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Vem, Alice! 34 semanas.

Ela está chegando.

Não, eu não estou sendo apenas levada pelo calendário, já que são 34 semanas e um dia (ou 2, há controvérsias, rs). Meu corpo sente, ela avisa, o irmão avisa, os gatos avisam.

Tem sido uma gestação saudável e tranquila, embora a Alice seja bem agitada. Pudera. Eu não paro. Tem o filho mais velho no auge dos seus quase dois anos, curioso e explorador, que demanda cuidado e atenção integral. Desmamou há menos de um mês, após um longo processo gradual, “semi-natural”. Tenho tomado café. Parei. Hoje. A tarde. Mas nada de alarmes, sustos, riscos ou glamour.

Listas imensas de enxoval com itens salvadores da maternidade não existiram. O essencial – roupas confortáveis, lugar para dormir (ou colo, como diz a GO), itens de higiene – já foi garantido. Algumas coisas faltam chegar. Outras estão à espera do pincel e da tinta, e do tempo, mas não são prioridade.

Foi uma gravidez de prioridades. Temos buscado nos informar, discutimos com a equipe médica/técnica as preferências para o parto, considerando o bem-estar dela e uma experiência familiar o mais plena possível no contexto das nossas crenças.

Dizem que o segundo filho vem meio largado. Eu não diria largado, mas gestá-lo é mais tranquilo e automático, no sentido de que muitas inseguranças e fragilidades podem ter sido trabalhadas após a primeira gestação. A quem se permitiu se renovar, se despir, renascer com o nascimento do primeiro filho, uma outra história pode ser vivida, mais intensa talvez.

O parto da Alice começou em julho de 2011, quando soube da gestação do Miguel. Tem sido uma busca lenta e nem sempre agradável. Mas a experiência de autoconhecimento que esse processo proporcionou é indescritível.

E ela está chegando.

Ela dá sinais.

Ela fala.

Nesse momento, começo a ansiar por vê-la, pegá-la, sentí-la, por ajudá-la ativamente a vir para o mundo, aninhá-la, cheirá-la, amamentá-la, agarrar a cria que nem bicho. Me sinto preparada para ela, finalmente.

Vem do fundo do meu coração um “vem Alice, vem que estou pronta!”. Quase chamo as contrações. Mentalizo sua chegada. Ao mesmo tempo, me resigno e peço: “espere um pouco mais. Fique mais fortinha. Mais um mês, vamos negociar?”.

Quero cada vez mais me aninhar e olhar pra dentro, tentando compreender os sinais que minha menina me manda.

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Ah, essa maternidade sempre tão misteriosa, tortuosa, indecifrável. Que diferença do relato da primeira gestação!

Sei também que seus primeiros meses já serão de outra forma. Não me arrependo das escolhas daquela época, embora não repita muita delas. Foram importantes no processo que me trouxe até aqui e também tiveram a marca sublime do amor. Valorizo tudo o que esteve envolvido na chegada do Miguel, até mesmo o estoque de mamadeiras que jamais foram usadas.

———-

Estou aqui, filha, inteira, à tua espera, fazendo o melhor que posso para que possa também renascer contigo, para que seu tempo e seu ritmo sejam respeitados. Desejo que consigamos.

Vem Alice! No seu tempo.

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Crédito ou débito?

Conforme as crianças crescem, nos surpreenderemos muitas vezes com sua capacidade e velocidade em assimilar as coisas.
Parece que, conforme a língua destrava e a linguagem se desenvolve, um mundo todo é descortinado – para nós. Para eles, é como se fosse a oportunidade de, enfim, mostrar tudo o que já sabiam mas não conseguiam exprimir. Considero uma das partes mais legais de acompanhar o Miguel de perto: notar o quanto ele aprende e o quanto já havia aprendido embora nós ainda não tivéssemos notado.

Ontem houve uma situação engraçada. Fomos a uma loja juntos e na hora de pagar, ao tirar o cartão, ele o pegou da minha mão, entregou para a vendedora e disse: “no quédito”. Simples e rápido. Ambas ficamos nos perguntando se era aquilo mesmo e ele com cara de super naturalidade.

Foi ontem também que, nas duas vezes em que saímos rapidamente (e, portanto, sem bolsa), ele pediu “mamãe, compá água” ao invés de pedir para tomar água.

Peço licença para um parênteses. Ele vai conosco ao mercado desde poucos meses de idade. Já sabe onde ficam as coisas de que ele gosta – frutas – aprendeu que não é um passeio mas que pode ser divertido (apontamos nomes das coisas e conversamos com as pessoas – normalmente porque ele tá no sling e isso chama a atenção). Quando algo que ele quer – fruta, rs – acaba em casa, sendo o mercado a uma quadra daqui, costumamos ir juntos comprar. O resultado é que ele pede para comprar a fruta que está com vontade quando acaba (e pelo visto ele estendeu esse conceito a tudo que ele não tem em mãos),  já decorou o nome da rua de tanto ouvir o endereço de entrega aqui de casa e, pelo jeito, aprendeu que existe um negócio mágico que, além de parecer um brinquedo cheio de botões (ele chama cartão de “tutu”, por causa do barulho da maquininha), também autoriza a levar tudo aquilo para casa.

