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Diarinho =)

Depois de comemorar o meu primeiro Dia das Mães em grande estilo – ao lado do meu Tesourinho (#donaflorindafeelings) e do meu Mórvis, eu posso continuar escrevendo.

Ah, mas antes deixa eu falar. Nesse fim de semana, descobri um blog super ultra mega, o Super Duper, com relatos, dicas, resenhas e muita coisa bacana escrita de um jeito engraçado. Dos meus preferidos desde então. E lá tem uma postagem sobre produtos questionáveis para bebês. Era sobre isso que queria escrever, mas ela roubou minha ideia antecipadamente, rs, então fica a indicação.

No mais, aqui tem sido tranquilo. Domingo quase afoguei o Miguel na banheira dei o primeiro banho desassistida, fizemos o primeiro passeio na casa dos avós e comemorei com a família o primeiro dia das mães.

Lindando no colo de mamãe depois de um dia das mães agitado…

… e capotado na posição sapinho depois de trabalhar, vulgo, mamar.

Hoje, segunda, foi retorno ao pediatra e, pra nooooossa alegria, ele ganhou 1,6kg no último mês just mamando no peito! Que lindo isso! Se fosse complemento teria que fazer dietinha, mas sendo amamentação natural não é necessário. [WTF dieta?!]

Esperando a consulta na pediatra no saco porta-bebê sonífero que ganhou da vó Dida!

No mais, queria dizer que foi muito legal o retorno que tive dos últimos posts-desabafos. Foi unanimidade o seguinte conselho: confiar no instinto, no cheiro e no amor de mãe. E esse carinho com troca de experiências, minhas amigas, vale mais que mil linhas. <3<3<3

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Uma nova amiga…

Dia de despedida não é fácil. Hoje me despedi da companhia diária da Cirene, que se tornou tão especial para mim.

Obrigada por tudo, por ter cuidado do meu filho com carinho, respeito pela pessoinha que já é e competência. Obrigada por não se prender ao arroz e feijão e não medir o que pode ser feito para que seja sempre melhor.

Dessas semanas levarei sempre o maior aprendizado de todos: é preciso cuidar com amor, que se revela nos detalhes, e é com amor que o ajudaremos a formar o seu caráter (e não com extremos ou imposições, afinal, ele é um bebê!).

Que Deus continue abençoando sua vida e te usando como instrumento nos lares das pessoas.

Sentiremos falta da tia Cirene! Mas é preciso seguir, e seguiremos com vários pedacinhos dela por aqui.

P.S.: mãe, não fica com ciúme! Mãe é mãe! ❤ ❤ ❤

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Finalmente começando!

Sabe quando você tem tanto a dizer que simplesmente não sabe como nem por onde começar? Estou assim e não consigo organizar as ideias para escrever, mas vou tentar.

Ontem fez um mês que estamos em casa. Amanhã faz um mês que minha mãe foi embora e que estamos acompanhados por enfermeiras. Desde que o Miguel nasceu tivemos ajuda, não soube o que era dar um banho de verdade nele até segunda-feira! E tem apenas poucos dias que ando pela casa com meu filho no colo. Há 2 semanas reduzimos os períodos assistidos e comecei a ser mãe em período parcial… e como a dor persistisse e eu me sentisse ainda muito insegura estamos com a Cirene até amanhã.

Sou e serei eternamente grata a todos que nos auxiliaram. E como não ser? A Cirene, por exemplo, conheceu meu filho antes de mim, observou e aprendeu como é o banho, o colo e o ninho que ele gosta, os diferentes choros e, além de compartilhar tudo isso comigo, me ensinou a maioria dos truques e dicas que comento.

O efeito colateral de todo esse cuidado é que ao final de 3 semanas em casa me sentia incapaz de tomar decisões em relação ao meu filho. Minha auto-estima foi minada a um ponto em que eu pedia permissão para pegar o Miguel no colo. Meu medo de errar, de atrapalhar tantas semanas em que ele teve suas necessidades compreendidas e atendidas tão bem, era tanto que me envergonhava da minha inexperiência.

