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Na nossa Acme City era assim…

Yeahh!!! Facebook tá hiper colorido, cheio de desenhos animados e turma engajada na luta contra a violência infantil (ops, não sabia que é por isso que tá todo mundo colocando o Mickey e a Minnie no perfil? Tsc tsc…  Achou que era por causa do dia das crianças que eu sei ;)).

O Face tem várias dessas campanhas copie e cole, mude a foto ou uns joguinhos dos sexos tipo: escreva linguiça no seu status se você gosta de ver novela e não conte pra ninguém do sexo oposto o que quer dizer, hiihihihihiihihi. Essa é outra campanha do bem, com a mesma efetividade de 90% das outras, ou seja, zero, mas não deixa de ser uma forma da galera se manifestar contrária a uma situação que revolta mesmo e também de relembrar aqueles old but gold tempos que não voltam mais.

Introdução feita, ou gancho dado, fiquei lembrando da minha infância prolongada, que durou até parte da adolescência, e como eu ainda gosto dos tais desenhos animados. Cresci numa rua com várias crianças animadas, esportistas e inventivas – sem puxar o saco de ninguém mas certa de que cresci na rua mais fodástica de todos os tempos.

Ah, Rua Coelho Júnior, que saudade!!!

Tinha um trono de princesa no melhor galho da árvore, quebrávamos as regras do esconde-esconde e dávamos a volta na quadra (o que fazia com que a brincadeira durasse horas), fazíamos bazar, no qual vendíamos brinquedos velhos para nossas próprias mães (que ficavam com dó por nenhum traseunte parar pra comprar), e balas, que comprávamos após fazer vaquinha e vendíamos mais barato que o preço pago pra ver quem acabava com o estoque antes (muito esperto).

Bodinha Conspiratório and Mini Me, fase pré - Rua Coelho Jr.

Nem faz tanto tempo assim pra ficar com saudosismo, agora que se aproxima dos ’20 anos atrás’, rs….  bolávamos um super projeto de um parque de diversão feito de restos de madeira de construção, que seria construído no recuo da calçada da minha casa, que era de esquina. Também fazíamos as bandeirinhas e a cola de trigo para as festas que fechavam a rua: festas juninas, julinas, agostinas e setembrinas (no resto do ano, tinha as festas de aniversário master system da casa da Mariana).  Era muita invenção pra pouca criança.

Vou contar só a parte legal, porque a parte egoísmo infantil é meio vergonha alheia. Não vou contar que crianças da rua de cima ou da rua de baixo, ou que não fossem convidadas, ou que fossem de qualquer outra quadra, ou que acabassem de se mudar para a rua não eram bem vindas. Isolávamos. Tudo bem, a gente cresceu e ficou legal.

É, a gente cresceu. Temos advogada, comissário de bordo internacional, designer de móveis, engenheiro aeronáutico (é assim?), engenheiro de produção, agrônomo, dentista, nutricionista, alguns ainda na facul (os caçulas) e por aí vai (cuidem-se, estamos à solta).

Mas no fundo, não importa onde estivermos ou o que estivermos fazendo, sei que todos gostaríamos de voltar no tempo por um único dia e reviver um pouco das horas que não voltam mais. Como não é possível, a gente regride um pouco e curte as fotenhas de desenho animado, porque essa é uma paixão, minha gente, que adulto nenhum tira de quem sempre será meio criança.

E só pra constar:  quando eu penso que tenho que me acostumar com Patati Patatá, Lazy Town, Barney, Pokoyo e essas novidades …. ai meu pai, me dê paciência!

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Os heróis de Carmela

A Carmela é uma das pessoas mais teimosas que eu conheço. Tem ideias fixas, prova coisas de que não gosta e faz coisas que não a satisfazem por ter mania de acreditar que talvez sejam assim porque não tentou. Prova disso é que segue amando e odiando sua profissão, embora piamente creia que oscilar essas fases seja absolutamente natural. No fundo, sabe que pode ser muito boa nisso, pretende mudar o mundo, crê que esse é o seu caminho e acha que se mudar a essa altura do campeonato vai sofrer e se frustar mais do que está disposta.