Tirada as bonitices, há pouco eu e o Ulisses nos pusemos a pensar sobre a aparente simplicidade do que aconteceu e um novo desafio que nos foi apresentado.

Nossas crianças, falo daquelas com as quais convivemos, praticamente não sabem o que é dinheiro em papel. Existe um plástico que é acionado por uma das duas alternativas – crédito ou débito – que permite trazer coisas para casa.  Se precisar daquele papel colorido, basta colocar o plástico numa máquina, apertar alguns botões e pronto!

Buscamos uma criação que não supervalorize o “ter”. Não há passeios para compras. Definitivamente, shopping ou loja não é passeio e não atribuímos esse nome às necessárias idas ao mercado e etc. Não valorizamos datas comemorativas pelo aspecto do presente – aliás, nessa semana, após uma manhã fora, chegamos com um presente para ele e ouvi “não pisente (que ele não entende o que é). Mamãe”. Não compramos algo que ele veja e queira se não for necessário. Reaproveitamos, cuidamos de ensinar por que estamos comprando determinadas coisas quando ele está junto. Mesmo assim, com um ano e oito meses ele paga “no quédito” e pede para “compá água”.

As duas situações nos descortinaram um novo momento, um novo desafio – o de incluir mais cedo do que o planejado na educação do pequeno a noção do dinheiro, do necessário, do trabalho. Isso passa por aprender como fazer, claro, porque eu não sei (aceito sugestões). Passa também por cuidar da linguagem que utilizamos – essa ferramenta poderosa que ajuda nossos filhos a criarem seus próprios mundos a partir dos nossos – para que a ideia de comprar não se fixe como um ato mágico que me traz tudo que eu não tenho mas que eu quero. Passa por ajudá-lo a compreender que a solução para a sede e para a fome de banana pode ser “tomar água” e “comer banana”. Passa, por fim, por ensiná-lo como pedir.

Nesse ponto, peço licença para um pequeno confessionário lado B: ouço minha voz de comando quando ele me pede algumas coisas. Ele ainda não sabe construir a frase “você pode me trazer um copo de água, por favor?” e nem espero isso dele tão novinho. O “por favor” , essa gentileza que deixa as relações mais gostosas, está sendo ensinado. Mas muitos dos seus pedidos tem a entonação dos comandos e ordens que ele ouve e o exemplo fala mais alto. Alguém já disse – mas eu não me lembro quem – que nós formamos a voz interior da criança e quando me escuto nele, me envergonho muitas vezes.

Eu sei que o Miguel é muito novo para compreender a complexidade da relação de consumo, trabalho, remuneração, custo, etc, etc, etc, mas é desde cedo que ensinamos, não é? Do mesmo modo que ele assimilou, de certa forma, um aspecto da relação de consumo, será possível construir a médio e longo prazo uma relação diferente.

Um novo desafio bem propício para a época mais consumista do ano.

Sou grata por poder crescer com meu quase ex-bebê. Pena que ele ainda demorará a compreender o quanto ajudou sua mãe a amadurecer.

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Útil e fútil na atual conjuntura

E lá se foram um ano e quatro meses usando e não usando, adquirindo e se desfazendo de muitas coisas que amparam ou atrapalham o exercício da maternidade.
E lá se foram dias e dias de consumo e reflexão, algum dinheiro bem gasto, outro tanto que poderia ter sido gasto em outro momento e um tanto jogado fora.
Então resolvi me perguntar: Melina, e se você engravidasse de novo, o que teria no seu novo enxoval? E a partir dessa pergunta saiu esse novo Útil e Fútil (aqui, link com o primeiro de todos, com uns 40 dias de maternagi)
Considerem o que segue para compreender a inclusão e a exclusão de alguns itens – a forma como se vive a parentalidade influencia demais a avaliação dos produtos. Durante a gravidez eu não havia conseguido me responder que tipo de criação, que tipo de mãe eu queria ser, portanto, tudo parecia útil, tudo era tentador. No decorrer dos primeiros meses, ainda não sentia que tinha me encontrado no mundo da maternagem… questionava muitas decisões e ações, repetia outras sem pensar, até que as arestas foram sendo amparadas e me identifiquei com uma forma de criar baseada na intuição, no afeto, no consumo consciente e, muitas vezes, respaldada em evidências científicas (porque você sai do mundo nerd, mas a nerdice não sai de você). Alguns chamam isso de “attachment parenting” (e pela internet você poderá encontrar muitas informações e evidências sobre isso), algo como criação com apego. O que pode parecer um método nada mais é, justamente, que um anti-método. Apenas agir conscientemente, mesmo que tradições sejam rompidas, e ouvir o coração.
Assim, vou usar como base as nossas vivências com diversos produtos.