Diariamente a Cirene me ouviu, respondeu a várias perguntas, trabalhou comigo no seu encalço, tentando aprender seus gestos e seu jeito de cuidar do Miguel. A nova-mãe cheia de querer fazer tudo do seu jeito, que contestava os ensinamentos da própria mãe nos primeiros dias, que andava com a m$%¨& do Nana Nenê de cor na cabeça e que queria colocar aquele monte de livros caga-regras em prática com o Miguel, cedeu espaço a uma menina que precisava de cuidados e reafirmação o tempo todo.

Essa semana o bicho-papão teve que ir embora de um jeito ou de outro. Em algum momento teria que assumir as responsabilidades, com dor ou sem ela. A Cirene passou os últimos dias observando, corrigindo e me ajudando. Entendi, finalmente, que, por mais dedicada e bem-intencionada que eu seja, aprenderei a cuidar do meu filho na prática até descobrir o que ficará bom para nossa família, sem manuais. Jamais serei minha mãe ou uma Cirene em miniatura. Se por um lado eu aprenderei na prática como cuidar da minha criança, ela tem uma experiência de 20 anos cuidando de crianças, metade desse tempo em UTI neonatal. É uma intensivista (e uma coisa que aprendi a respeito desses profissionais é que cuidam dos bebês com técnica e amor. De tanto observarem pacientes que não podem falar, têm o dom de compreendê-los pelas expressões e sons). 20 anos em 30 dias? Jamais. Fim da cobrança, aceitação da realidade e um pouco mais de humildade e os dias têm sido mais leves e divertidos.

Ao fim do dia, o Miguel tem estado saciado, limpo e dormindo seguro no seu ninho. Trabalho feito. Nessa semana de semi-autonomia teve neném coberto demais, neném coberto de menos, bebê dormindo no colo, bebê mamando fora de hora, banho desajeitado, choro de fome confundido com choro de cólica, choro para ser estimulado confundido com choro para dormir, massagem para cocô sem ter cocô pra sair mas, vejam só, as confusões estão diminuindo dia a dia e estou conseguindo me desesperar menos e me sentir menos mal. O Miguel também não dá sinais de estar bravo comigo, nem agora em que empurro o carrinho com os pés enquanto ele geme para tentar terminar o post, rs (pausa para dar chupeta e ver porque ele continua ranhetando, rs. Ele soltou a chupeta).

Fofo no ninho!

Hoje, ao final da 6ª semana, o Miguel tem um dia muito previsível. Continua calmo, interage com sorriso social e expressões de contentamento ou descontentamento, solta sons silabados, dorme bem, mama exclusivamente no peito, tem cólicas leves todos os dias e fortes em dias alternados. Medicamos e faço uma massagem inventada, à revelia dos livros e da Shantala.

A madrugada e a manhã já seguem uma rotina muito parecida (mas sei que nada está consolidado ainda), a tarde e a noite estão em vias de se acertar. Continuo acordando 2x durante a noite, mas com intervalos bons. Muitas vezes coloco o Miguel dormindo no berço e não o deixo chorando até dormir, à revelia do Nana Nenê.

Ele mama de 6 a 8 vezes ao dia, com intervalos de 2 a 4 horas entre uma e outra, e fica muito bem, à revelia da livre demanda. Hoje no fim da tarde mamou “antes” da hora, à revelia dos espartanos da rotina.

Estamos nos conhecendo e descobrindo o que é bom para ele. E assim começa, finalmente, a nossa vidinha.

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Um adendo inesperado…

Se pudesse, ela cairia de boca numa empada de frango e depois comeria um sorvete de chocolate meio amargo para se fazer um agrado. Como não pode, ela afoga a tristeza momentânea num potinho de iogurte de soja com uma colher de granola sem açúcar. Melhor que nada.

Há uma correção que ela precisa fazer no post anterior, mas a sensação de ter perdido o controle não a permite. Essa semana, certamente, Carmela não vai adiar a terapia.

Foi atleta amadora grande parte de sua vida, sabe que é necessário saber perder, mas não gosta. Não queria que tivesse chegado a hora de levar a sério as palavras “se for pelo bem do meu filho, tudo bem fazer uma cesárea”. Pareciam tão distantes, tão não-suas. Agora são uma possibilidade real e isso a assusta.

