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Por que sou ativista da amamentação?

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Amamento há pouco mais de um ano e quatro meses.

Sinto-me realizada e feliz por conseguir alimentar fisicamente e emocionalmente o meu filho com o meu corpo – o filho que nutri por nove meses, sem dúvidas de que o poderia.

Sinto-me privilegiada por hoje poder amamentá-lo enquanto gero e nutro o que nascerá. Sim, estou grávida novamente e mantenho a amamentação.

Não foi sempre assim, confiante, bonito. Duvidei que conseguiria e tive medo, passamos por dificuldades no início. Mas quando dispomos de vontade, de informação para fazer escolhas e de apoio, é possível superar muitos obstáculos.

Eu já pensei que amamentar fosse exclusivamente um ato de amor até ler uma reflexão sobre isso. Na verdade, a mãe que não amamenta também ama. Então não dá para resumir – mesmo que não seja pouca coisa – a um ato de amor. É preciso se desfazer um pouco de si, porque pelo tempo que durar tem que haver entrega – seu corpo não lhe servirá, somente. É preciso acreditar – mesmo que você saiba ter sido biologicamente criada para isso, sem querer e acreditar será bem mais difícil. É preciso crer que não haverá alimento melhor. É preciso, sobretudo, apoio, muito apoio, um apoio que acredite em tudo isso também.

Eu sei que há dificuldades, eu sei que há impossibilidades, que algumas mulheres não poderão e não conseguirão, eu sei. Parceira, eu não julgo. Graças a Deus há alternativas quando não é possível.

Eu sei também que há quem não quer, não gosta, não tem paciência. É, tem que ter paciência. Mesmo que se opte por amamentar com horários, aquele horário não é seu nem das suas coisas. Não precisa inventar desculpa nem ter vergonha, é escolha. Eu sei que não se ama menos o filho.

Mas apesar de saber de todas essas situações, de todas essas diferenças e de saber que não é de amor que discutimos, eu preferi vestir a camisa e trilhar o ativismo em favor da amamentação.

Mas por quê? Simplesmente porque eu considero divino, completo, maravilhoso, empoderamento puro e insubstituível o ato e o fato de alimentar uma criança com aquilo que foi feito especialmente, exclusivamente para ela.

Quando o Miguel tinha uns dois meses, ordenhei leite e deixei para que lhe ofertassem enquanto eu fui a uma consulta. Nessa época, eu amamentava com horários flexíveis, não fazia livre demanda por ignorância mesmo. Quando cheguei, ele não havia aceitado o leite, nem no copo nem em mamadeira. Eu havia lido uma vez que possibilitar ao pai dar o leite de vez em quando ajudaria que ele e o bebê reforçassem o vínculo. Então, ao invés de correr e dar o peito, eu sugeri que o Ulisses tentasse a mamadeira.

Nenhum de nós sabia dar o negócio. O Miguel não quis. E quando eu fui teorizar sobre o fato de não sabermos dar naquele acessório, com muita ternura o Ulisses me fez um desenho com as mãos. Com gestos, ele segurou um bebê imaginário e o puxou pra perto do peito e disse: “Melina, esse é o bebê [puxou pro peito]; esse é seu peito; ele te olha, você olha pra ele; ele sente seu cheiro e escuta o seu coração. Nada no mundo substitui isso. Não fico triste, mas é simples, nada no mundo substitui isso”.

Dois meses amamentando, um mês apos vencer as dificuldades iniciais, ainda não tinha tido tanta clareza da força desse momento.

Foi a partir desse dia que me tornei uma ativista da amamentação, porque todo filho, toda mãe e todo pai merecem viver e usufruir todos os benefícios dessa experiência.

E é seguindo essa crença que, mesmo com seio dolorido pela gravidez, avisos bem-intencionados de que eu irei me esgotar, mantenho a amamentação.

Sei que um desmame antes dos dois anos é possível se houver alguma condição clínica durante a gestação que indique o desmame; sei também que esses casos são raros e não justificam privar preventivamente o mais velho de todos os benefícios da amamentação. Sei que muitas crianças desmamam naturalmente no decorrer dos nove meses e que talvez eu mesma não esteja desmamada se isso acontecer. Mas o desmame precoce (antes dos dois anos é precoce) não é meu plano A. Enquanto a natureza conspira a favor, eu e o Miguel continuaremos.

Em cada mamada, mentalizo e tento passar @ baby a caminho todo o carinho e amor que sua mãe e seu irmão sentem. Quero passar para ele a força desse momento e que ele sinta que estou me preparando para a vez dele desde já.

Amamentar não se resume a um ato de amor, mas certamente há muito, muito amor nesse ato.

Foto de Lorena Lenara.

Foto de Lorena Lenara.

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Ama(r)mentar

Ama(r)mentar

Eu, Miguel, Miguel e eu… 11,5 meses na época, 13 ,5 meses de amamentação hoje.
Feliz dia das Mães!

(foto de Lorena Lenara)

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11/05/2013 · 23:31

Desabafo materno do dia

Decepcionada. Tá tudo muito invertido. Não é a amamentação* que deveria ser o parâmetro? Não é a disposição e disponibilidade para amamentar além da questão alimentar que deveria ser parabenizada?

Sei que se fosse essa a ordem nem precisaria manifestar a minha indignação – porque talvez ela não existisse. Mas a ordem natural é não ser natural, e isso não faz sentido pra mim.