Primeiro, vou expor a lista de básicos para um enxoval, se eu fizesse um novo hoje, separada por áreas. Logo abaixo, alguns itens considerados must have e o motivo pelo qual não compraria ou esperaria, ou seja, a razão pela qual eu não repetiria a mesma experiência com eles.

Alimentação:

NECESSÁRIO:

– Vontade de amamentar e apoio do parceiro/família. Já são 50%. Informação, participar de redes de apoio e pediatra comprometidos ajudam. O resto vem com o tempo e a prática.  Eu sei que nem todo mundo consegue amamentar, mesmo com vontade de. Mas o que tenho observado é que quase sempre essa mulher desejava continuar mas não teve informação ou apoio para vencer as dificuldades e foi convencida de que o LA seria a salvação. Se tivesse tido paciência das pessoas com mais experiência, do pediatra, se tivesse sido apoiada, talvez tivesse realizado e vivenciado o desejo de amamentar por mais tempo. (E sempre haverá, também, quem não quis. Qual é o problema em assumir?)

– Na zona intermediária entre o necessário e  útil, no caso de querer prevenir ou dirimir problemas, contato de uma profissional em aleitamento.

ÚTIL (porém, não necessário):

– Concha para seios. Logo no primeiro dia em casa você pode se deparar com seios doloridos, inchados, por conta da adaptação para amamentar. O toque da camiseta pode doer, e embora as conchas NÃO sejam NECESSÁRIAS, são uma mão na roda entre uma mamada e outra para isolar o seio. Por outro lado  – ALTERNATIVA – você pode deixar o bico do seio respirar livre, e certamente será o melhor, mas pode ser que não seja possível em alguma ocasião. Em todo caso, eu jamais aproveitei uma gota sequer do leite coletado pelas conchas. Não é adequado. Prefira conchas vazadas. A umidade também não faz bem. 

– Óleo, indicado pelo médico, para ajudar a hidratar. ALTERNATIVA: passar o próprio leite.

Após 6 meses:

– Babador de vestir: na fase de introdução de alimentos, após os 6 meses, eu compraria de novo. Mil vezes melhor que babador de pano, porque isola mais, e se for impermeável melhor ainda!

– cadeira de alimentação de acoplar na cadeira normal, portátil.

DESNECESSÁRIO:

– Mamadeiras: acredito que seja mais eficiente economizar o dinheiro com o estoque de mamadeira e bicos e investir em uma consulta com uma profissional em aleitamento, se a mãe pretende amamentar. Será um investimento com retorno certo. Resulta em economia de energia pessoal, de leite em pó desnecessário, de stress e de cara você aprenderá muitas coisas que manuais, internet, GO e pediatra não te ensinam. Só como curiosidade: estoquei 10 mamadeiras – 9 da AVENT e uma da Chicco, fora os bicos. Não usei nenhuma para essa finalidade. Hoje, troquei os bicos e as que restaram servem de copos para água ou suco, embora eu use muito mais as tampas como copinhos.

– Esterilizador: você não vai precisar de mamadeira ;), a não ser que queira usar para as conchas, que talvez você não precise usar. Portanto, eu aguardaria a necessidade e, se preciso, compraria um para microondas. O meu é da AVENT.  ALTERNATIVA: boa e velha água fervida.

– Chupeta: eu nem sei onde ela se encaixa, mas considero desnecessária e prejudicial, embora a decisão seja muito pessoal (como tudo nessa lista, né gente). Miguel usou de 1 mês a quase 5 meses, quando deixou sozinho. O bebê amamentado em livre demanda já tem sua necessidade neural de sucção atendida; amamentar, além de tudo, ajuda com as cólicas (eu achava o contrário, relevem). Se chupar o dedo, não tem problema. Bebês na barriga chupam o dedo! É mais natural que um bico que você tem que insistir para a criança usar. Sem falar que depois de criada a dependência, tem que tirar. Que confuso né. Não me arrependo na medida em que nos ajudou nas circunstâncias em que estávamos, no contexto das crenças que tínhamos. Mas eu não teria uma chupeta prévia em casa como parte do enxoval. Aliás, se tem um presente de grego que eu já dei foi esse… paciência. Também dei muita mamadeira… shame on me.

Após 6 meses:

– Garfo/faca torto: a fase de alimentação complementar é um momento consumo total! Colher, garfinho, pratinho, copinho, babador … não importa o método que você usa. Talher é algo que seu filho usará um dia, mesmo que ele coma sozinho em BLW. Contudo, mesmo que tentadores, eu não gastaria com talheres tortos. Eles são feitos para destros e nessa fase o cérebro do seu filho ainda está em formação, ele não sabe se é destro ou canhoto. Melhor não forçar a barra. Deixe o talher reto, no centro, e deixe-o escolher com que mão usar. Mais natural, né.