O corpo de uma grávida não é exclusivamente seu. Não concorda com quem grita aos sete ventos que uma mulher gestante pode fazer o que quiser com seu corpo. Mas acredita que não perdeu o direito de sentir alegria ou pesar por ele. Uma cesárea nunca esteve nos seus planos porque Carmela simplesmente não queria escolher quando o outro que lhe habita veria a luz. Mas não só isso, ela queria velar pela integridade do seu corpo, já marcado por tantas cicatrizes e já acostumado desde jovem a bisturis. Não, dessa vez não. Aquela equipe, aqueles instrumentos, não sentir parte de si, saber que está sendo cortada e depois… não ter o contato imediato com seu filho, ficar sozinha se recuperando e quando pudessse finalmente estar inteira pra ele, se ver na condição de depender, sentindo dores por dias, outro corte pra cuidar, outra limitação… não, não dessa vez.

É uma cirurgia, é essa a visão e o sentimento que se apodera dela quando pensa nesse tipo de parto. Não, não dessa vez. Mas hoje ouviu pela primeira vez o que tem tentado não escutar. Sim, muito provável que dessa vez. Bebê sentado, há mais de um mês. É desse modo que ele está encaixado. E agora, mais que nunca, se torna real a máxima: tudo pelo bem estar e pela segurança do seu filho.

Não haverá discussão se a chance real se tornar uma sentença. Sem recursos, sem contra-argumentos. Saber perder, mesmo que não goste. Nesse momento, tudo que ela quer é não perder o direito de lamentar pelo seu corpo.

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35 semanas e um mini-balanço

35 semanas. É isso. Saindo do 8º e caminhando pro 9º mês. Data prevista pro parto? 09 de abril de 2012. Prevista sim, marcada não. Tentaremos o parto normal, respeitando a vontade de Deus e do Miguel. Cesárea? Só se houver indicação por estarmos em risco – sem stress se tiver que mudar de plano, mas sem antecipação.

Se tudo continuar caminhando bem, portanto, será normal, hospitalar e não descarto o socorro da analgesia se o bicho pegar. Na verdade, me considero até que resistente à dor mas, por outro lado, já a senti em demasia nessa vida e conheço bem os meus limites. Trago na bagagem de braço quebrado a tiro no peito, de cólicas fortes por endometriose a cólicas insuportáveis por pedra na vesícula: em algumas dessas situações aguentei 08 horas de dor sem intervenção, em outras, intervenções necessárias sem anestesia. Não tenho medo dela tanto quanto detesto desconfortos em geral ou cirurgias. O que me deixa ansiosa mesmo é estar com o intestino preso justo no dia que entrar em trabalho de parto. Pois é, porque por mais natural que seja acontecer algum acidente no momento, eu não queria essa naturalidade comigo. 

Nosso filhote, por sua vez, dá sinais de que está cansado da barriga da mãe. Na última consulta, sexta-feira, ele, que estava em apresentação pélvica até meados de fevereiro, já tinha encaixado em posição cefálica, está com o corpinho todo do lado direito da minha barriga, já comecei a ter o apagamento do colo do útero e já estava com 1 dedo de dilatação. Pra falar a verdade, a 34ª semana foi a mais estranha até agora, em termos de sensações. Fiquei resfriada, tive dores e lombalgia e, pra ajudar, meu intestino simplesmente não funcionou sem ajuda. Bom, agora já sabemos que as dores possivelmente eram da dilatação e que a pressão é da cabecinha do bebê. Ele está ótimo, se movimentando bem, com batimentos normais e líquido suficiente. Amanhã faremos alguns exames para acompanhar.

Nenê Nina aconchegada no barrigão de 34 semanas e 6 dias =)

Passei o fim de semana ansiosa, um misto de euforia pela proximidade do Miguel e de insegurança. A insegurança foi aplacada desrespeitando um pouco o repouso recomendado e terminando de arrumar o que faltava, pro caso de ele adiantar. Agora já to quietinha, “colaborando”. Estou me sentindo mais tranquila, até porque ter um pouco de dilatação em primíparas não significa que o bebê vai nascer dali a pouco: podem durar horas e emendar num trabalho de parto ou dias e até semanas. Ou seja, há chances reais de chegar a termo.