Sua teimosia a impele a responder qualquer pergunta que lhe instigue, mesmo que deva esclarecer que fala com base em opiniões pessoais, sem nenhum fundamento científico (até porque agora sabe que não é e nunca foi cientista e, a menos que mude de área, será sempre uma artista). Por essa razão, poucas vezes não soube o que dizer.

A primeira vez que não soube o que responder ficou sem chão por dias. A última vez foi há pouco. Inexplicavelmente, apesar de terem sido formuladas em contextos diferentes e por pessoas sem nenhuma conexão, estão completamente interligadas e se desmembram em infindáveis questionamentos que a consomem.

“Carmela, quem você admira?”

“Carmela, você precisa de um herói”.

 Herói é aquele em quem você se espelha? É aquele que você admira? Que tamanhos têm os feitos de um herói?

Ficou confusa ao notar que ela, que sempre achou que admirasse os responsáveis pelos grandes feitos da humanidade, era incapaz de apontar um único que considerasse admirável o bastante para ter como herói. Grandes personalidades que viveram e vivem nesse mundo fazem coisas grandiosas. Mas não pôde apontar nenhuma que significasse alguma coisa pra si.

Além de confusa, ficou triste. “Carmela, você precisa de um herói”. E ela continuou buscando uma pessoa grandiosa real, de feitos reais, cujos valores, comportamentos, ações fossem grandes e irretocáveis. Deu-se conta de que não haverá um só desta Terra (para frisar que Jesus ocupa, para ela, uma posição de perfeição indiscutível) que se encaixe no ideal que impôs ao seu herói particular. Ficou mais triste ainda por fantasiar humanos perfeitos e se forçar à constante frustração.

Eu poderia listar várias pessoas que Carmela admira, tão diferentes e tão iguais. Sobretudo, Carmela admira aqueles que ensinam mesmo sem essa intenção, que orientam sem imposição, que baseiam suas ações no respeito e que não tem medo de mudar para serem melhores. Carmela admira pessoas que amam e são humildes, pois seu orgulho a leva a esconder esses sentimentos que ela gostaria de expressar e praticar com mais frequência e espontaneidade. Percebeu que, somando tudo, não haverá uma única pessoa que ostente o conjunto de qualidades que deveriam se reunir no seu herói. Quanta idealização! (Carmela traça estratégias mentais, mas se sabota com seu eterno idealismo).

“Carmela, você não vai achar pessoas perfeitas, mas você precisa ter alguém a quem admirar”.

Ela pensou. E no terceiro dia riu ao constatar que se deixou, novamente, levar pela fantasia que o nome “herói” lhe trouxe. Assim, deixando de imaginar que pastéis de angu são recheados de polenta sem sal e que queijo de porco é feito à base de leite de uma leitoa ordenhada, constatou que conhece não só uma, mas algumas pessoas reais e admiráveis e nas quais, sem notar, ela já tem se espelhado há anos – seus heróis. Quis retomar a conversa, sorrir e dizer: “eu me equivoquei, Micalba, eu tenho heróis, embora alguns deles, que há tempos têm me ensinado sobre eles, jamais tenham pretendido estar nessa posição”.

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Conversando com a Carmela …

… contei que hoje visitei uma nova nutricionista. Antes que pensem que estou doente de novo (sou muito zicada.. um dia eu conto), eu só estou tentando organizar os detalhes para levar uma vida mais normal, funcionalmente falando. É horrível sempre ter que encaixar horários para tudo em função do organismo que não trabalha direito [tá, eu também sei que levar uma vida sedentária não colabora, mas isso também está sendo providenciado. O que não dá mais é comer e ficar me sentindo horrível depois, estufada, com mal estar e ser apenas visita esporádica no trono do nosso reino].