– copo de transição: pode até ser útil em alguns momentos, especialmente aqueles com bico anti-vazamento, mas um dia a criança vai usar copos, então acho desnecessário criar uma outra transição, até porque desde RN os bebês conseguem tomar leite no copinho (é meio confuso e faz sujeira no começo, mas passa) . Além disso, os bicos moles dos copos de transição podem causar os mesmos problemas do bico tradicional de mamadeira, incluindo confusão de bicos para os bebês amamentados. É perfeitamente viável ensinar a beber no mesmo copo do adulto, ou usar xícaras ou copinhos de tequila. Aqui, preferi ensinar a tomar em tudo quanto é tipo de recipiente, então ele não tem problema com canudo, squeeze, copo, xícara, bico de transição (rígido) nem mesmo com o bico mole (que acabei usando como forma de vedar a mamadeira para levá-la cheia na bolsa.). É o tipo de coisa que dá pra evitar ou esperar.

– Babador de silicone com coletor: controverso. Dá certo pra muita gente, nós não nos adaptamos.

– Pratos: eu esperaria engrenar bem a AC (alimentação complementar), porque é algo que pode ser adiado por meses. O Miguel usou a bandeja do cadeirão até quase um ano, já que comia sozinho e em pedaços. Muitas vezes usei tampa de pote ou pote de plástico. O prato ia pro chão! E depois, até acertar o modelo, foram mais uns 5. Eu esperaria.

Passeio, Sono, Cuidados e Segurança:

NECESSÁRIO:

– Sling: barato, durável, confortável, é meio de transporte, é meio de carinho, ajuda a aliviar as cólicas, ajuda na amamentação em função do contato, estimula vínculo, evita hiperestimulação da criança, permite que ela enxergue o mundo de outra perspectiva e compartilhe as experiências visuais e sensoriais de quem a está carregando… quer mais?

– Bebê conforto/cadeirinha: indispensável, mesmo naquele trajeto casa da vó-casa. Não é item para evitar multa. É item para proteger a integridade e a vida do seu filho. Não economize. Não deixe de comprar o melhor que você puder. É o tipo de produto que você torce para nunca usar, mas se um dia precisar, quer ter a consciência tranquila de que tem algo seguro no carro. O modelo que usamos foi o KeyFit 30 da Chicco; hoje usamos a cadeira Eletta, também da Chicco, esta é reversível e pode ser usada como bebê conforto.

– Termômetro, pomada contra assadura (hoje uso e recomendo a da Welleda, natural; antes, usava a de nistatina com óxid de zinco, genérica da Dermodex), sabonete  (uso o Cetrilan, que ajuda a prevenir as lesões da dermatite atópica que o Miguel tem, antes usava o glicerinado da Granado), algodão em rolo.

– 2 caixas de fraldas de pano: versáteis, duráveis, macias e baratas. Corte, costure e tenha 4 fraldinhas de boca a partir de uma fralda. Deixe algumas grandes. Passe elástico em duas e tenha um forro fixo de trocador. Bingo!

– 3 cueiros: versáteis, baratos, duráveis. Servem de lençol, toalha, forro, forro de trocador, manta…  ainda uso todos!

– manta de microfibra, tamanho um pouco maior para durar até um ano. Pau pra toda obra, quente, macia e confortável.

ÚTIL:

– Carrinho que deite e vire moisés: se você se adaptar bem ao sling desde RN, talvez pouco use o carrinho. Eu não pude carregar o Miguel nem mesmo no sling nos primeiros meses, em função da dupla cirurgia e do risco de romperem os pontos mas, assim que comecei a usar e fui me adaptando, o carrinho foi ficando subutilizado e hoje passa mês inteiro e nem usamos. Mas no começo usei bastante em saídas mais longas porque o Miguel dormia muito, portanto, o modelo que vira moisés foi bem investido. Agora que já tenho é fácil falar que não compraria de cara. Mas é isso, eu não compraria de cara. É um gasto alto que pode ser economizado. O nosso é o da Chicco, o Cortina Travel.

– Babá eletrônica: se a opção for por dormir em quartos separados, a babá pode ser útil para ajudar a ouvir e ver o que a criança precisa. Não me adaptei com o ruído da nossa, então, quando não praticávamos cama compartilhada, nos revezávamos para dormir na cama auxiliar. Ela foi bem usada na época em que ele dormia na cama mesmo, entre o período em que ele dormia (cedo) e que nós íamos dormir (tarde), porque podíamos ver assim que acordava, sem medo de que caísse antes de ouvirmos. Quando foi para o colchão no chão esse problema acabou e, portanto, mais um item foi aposentado. Usamos uma da Summer Infant.

– Berço ou moisés: se a opção não for por cama compartilhada, nessa ordem, prefiro moisés e depois berço. O moisés é legal para ficar no quarto do casal, enquanto o bebê couber e enquanto os pais decidem se usarão berço, adiando o gasto alto que talvez não seja necessário. Se optarem por berço, um que vire cama baixa vai prolongar o uso e gerar economia. Nesse caso, acrescente: 3 lençóis, um kit de protetores de berço que fiquem fixos e não sejam volumosos (por mais controverso que seja, eu ainda preferiria usar, porque eu já socorri uma criança que prendeu a perna entre as grades e poderia ter se machucado feio).