Agora to aqui, recém chegada da consulta com o endocrino, me sentindo super bem com meus 10kg adquiridos em 35 semanas (já pesei isso sem estar grávida hahahahaha). Ao invés de me dar bronca pelas escapulidas ocasionais da dieta, que consistem em comer uma fatia de pão integral a mais ou uma fruta extra antes de 3h de intervalo entre as refeições ou arroz branco quando não tem outro, ele me tranquilizou e disse que minha alteração foi pouca, minha glicemia está controlada e que, depois que o Miguel nascer, o cuidado será apenas preventivo, sem “exageros de diabéticas neuróticas” (nas palavras dele). Exercício físico, peso adequado e pouco ou nenhum açúcar na dieta, pra sempre – nada que não seja indicado ao mundo em geral. Ai que alegria!

Agora seguimos esperando. O baby continua em seu processo de engorda e nós continuamos no nosso processo de espera!

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Experiências novas…

A natureza é muito sábia: dá nove meses de espera para os pais para que ambos se adaptem com calma a tantas mudanças. Coisas que facilitam a vida ou que fui aprendendo no dia-a-dia de gestante – é sobre isso que queria escrever, não porque me ache experiente (até porque falo do alto das 29 semanas e meia), mas porque deram certo pra mim, para algumas amigas, e poderão dar certo pra você também. Quem sabe? Gravidez é um fato muito pessoal.

1 – Aliás, que a gravidez é muito pessoal foi minha primeira lição, embora seja muito importante ter uma conversa detalhada com sua mãe sobre a gestação dela. Acredite, há muito dela em você e umas das dicas mais valiosas que recebi – também dada pela médica – foi perguntar sobre seu ganho de peso, complicações, diabetes gestacional, trabalho de parto e até mesmo sobre o aparecimento ou não de estrias durante a minha gestação. Não que necessariamente tudo que ocorreu com ela vai se repetir, mas a genética taí, fia.

2 – Limão espremido em água foi o que me salvou da sensação de estômago ruim que tive no primeiro trimestre. Não chegou a ser enjoo, mas como estava de repouso minha digestão ficava muito lenta e me sentia mal. Não sei de onde saiu a receita, mas funcionava. Vai ser porque é ácido… Alguém palpita?

3 – A regra das porções menores mais vezes ao dia, que aprendemos nas reeducações alimentares da vida, vale ouro! Seu bebê cresce e não quer saber se tem espaço pra isso. Vai empurrar tudo que encontrar pela frente, incluindo seu estômago.

4 – Comece desde já a fazer atividade física, especialmente a que fortaleça sua musculatura das costas. Ai que sufoco tem sido de manhã, logo depois de acordar… antes era a parte de cima que doía, agora é a lombar. Mesmo que você não engorde muito, o peso da barriga te força pra frente. Quando não der jeito, deitar de lado com um travesseiro entre as pernas ajuda a aliviar a tensão sobre o local e, pra quem está no começo da gestação, sob os joelhos, deitada de costas, também.

5 – Todo lugar vai orientar para deitar sobre o lado esquerdo; é melhor pro bebê. Não sei o motivo. Deitar de costas depois do 5º mês, em compensação, é tido como péssimo, porque pode pressionar a veia cava e diminuir a oxigenação do feto. Bem, eu sempre dormi de costas. Qual não foi a minha dificuldade ainda nas primeiras semanas para ir treinando dormir diferente… Que difícil. Mas só resolvi conversar com a minha médica no bendito 5º mês. Ela liberou, afinal, o líquido amniótico tá lá pra proteger mesmo, mas me adiantou que o meu próprio corpo se encarregaria de me limitar a ficar nessa posição. Infelizmente esse dia chegou, mas felizmente pude dormir bem nos últimos dois meses, curtindo minha posição preferida.

6 – Converse, converse, reconverse e converse de novo com seu médico, prioritariamente. Internet, ler? É bom. O “O que esperar quando está esperando” é um clássico que ajuda nas dúvidas que não dão para esperar até a consulta seguinte. BabyCenter, Bebê Abril, Revista Crescer tratam os assuntos genericamente. Considerando que a gravidez é única e exclusiva, ninguém melhor do que quem nos acompanha para orientar de acordo com nossas necessidades pessoais.

