, o início de uma nova era – uma era em que a rede Al-Qaeda desmoronaria em razão da morte de seu maior líder.

Apaixonada por feitos heróicos, a então maior democracia do mundo recebeu o tão sonhado presente no seu café da manhã – a cabeça do vilão.

(…) Estaria a humanidade, por intermédio desse novo herói livre da mácula do terrorismo?

(…)

O Paquistão, culpado pelo sucesso de uma década de esconderijo de Osama, assume o posto de inimigo da democracia. Retaliações, investimentos pesados com a guerra que visava extirpar de vez uma dita subcategoria de seres humanos, milhares de mortes de civis depois, a humanidade novamente se depara com pronunciamentos cinematográficos, desta vez não muito heróicos.

Questionamentos simples não tiveram respostas. Onde está o corpo? Corpo ao mar, em local não revelado, em nome de um súbito ímpeto de respeito às leis islãs? Julgamento justo não seria um julgamento sob os primados do Direito? Na pior das hipóteses, por que não um caminho semelhante ao do antecessor Sadam Hussein?

Sob ardentes acusações de teoria da conspiração, por muitos anos a humanidade se calou, aceitando que estaria Bin Laden nos mesmos jardins que Elvis, Michael Jackson e todos aqueles que não morreram na mente e no coração dos povos (seja por seus grandes feitos, seja pela incredulidade).”

¹ Nesse sentido: Ghassan Katib, porta-voz da Autoridade Palestina: “Livrar-se de Bin Laden é bom para a causa da paz mundial mas o que de fato conta é superar o discurso e os métodos violentos que foram criados e encorajados por Bin Laden e outros no mundo” (em: http://folha.com/pr910094).

*Geronimo “exterminated” – “Killed” in “Action”

P.S.: Parece notícia velha requentada: morte do Bin Laden. Mas como ela ainda vai gerar consequências pelos próximos anos (é só considerar que as acusações de que o serviço secreto paquistanês auxiliou Bin Laden a se esconder estão mais atuais que nunca) e como o ser humano tem uma queda inexplicável por teorias da conspiração, tem-se um prato cheio para transportar essa Nota de 03 de maio de 2011 do FB pra cá.

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Orgulho, Preconceito e Obstinação

Três qualidades, embora talvez apenas a última possa ter um quê de virtude, somam-se em dois romances que valem a pena ser lidos.

Jane Austen, com Orgulho e Preconceito, e Marcelo Gleiser, com A Harmonia do Mundo.

Ah, claro que para alguns, falar de Jane Austen junto com qualquer outro autor pode soar heresia… mas a história de Elizabeth, Jane na pequena …shire e a de Johannes Kepler (esse, um personagem real), trazem mais semelhanças do que se pode supor. São enredos atemporais e que  – pelo menos pra mim – prendem e incomodam tanto por me fazerem crer que pouco mudou.

Convenções sociais, qualidades da boa moça, as esposas/mães que se tornam invisíveis ao mundo e iniciam uma luta por reconhecimento familiar e social de modos afetados, até mesmo histéricos; a ausência dos esposos/homens da vida na família, cuja fuga se não é o trabalho, são os livros, os jogos e tudo que lhes afaste daquele local inoportuno chamado ‘lar’.. identifiquei várias máculas das quais ainda tentamos nos livrar porque permanecem contemporâneas.

Ao final, depois de identificar muitas semelhanças e movida pelo medo de repetir o que se vem passando ano a ano, século a século, a despeito de  mudanças que, de tão lentas, chegam a soar superficiais, uma decisão:  não, eu não quero uma vida de convenções, de fugas, de formalidades vazias, perfumaria.

Se tiver alguma permissão para falar dessas obras, permitam-me dizer que valem muito a pena ser lidas. Jane Austen, por suas qualidades já conhecidas, leitura que prende, personagens interessantes e uma certa torcida pelos romances que se delineiam. Marcelo Gleiser, pelo bom romance, que nos apresenta um pouco da história de Kepler, um astrônomo obstinado, determinado a provar ao mundo a harmonia divina por meio dos céus, em um período de perseguições religiosas e mistura entre ciência e religião. Talvez, como eu, poucos se lembrem quem ele foi e as suas 3 leis que mudaram a astronomia (em um período cujo centro do universo era a Terra). Mas ao menos pra mim, que acredito que a razão e a fé não estão em conflito, foi reconfortante conhecer sua história romanceada nesse livro.

Bom domingo!

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