Ninho: no hospital, o bercinho é arrumado como um ninho. Eu repetiria no começo, mesmo em cama compartilhada, pois o bebê fica elevado, macio, aconchegado. Em viagens nos ajudou muito, porque trazia certa familiaridade ao Miguel na hora de dormir e não tínhamos problemas de adaptação. Ele usou o ninho até uns 6 meses. Tudo o que precisa é um travesseiro e 3 cueiros.

– Trocador: dá pra viver sem, alguns vem embutidos na banheira, mas acho úteis.

– Bolsa térmica para cólicas (com gel ou ervas): usei bastante, mas ganhei. Dá pra viver sem e obter os mesmo resultados com um pano aquecido.

– Saco de dormir pequeno, para RN-bebezinhos.

– Lenço umedecido (cuja melhor marca, por pareça que incrível, não foi Huggies, nem Jonhson’s nem Pampers, mas Carrefour, pra nós).

DESNECESSÁRIO:

– Lençol para carrinho: um item de enxoval que só serve se você usa carrinho e quer enfeitar. Um cueiro, bem mais barato e macio, dá conta do recado.

– Travesseiro para carrinho: meu bem, nem no berço é recomendado, força o pescoço e a traquéia… pra quê no carrinho?

– Sensores de movimento: aquelas coisas que te vendem como salvadoras e que na prática não ajudam muito. É só mais uma neura para bitolar a cabeça dos pais, que no começo por si só já irão até a criança checar se está respirando. Pra mim, uma forma sutil de iniciar a medicalização da infância é transformar o quarto ou a fralda dos nossos filhos em cama de hospital. Mas eu confesso: achei o ó da maternidade século XXI, quis mil modelos e tive depressão por não conseguir comprar a tempo um que ficaria clipado na fralda.

– Extras do kit de protetores de berço: aquele monte de almofada fofa e linda que você aposentará assim que descobrir o trabalhão que dá deixar o quarto com berço e cama auxiliar impecável para visitas que não te visitarão como você pensou que iriam e que ficarão buscando defeito na decoração provençal que você sonhou. Pode respirar agora. Em menos de um ano terão virado o elefante branco do quarto branco. E se você for praticar cama compartilhada ou montessoriar o ambiente, mais desnecessários ainda.

– Rolo para o bebê não virar: ainda que, como eu, você opte por colocar o bebê de lado, enquanto ele não escolhe sozinho de que jeito gosta de dormir, o rolo é um treco desnecessário. Uma toalha dobrada, um cueiro, enfim, qualquer tecido dobrado cumpre esse papel de graça e deixa mais confortável que um cinto de segurança para dormir.

– Travesseiros: a menos que tenha orientação do pediatra, não tem necessidade. E se o problema for refluxo ou nariz entupido, mais eficiente é levatar levemente a cabeceira da cama/berço com um cobertor dobrado embaixo do colchão. Simples assim.

– Aspirador nasal: assim que seu filho puder, ele vai se defender desse curvex torturador de nariz.

– Nosefrida: uma sonda para nariz em que você chupa o ranho do bebê. Legal. Só que não. Precisa desenhar?

– lixeira e cesto de roupa: a não ser que sejam itens integrantes da decoração, o melhor depósito de fralda suja é o lixo do banheiro, o quarto fica pestilento… fiz isso, de colocar o lixo no quarto e odiei. Cesto de roupa eu não tive e não tenho. Roupa de bebê sempre lavei todo dia enquanto lavava à mão e quando passei pra máquina já vai direto pra lavanderia. Essa dinâmica deu certo aqui.

 

Roupas, roupas de banho:

NECESSÁRIOS (exclusivo para 0-6m)

– 6 conjuntos body + calça de malha Lion ou canelados, confortáveis, aquecem por baixo de qualquer roupa e não apertam a barriga do bebê

– 3 macacões de manga longa maleáveis, de zíper ou abertura frontal

–  3 luvas de malha

– 6 meias

– 6 babadores

– 3 toalhas com capuz e fralda interna

– uma bolsa com alça transversal média.

ÚTIL:

– touca, se parar na cabeça

– trocador de bolsa (tá, a lista feita em vários dias diferentes ficou bem bagunçada no que tange aos critérios :/)

FÚTIL:

– sapatos: a maioria dos macaões e roupas de bebês novos tem pezinho. Sapato é enfeite, e um enfeite incômodo para o bebê. Eu perdi 50% dos calçados sem usar, porque né, não me fazia sentido aquele peso pra um bebê que não sustenta nem o pescoço carregar nos pés. o mesmo se aplicou para boinas e bonés (e pode se aplicar para faixas com flores gigantes que deixam as cabeças das RN caídas para o lado).

– Saída de maternidade. Se a intenção é uma pose para foto na saída, considere o fato de que só aparecerá uma cabecinha enrolada numa coberta/manta. e praticamente nada da roupa. Aliás, salvo bebês gordinhos oa nascer, os RN costumam ficar sambando dentro das roupas que não enchem por completo. Então acho que vale mais a pena copiar a duquesa de Cambridge e ser minimalista nesse ponto. Uma boa manta fica bem chique.