7 – Nessa mesma linha, achei interessante os grupos para gestante, as discussões sobre parto humanizado, mas fiquei um pouco assustada com a hostilidade que há entre eles e obstetras. Já postei sobre isso. Não gosto de nenhum tipo de padronização – nem a médica nem a romantizada. Cheguei a ler médicos como monstros e doulas como estelionatárias nessas discussões. Não é bem assim de nenhum lado. Ninguém melhor que eu e meu marido poderá escolher o que consideramos melhor para nosso filho, mas essa escolha deve ser orientada, embasada e levar em conta o bem estar prioritário do bebê, na nossa opinião. Por isso, não importa com quem se consulte ou de que grupo participe. Confiança em quem te orienta é fundamental. Senão, troque de médico, de lugar, saia dos grupos.

8 – Especialmente se tiver plano de saúde, sugiro que tente fazer fisioterapia direcionada pra gestação. Pra mim tem sido ótimo… fazemos alongamento e fortalecimento específico pros grupos musculares mais exigidos na gestação e acredito que, embora esteja sedentária, minhas dores nas costas não estão piores por conta disso; abordamos técnicas respiratórias e de expulsão (estou na fase de optar por uma de cada e focar) com exclusividade, sem uma sala cheia de gestantes respirando rapidinho pela boca (tentei treinar umas duas vezes em casa junto com o Ulisses – ele não parou de rir e eu não conseguia fazer nada, pelo mesmo motivo. É, eu acho bem engraçado os “fu fu fu fu fu fu, fufufufufufuf, fu fu fu fu” da vida); enfim… vale cada sessão.

9 – Dormir sempre que puder. Mais que quantidade, qualidade é fundamental. Durmo pouco normalmente e ainda tenho um certo bloqueio quanto a dormir de dia ou fora de hora, mas o corpo pede e pede e pede não é à toa. Quanto mais chegamos perto do fim, mais sinto necessidade de descansar. É sábia a constatação de que a gravidez por si só é um acontecimento biológico cansativo. E bebês crescem e se desenvolvem muito bem com a mãe repousada =).

10 – Não sei o que é esse tal de desejo de que falam tanto. Se for uma vontade súbita de comer algo, então tive umas 30. 90% foi de empada de frango. 10% de coisas com lactose que eu não posso comer mesmo. Mas se existe essa tal vontade “me dá senão eu morro” eu não sei dizer. O negócio é: ficou com vontade, está disponível, não prejudica o bebê e não detona completamente a dieta saudável? Coma. Com moderação.

11 – Nutricionista é uma amiga. Uma amiga chata, que restringe um mundo de delícias só permitidas socialmente durante a gravidez, mas é sua amiga e foi você quem a quis. Então, valorize seu dinheiro, reclame nas redes sociais, mas obedeça Heheheheh. I do. Não me preocupo tanto com o retorno à boa forma (me achei, agora hahahaha) quanto como com o bem estar do Miguel. Acredito piamente que o pós-parto vai ser tão corrido que, ainda que eu ganhe mais um monte de quilos além dos necessários, irei perdê-los. O problema do ganho de peso excessivo (ou de não engordar o suficiente) não é estético, é com o bebê. Se há uma limitação calórica na dieta, por exemplo, não é por estética, pode ser pra evitar sobrecargas de glicose, as calorias vazias, o risco para o parto e para o neném… Alguém da saúde vai explicar melhor.

12 – Dirigir é legal, mas a parte de baixo do cinto deve ser passada sobre a sua coxa. Alguns bebês gostam de sentar na bexiga da mamãe nessa hora, né filho? Então quanto menos aperto na barriga, melhor. Tirar o pé do acelerador é interessante, rs. A gente tá tão mais leeeeeenta, pra que se arriscar de super-motorista?

13 – A não ser que esteja no Mulheres Ricas, não hesite em fazer listas, procurar listas, refazer listas, mandar fazer itens, fazer você mesmo, reaproveitar móveis, aceitar que uma amiga que vai pro exterior (onde artigos de bebê costumam ser mais baratos e melhores) traga algumas encomendas, pesquisar na net… O bolso agradece quando a gente prioriza o que precisa e pesquisa preços.

14 – Presentes são bem vindos e se forem de família, além de tudo, é uma forma de todos participarem – acredite, todos querem participar. Permita, se se sentir à vontade, e até diga quais são as necessidades. Mas não acho legal nos sentirmos tão à vontade assim. O mundo não tem obrigação de receber nossos filhos por nós. #roletadounfollow, como diz uma amiga @.