Algum desavisado pode me achar a pessoa mais hipocondríaca do mundo. Advirto: já me curei desse mal (eu acho). Mas é fato que o conjunto da obra não andava muito equilibrado. Desde março, parei de trabalhar para investir num projeto egocêntrico: eu. Faz parte disso: controlar a ansiedade (terapia), organizar o espírito (reencontro com Deus), cuidar da mente e do intelecto (estudar pro mestrado, ler, ver filmes e também escrever no blog). Hoje dei mais um passo: cuidar da alimentação (nutricionista) e segunda-feira retomo meu acompanhamento com o ortopedista pra voltar a fazer atividades físicas. Não poderia fazer nada disso se não fosse pelo Ulisses. É fundamental ter o apoio dele. Não dá pra expressar o amor e a gratidão que sinto.

_ Enfim … qual é mesmo o propósito desse post, Melina?

_ Avisar que é bem possível que os posts culinários apareçam com mais frequência por aqui. Também é possível que meu Jardim fique mais ativo, ao lado das reflexões (que andam em baixa).

_  Hmm.

_ Não espero que gostem, apenas que não se incomodem tanto com a pouca diversidade de temas e não sumam de vez.

_ Vamos tentar.

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Trapalhada Vulcânica

Como se diz no direito, é fato público e notório (eca), que tivemos um fim de semana bem atrapalhado. Um vulcão bem legal cruzou nosso caminho e o planejado fim de semana em Montevidéu virou um monte de histórias.

Mas nem tudo está perdido quando se está com quem se ama, quando a companhia aérea colabora e quando família e os amigos estão muito aí pra você.

Hoje posso dizer que já fui ao Rio Grande do Sul, embora não tenha saído do aeroporto de Porto Alegre (eita tempo feio na sexta, hein. Zero coragem para se aventurar entre os gaúchos). Também foi o mais perto que já cheguei do Uruguai. (Aliás, engraçado como se dão os cancelamentos se você já está na área de embarque internacional: passa pela imigração, faz um falso embarque e um falso desembarque e passa pela imigração novamente – nesse meio tempo, corra para o Duty Free antes que compulsoriamente ele feche e você volte sem nada ‘internacional’ na bagagem).

O maior inconveniente, na verdade, foi que quando passamos pela imigração ‘perdi’ meu Opti Free – o frasco original tem 120 ml, vôo internacionais só permitem 100 ml na bagagem de mão.. portanto.. lixo. Convencer a moça da PF que aquilo era um líquido estéril e que eu não poderia trocar de frasco, ou que minha bagagem já havia sido despachada e portanto era impossível colocar na mala, foi em vão. Quando falei que era pra ela jogar fora, ainda tive que ouvir um “mas você vai viajar sem?”. Se você tiver uma ideia melhor, quem sabe não?!  Ou seja, outra viagem trabalhada no óculos de grau. É exagero, claro, mas precisava fazer constar esse fato (na nossa lua de mel deixei as lentes na bagagem normal e quando chegamos, afff, todo o líquido tinha virado e o Opti Free estava derramado.. dessa vez quis inovar e, well.. )

De volta à Curitiba, um frio com chuva bem brochante, mas ainda assim as companhias fizeram toda a diferença. Sábado de aniversário do maridoviski, almoço italiano em família e jantar italiano entre amigos – é assim que a gente gosta – ou seja, muita pasta e conversa para aquecer o corpo e o coração!

Volta para Curitiba. Tempo feio em solo, pôr-do-sol lindo nas nuvens! Vou mandar pra Gol pra ver se ganho um parabéns =D!

Então, um agradecimento todo especial a todos que compartilharam conosco esse fim de semana especial. Obrigada, principalmente, pai, mana e mano pela companhia, pela paciência e pelo aperto que fez com que coubessem mais dois.

E que venha a próxima, de preferência, sem interferências vulcânicas!

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