– Mala de maternidade, a não ser que você queira fazer jogo com a bolsa do dia a dia e gastar mais. As malas de bebê ficam pequenas pra tanta tralha muito rápido e com o preço de uma, você compra uma de adulto, pequena ou média, que durará muito mais.

 

Resumindo. Necessário, necessário mesmo, é presença, amor de pai e mãe, de pai e pai, de mãe e mãe, de mãe-avó, de avó-mãe, de pai-avô, de avô-pai. Necessário é colo, carinho, afeto, paciência e leite, muito leite. Contato, pele, não ter medo de se doar e de receber. É aquilo que você já tem, que te protege do frio, da fome, que te banha e te abriga, seu lar, que já existe e está à espera junto com os futuros pais. O mesmo valerá para seu filho, com adaptação quando for necessário ou adequado. Claro que coisas destinadas a receber um pequeno ser são bem-vindas, preparadas para ele, especial, único, dele. O que esse tempo me mostrou é a armadilha de nos tornarmos dependentes das coisas para exercer a parentalidade. A armadilha das coisas substituírem nossas capacidades e recursos pessoais. Do consumo se tornar um substituto das fraquezas que podemos trabalhar e transformar em força.

Espero ter contribuído 😉

 

P.S.: as tags “útil e útil”  e “resenhas” mostram os posts antigos, com resenhas de produtos e marcas. Vão deixar bem claro o quanto a maternidade mudou o meu modo de encarar muitas coisas. 😉

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Ama(r)mentar

Ama(r)mentar

Eu, Miguel, Miguel e eu… 11,5 meses na época, 13 ,5 meses de amamentação hoje.
Feliz dia das Mães!

(foto de Lorena Lenara)

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11/05/2013 · 23:31

13 meses e o segundo dia das mães

Desculpem pelo sumiço prolongado. Tenho mil e uma razões a enumerar. A principal, e aí ficam de lado as outras mil, é que estou só com celular nas últimas semanas e postar a partir dele não me dá coragem… vocês compreendem.. aquelas letrinhas miúdas, tela pequena… não rola.
Mas vamos que vamos, WordPress, que hoje quero lhe usar!

Miguel está com pouco mais de 13 meses. Eu ainda pretendo usar a contagem mensal para prolongar a sensação de que ele ainda é um bebê, embora cada dia mais se pareça e se comporte como uma criança. (Legal que em inglês há termo “toddler” que ocupa esse lapso temporal-psicológico-emocional para nominar a fase nem bebê nem criança).
Filhote quase anda.. é um pouco estabanado e antes de se equilibrar já quer trocar passinhos. Então tá difícil, mas sempre que consegue corre pro abraço e vibra, com palminha e tudo. Morro.

Ele fala. Fala mais que o homi da cobra, como dizia minha mãe. O Miguelês é um pouco enrolado, mas eu entendo. Verbos: naná, mamá e papá. Substantivos: nanãna (banana – todas as frutas), tatata (o tubérculo), auau (juro que ensinei “cachorro”). Nomes próprios: Iná (Nina e todos os gatos); Papaí, Mamã, Vovo (para vovó ou vovô). Músicas: iáiáiá (Iaiaiô – Old Macdonald), A a a a a a (Au au au – música do cachorro da GP), Popo po pa po (música da GP), ia tatatata (temos uma música inventada para as manhãs desde que ele nasceu – “bom dia, bom dia, bom dia, tatatata”). Forma frases: mamá naná (deriva de outra música inventada – “mamar pra nana-ar”). Gracinhas: iiiiiiiiiiiihhhhh (para tio Dani e tia Dreza); eeeeeeeee (com braços levantados e palminhas para todas as comemorações). Faz tchau, bate palmas, ensaia imitar a música dos dedinhos, leva tudo ao ouvido se falamos “alô”. Lindo. 
Tem quatro dentes. Mama e come. Come e mama. Assim, sem ordem. 
Há um ano e pouco, quando iniciei os relatos sobre a maternagem aqui de casa, estava no auge da insegurança e do encantamento. Lembro dos primeiros textos, tudo tão regrado, disciplinado. Álcool gel parceiro. Gatos longe do quarto. Roupa trocada sempre que voltava da rua. Berço e quarto lindos, bebê não podia nem tirar soneca junto com os pais para não ficar mal acostumado e deixar de aprender a dormir. Tinha chupeta amiga. Dormia muito. Mamava em horários flexíveis mas controlados.