15 – É mais fácil uma gestante pegar toxoplasmose comendo verdura mal lavada na casa de quem critica seus gatos do que dos seus bichanos, especialmente se eles forem vacinados e bem cuidados. E gatos NÃO MATAM crianças nos berços, não atacam o rebento recém-chegado nem planejam dominar o mundo durante a noite. Coisa chata ter que ficar explicando isso. Uma hora cansa e você desiste. Simples assim. Quem é contra, vai continuar sendo contra.

16 – Vestidos soltos, batas compridas, calça molinha e um jeans com elástico na cintura são curingas. Um cinto pra dar forma e um casaco que cubra a bunda e, em tese, você passa bem os 9 meses.

17 – Compartilhar roupas de bebê entre amigas é legal, sustentável e barato. Só recebê-las não. Se o bebê ajudante for maior, é legal que as roupas maiores do ajudado entrem na dança das cadeiras e voltem pra ele depois. Se não tá no espírito, nem entre.

18 – Fotos, fotos, fotos. Fotos. Mas por favor, sem pose mãe-piriguete, mãe-sensual, lingerie de fora e “olhem minha barriga sexy”. Eu sei que a mulher que mora em nós (que brega) não morreu, mas não é catálogo de sedução, fia, é foto de gestação. Foco. Se o estúdio ou fotógrafo (a) acha legal fazer pose de olhar 63, batinha aberta caindo no ombrinho, ou só de sutiã mesmo, corrão para as montanhas. Se você acha legal, desculpe mas não vou pedir desculpa. E falando nas fotos, a dica que me deram foi fazer um ensaio entre a 30ª a 36ª semana.

19 – Chegou até aqui? Heheheh. Obrigada. A gestação me fez falar e escrever mais. Fica a dica.

20 – É verdade que tem um boom de crescimento na barriga a partir da 20ª semana.

21 – Fraldas de pano são modernas, sustentáveis, lindas, morri de vontade desde quando soube da gravidez, pesquisei um monte e usaria se morasse em uma casa. Com dois varais pequenos, que serão utilizados todos os dias, em uma lavanderia de apartamento não vou arriscar.  Para minimizar minha culpa com o planeta, pretendo plantar árvores para cada pacote de fralda descartável consumido. Ainda não falei com o marido a respeito. Acho que ele não vai se opor.

22 – Cremes na barriga e no seio não garantem um corpitcho estria-free =( mas ajudam, inclusive com a coceirinha que dá na barriga lá pelo 6º mês em diante.

23 – A contagem de tempo da gravidez é meio estranha mesmo. É a partir da data da última menstruação e é feita em semanas. Se converterem o que você disser, dividindo por quatro, vai parecer que você não sabe contar direito ou que vai ficar grávida por 10 meses. Optei por falar as semanas ou que estou em tal mês. Fico semanas falando que estou em tal mês e tudo certo.

24 – No começo achava que os chutinhos eram gases. Gigantes bolhas que não saíam e que ficavam tremendo num ponto isolado da minha barriga. Lá pela 18ª semana assimilei que era o Miguel. Agora ele anda de um lado pro outro, às vezes senta inconvenientemente na minha bexiga ou se enfia por baixo das costelas (esse dia demora, mas chega, e é angustiante da primeira vez, depois passa). É uma delícia sentir o bebê mexendo. Vamos ver daqui pro fim, que o espaço diminuiu e ele cresceu, rs, se vai ser bom.

25 – Cabeça fica ruim e a gente esquece muita coisa. Não achei receita pra isso e acabei de esquecer qual era a meta inicial do post. Melhor parar por aqui.

Beijos, suas lindas!

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7º mês – resumo da ópera

Iniciamos nossa 29ª semana.. quando menos esperarmos o Miguel estará aqui conosco. Até agora, posso dizer que a gravidez tem sido tranquila. Teve seus pontos tensos, especialmente no primeiro trimestre, com os descolamentos de placenta, repouso e tal, mas de lá pra cá tem sido de boas surpresas.

Ganhei mais peso do que o imaginado, isso é verdade. Já são praticamente 9kg a mais e ainda tenho mais dois meses e meio pela frente. Tanto a médica quanto a nutricionista nunca apostaram nesse valor já pra agora, ainda mais considerando que até o 5º mês eu praticamente não havia engordado. Tem a chata da dieta com restrição de glicose, mas é só até o bebê nascer. Fora isso… não tive enjoos, muito pouco mal estar, cansaço e inchaço condizem com o período da gravidez e com a vida sedentária que tenho levado e humor instável nunca foi novidade (se bem que considero que está melhor na gestação).

Tem dias que me acho linda, tem dias que me acho um trapo. Tudo fica lindo ou tudo fica horrível. Perdi quase todas as roupas anteriores e não comprei muitas novas. Testo diariamente minha capacidade de me renovar com as mesmas peças.  Como não sou boa nisso, me viu uma vez na gravidez, me viu todas.

Os preparativos correm .. montamos um quartinho lindo sem estourar o orçamento: reformamos móveis, mandamos fazer os itens do enxoval (parece que não, mas fica tão mais em conta) e estamos colocando a mão na massa no maior estilo ‘faça você mesmo’. Toda a decoração, potinhos e outros mimos estão sendo feitos com muito carinho por mim e pelo maridão, com ajuda da família. Na falta de arquitetos e decoradores, teve muita revista e fotos e olho grande em vitrines no lance! Bom, quando terminarmos posto o resultado. Não é provençal nem temático, mas tem listras, xadrez, cavalinho de pau e bichinhos… meio campestre, meio moderno, não sei ao certo.

Sapatoteca do Miguel *-*

Essa fase entre o segundo e o terceiro trimestre é muito boa. Sinto o Miguel cada vez com mais intensidade; sei onde ele está e até arrisco adivinhar em qual posição. Sentí-lo soluçar é muito engraçado e confesso que vivo meu dia para ser chutada e socada com alegria!

Tinha um medo muito grande do parto. Tem horas que ainda acho que esse momento não existirá, que é lenda. Ultimamente tenho estado mais confiante. Penso que já senti tantas e diferentes dores nessa vida – cirurgias, tiro, cálculo – que não me assusto com as temidas contrações e etc. Estou me preparando para o parto normal, mas está nas mãos de Deus a forma como ele virá. Nenhuma preparação será perdida, nem nossa alegria menor, se não der certo na hora.

Será que eu entendia alguma coisa desse reino encantado das futuras mamães? Ainda não sei trocar fraldas e nunca concluí um trabalho nesse sentido. Dei mamadeira poucas vezes e amamentar no peito, apesar de um desejo, ainda me é um mistério. Tentei fazer todas aquelas preparações doloridas, como passar bucha vegetal, mas tô fora de dor por enquanto e banho de sol localizado não é uma opção cogitável para mim.

Não faço ideia de como um banho é dado, muito menos de como se deve cortar a unha de um bebê. Também continuo com medo de vestir aqueles bodies malucos na criança – é surreal que uma cabeça daquele tamanho passe por aqueles buracos minúsculos. Criança deveria usar fralda e só (hmmmm…. talvez em casa, quando não estiver muito frio, rs…). Não sei a ordem mamada-arroto-brincadeira-soneca nem o que fazer quando o bebê tem cólicas.

Não pretendo usar chupeta, nem dar mamadeira em substituição, adoçar ou salgar alimentos, nem dar chás ou água antes do pediatra mandar. Quero usar sling, mas ainda acho que vou precisar de uns dois braços a mais pra carregar tanta tralha – imagina que vou querer passar apuro por preguiça de montar bolsa! Até que a experiência me desautorize, vou carregar uma casa.

Tô meio que esperando uma luz divina, um botão instant-mommy, porque não tenho paciência pra vídeo no youtube e não pude participar de nenhum curso para gestante do último semestre. Ler? Isso sim, leio bastante. Também converso com mãe, sogra, amiga que é mãe, mas maternidade é uma experiência muito pessoal.

Meu marido diz que a gravidez é uma medicina muito avançada. E é. Tudo tem seu tempo e está programado para que as crianças cresçam e sobrevivam, inclusive à falta de experiência dos pais, rs (que não é sinônimo de negligência). Então beleza, vambora que no final dá tudo certo! O ingrediente mais importante já temos de sobra: amor. Amor que quer proteger, amor que quer ensinar, amor que quer dar limites, amor que quer amar Dá pra fazer uma música. Será simples assim???

That´s all, folks!

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