No dia das mães de 2012, com um mês e meio, fez seu primeiro passeio e eu dormi chorando de tristeza. Expectativas de perfeição. Claro que são frustradas. Fui cabeçuda: era noite, ainda assim ele “precisava” tomar o segundo banho. Muitas pessoas o haviam pegado no colo para o meu gosto. Em troca, fiquei sozinha depois do banho para vestir, amamentar, fazer dormir, acompanhar, caindo de sono, de cansaço e de stress pela mudança de rotina. Eu era muito sensível à rotina, hoje percebo que ela foi meu porto seguro em meio ao caos. Esqueci as alegrias do dia. Chorava de mágoa, raiva, autopiedade e de culpa por ter ficado longe da minha mãe.
Era nosso começo. Não conhecia o Miguel e ele não me conhecia. Eu não me conhecia mãe, só me sabia filha, esposa, advogada, irmã e amiga – agora tinha mais essa. Eu não conhecia meu marido como pai.

Bebê traz dessas coisas. De repente você conhece todo mundo e seu passado vira fiel escudeiro, batendo à porta, querendo entrar para amparar ou fazer mudar. 
Hoje as coisas estão um pouco diferentes, como era de se esperar. Não apenas porque a idade muda e, assim, aquilo que a acompanha, mas me vejo também diferente em relação ao Miguel.
Ele vive mais sujo que limpo, no chão, com os gatos, brinquedos e as coisas que gosta. Iniciou a alimentação complementar com papas e logo descobri as alegrias e vivências da alimentação complementar à demanda (BLW); come com autonomia e explora de tudo.
Nada, brinca, mama em livre demanda, deixou a chupeta sozinho assim que passou a ter mais presença de mãe (é duro admitir, mas foi isso que ocorreu com o Miguel. Passei a estar mais presente a noite no lugar do pai e em questão de semanas ele deixou a chupeta; é bem verdade que trocou a sucção da borracha pelo seio, mas que graça é poder alimentá-lo e suprir sua necessidade de vínculo, me sinto abençoada por ter compreendido isso finalmente, mesmo sentindo falta de uma boa noite de sono ininterrupto).

A cama dele é a nossa; durante o dia, dorme no seu quarto, que foi adaptado para a pedagogia montessoriana. Brinquedos ao alcance, autonomia de locomoção, colchão no chão (por segurança e para a liberdade), espelho na parede.. ainda está em construção.

Somos parceiros de caminhada e descoberta. O sling é nosso aliado. O carrinho ficou subutilizado. Não acho desnecessário, mas não sou fã. A “filosofia” babywearing casa com o conjunto do que amo e os benefícios para o vínculo e desenvolvimento são perceptíveis. 
A lokadaroupaimportadamaisbarataefofinha deu lugar a uma preocupação genuína com consumo. Não deixar de consumir, mas consumir com mais responsabilidade também em relação ao que for para o Miguel virou uma meta. Encontrei alternativas nacionais a um preço justo e boa qualidade. Foi decretado o fim do estoque prévio.
Se eu tivesse feito algumas reflexões cruciais para essas mudanças antes do nascimento do Miguel, será que teria começado uma mãe mais segura? Não sei. Não creio em experiências em vão. Fez parte do meu caminho de auto-conhecimento por meio da maternagem e sem dúvidas trouxe diversos benefícios para uma estrada que começava tão obscura e conturbada.
Jamais pensei que no meu segundo dia das mães me descrevesse como uma mãe do apego. Há um ano ri desse termo, afundada em preconceitos. Há um ano nem cogitava amamentação prolongada e teria duvidado da minha capacidade de hoje suportar a dor dos quatro recém-nascidos dentinhos. 

Miguel continua calmo, tranquilo. A livre demanda, diferentemente do que aprendi em alguns livros, nunca foi impeditiva de se manter uma rotina, um dia previsível que trouxesse aparente segurança para o bebê. Ainda gosto disso e se tornou parte de nós (meu binômio mãe-bebê, ainda simbiótico). Em qualquer lugar que estejamos, alguns ciclos se mantêm e são possíveis de serem praticados, mas não ocupam mais o primeiro lugar nas avaliações – conheço meu filho, sim, hoje me permito afirmar, conheço o Miguel, e mesmo que o relógio marque a hora da soneca consigo compreender seus sinais.
Talvez o que o tempo tenha me proporcionado tenha sido a abertura para aprender, rever, ler meu filho, conhecermo-nos e mudar. 

Após um ano sou uma mãe mais plena, realizada e mais segura porque o desejo mais intenso de que ele – que só nos dá o seu melhor, em todo o tempo, o sorriso mais puro, o abraço mais afetuoso, o beijo mais melado, as experiências mais intensas, a vontade quase que exclusiva de ser bom aos nossos olhos, a confiança mais completa e o partilhar mais honesto – viva e sinta o meu melhor me impulsiona a refletir e mudar sempre que isso seja minimamente bom.
Terei um excelente dia das mães porque estarei ao lado do meu filhote, do meu marido, da minha mãe e da minha família, e de coração tranquilo por ancorar meu barco nesse mundo maluco da maternagem do apego, nesse mundo dazíndia, amarradinha ao meu filhote :).

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Eu nunca! Será?

Em 2011: quando eu tiver filho eu NUNCA:

– farei um parto normal

– amamentarei

– darei chupeta

– ensinarei a dormir no colo

– deixarei ver TV antes dos 2 anos, especialmente Galinha Pintadinha

– quando vir TV, não serão esses desenhos educativos chatos

– levarei pra dormir comigo

– ensinarei gracinhas

– falarei com vozinha fininha

– deixarei comer algo com açúcar antes dos 2 anos

– darei bolachinha no lugar de uma fruta

– abrirei um pacote de biscoito de polvilho no mercado antes do caixa para dar pro bebê

Depois de 2012:

– embora tenha tido indicação de cesárea e a tenha feito, me preparei para e quis um parto normal (sem analgesia)

– defendi que nem uma leoa o nosso direito de amamentar desde a primeira hora e até hoje o Miguel não sabe o sabor da fórmula

– dei chupeta do 1º até quase o 5º mês

– enquanto aceitou, dormiu embalado no colo

– com cerca de 2m descobriu o colorido da TV e antecipamos esse item em cerca de 2 anos (não, não assiste o dia todo nem todo dia, relaxem, mas só consigo lhe cortar as unhas enquanto se distrai com a Galinha Pintadinha)

– quando a mãe enjoa da GP, viva aos desenhos do Discovery Kids! (Menos My Little Ponny, porque são muito estressados, brigam e não acho educativo)

– dorme na caminha grudada à nossa, ou seja, junto conosco

– aprendeu a dar tchau, fazer “vem”, a falar “huuuummmmm;’ enquanto come e está aprendendo a fazer “fusquinha” como resposta a outro “fusquinha” (peguei o gancho do barulho que ele mesmo faz e atribuí um significado)

– falo mamanhês full time

– cedi à bolacha de maisena um mês e meio depois da introdução de alimentos

– abri um pacote de biscoito de polvilho durante compras na última semana (e fotografei)

P.S.:

Antes e depois II:

– criação com apego? Aaaaaahahahahahhahaha

–> criação com apego? ❤ ❤ ❤

– amamentar em livre demanda? Aaaaahahahahahahahah

–> amamentar em livre demanda? ❤ ❤ ❤

– defender o horário de dormir? Ele que se adapte.

–> defender o horário de dormir? Tchau, pessoal; silêncio, pessoal; porcaria de uma rua barulhenta!; desliga a TV, por favor; shiiiiiiiiii!

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Comedorzinho

Quase dois meses de alimentação complementar depois e finalmente posso dizer que meu filho come!

Agora comer é divertido! (E zoar também)

Já tem algumas semanas que ele tem se interessado muito pela comida, comido mais. Agora, ele já “pede” quando nos vê comendo.

Foi difícil no começo, zero aceitação. Partimos para novas apresentações e o negócio foi fluindo melhor. Hoje ele come de toda forma: pedaços são seus favoritos, mas se o purê for mais consistente, ele se vira bem com os dedinhos e sim, aceita relativamente bem algumas colheradas se for papinha. Perdi o medo do mixer – tem sido ótimo para fazer purês com a carne batidinha para variar.

Minha primeira papinha – foi de banana. Fiz pose, mas não comi na-da!

Sua comida favorita? Abobrinha. A que teve menor aceitação? Moranga.

Por aqui, sem horários rígidos. Come preferencialmente no mesmo horário das nossas refeições. Então toma café da manhã (fruta), almoça (um pouco de cada grupo alimentar e fruta), quase sempre tem lanche da tarde e janta. Dou preferência para a fruta inteira, sem ser em suco, e ofereço água quando tomo. Come o quanto lhe basta. Continua no peito, em livre demanda, e, olhem só, nos últimos dias espaçou as mamadas. Sinal de que está aprendendo que comida sacia.

Nosso piá já experimentou e comeu:

– laranja lima, mamão, banana prata, banana nanica (com e sem canela), nectarina, pera e  pera portuguesa (em pedaço, cozidas, com canela, purê), melão, maçã gala (prefere cozida), pêssego, kiwi (<3), tangerina (<3), tamarindo. Adora os cítricos e pera. O kiwi deixou a fralda pintadinha! Não curtiu melão.

Meu primeiro kiwi.

– abobrinha (paulista, itália – comida preferida), berinjela, tomate, cenoura, beterraba, tomate cereja, brócolis (<3), couve-flor, couve (e talo de – mordedor preferido), vagem, ervilha em fava, abóbora moranga, batata, mandioquinha salsa, mandioca, batata doce

Acho que fiz um pouco de sujeira com o feijão amassado, mãe.

– frango e carne (<3 <3)

– feijão (<3), ervilha seca

– quirera (<3), arroz e bifun (<3)

– alecrim, alho, cebola, salsinha, cebolinha, manjericão, louro, azeite, óleo de milho

– suco de laranja lima (puro, com beterraba – ❤ – e com cenoura), água de coco, suco de uva integral (<3), suco de melão

– damasco seco (deu seu jeito de chupar até chegar no meio molinho)

Meu primeiro damasco.

– bolacha de maisena e biscoito de polvilho – se deixasse o BLW, ele não parava hahahahahaha.

Para um mini humano de quase 8 meses tá bom né!

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