Levar “bronca” porque faz LD, ser orientada a manter horários mais rígidos “porque se fosse mamadeira, se saberia a hora e a quantidade a dar e isso seria seguido”, incômodo alheio porque se acorda a noite para amamentar.. até quando? Desaprovação porque a criança adormece mamando (mas se fosse a chupeta o objeto da sucção, tudo bem pra muita gente!)? Por que isso incomoda tanto os outros?

Acho que as pessoas deveriam buscar a causa da própria indisponibilidade ao invés de se ocupar da disponibilidade dos outros.

____

* Amamentação: segundo a OMS, deve ser exclusiva até os 6 meses e continuada até os 2 anos OU MAIS. Não quer dizer que se amamentou até os 6 meses pode parar porque cumpriu a meta, mas que nessa fase não é necessário nada além do leite materno; tampouco significa que é necessário parar aos 2 anos.

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… porque eu amo amamentar…

Há muitas semanas não escrevo no blog. Precisei dar um tempo para colocar algumas coisas no lugar (não que isso já tenha sido feito, mas me sinto um pouco mais livre para escrever novamente).

Esses últimos meses têm sido os mais intensos da minha vida. Não sei se a maternidade ameniza com o tempo, acho que a gente se acostuma.

Tive uma gravidez tranquila, no sentido contrário de agitação. Foram cinco, dos nove meses, em algum tipo de repouso, sendo três em repouso absoluto e os demais em relativo. Há um ano estava em Campo Mourão sob os cuidados da minha mãe e ao som de Valdar Móveis e Paraíso das Camas, no primeiro dos repousos.

Não tive o parto que sonhei, mas tive o melhor parto que poderia ter. O Miguel nasceu pela forma mais segura e isso me conforta.

Não tive um pós-parto bonito. Teve o medo de não dar conta, a avalanche hormonal e os seios doloridos, como em qualquer caso, mas também teve uma infecção hospitalar e, como consequência, muita dor e muito medo.

Amamentar sempre foi uma incógnita pra mim. Se me baseasse na experiência da minha mãe comigo, não amamentaria. Ela sofreu muito e cresci ouvindo sobre dores, febres, inflamação e outras situações. Tinha medo disso, medo de não ter leite, medo de não conseguir. Mas, assim como o parto normal se tornou prioritário em minha vida, amamentar passou a ser a opção e decidi que tentaria, mesmo que não desse certo.

Meu filho nasceu saudável, calmo, tranquilo. Tive muito leite desde o começo, mas, diferente dos manuais e relatos lindos de puerpério, meu bebê, que sabia sugar, não mamava. E aí foram dias de luta. Cheguei a passar 16 horas por dia, na primeira semana, entre amamentar e ordenhar.

No hospital (que tem selo de Amigo da Criança, diga-se de passagem, e o compromisso de estimular o aleitamento materno) quiseram dar complemento. Já havíamos sido alertados dessa conduta por um pediatra, então não autorizamos, pois ele não estava hipoglicêmico e eu tinha leite. Portanto, se a alimentação deveria ser feita de outro modo que não fosse criança no peito, decidi que ofertaria o meu próprio leite, por isso passei a ordenhar ainda lá.

Apenas uma enfermeira teve paciência e delicadeza para me ajudar nessa tarefa, as demais pareciam tratores me apertando ou me apressando. Em casa continuei fazendo o que aprendi e, depois de tentar amamentar, complementava com meu próprio leite.

Não havia horário para a retirada do leite, após cada tentativa me preparava e ficava de 40min a uma hora ordenhando manualmente para complementar na próxima mamada. Considerando que ele deveria ser alimentado a cada 2h ou 2h30 em razão do seu peso, meu descanso era ínfimo. Minha mãe passou a assumir o turno da noite para que eu pudesse ter algum descanso já no 3º dia de alta. Deixava o leite tirado e ela dava, sempre no copinho.

Ainda assim sobrava leite e meu seio vivia ingurgitado. Chamei o banco de leite, mas em razão da medicação que fazia não pude ser doadora (se tudo der certo, no fim deste mês poderei).

No fim da semana que voltei da maternidade, decidimos contratar o serviço de uma profissional em aleitamento. Falo com a maior convicção que foi o melhor investimento que fizemos pelo Miguel. Além de avaliar todo o processo e me ensinar a ordenhar de um modo eficaz e sem dor, a Daniela avaliou o Miguel e me tranquilizou em muitos aspectos relativos à sua saúde. Apesar de ictérico e de aparentemente não mamar, no tempo dele isso estava sim acontecendo. Há crianças que demoram mais. Como ele nasceu magro e teve alta com peso baixo, era como se ele perdesse mais energia sugando do que a que recebia com a mamada, então sim, ele tinha uma espécie de preguiça de mamar. Dar mais leite no copinho depois de tentar amamentar foi fundamental para que ele recuperasse o peso perdido.

Com uma semana de alta da maternidade fui internada novamente para tratar da infecção. Conseguimos internar o Miguel junto como acompanhante, pois justo neste dia ele havia começado a mamar como um faminto. Estávamos super felizes! Não poderia ficar longe dele e não poderia privá-lo de ser amamentado.

Foi tudo tranquilo por mais uma semana, nesse aspecto. Ele mamava bem, embora ainda dormisse muito e precisasse ser acordado, mas era difícil achar uma posição que não doesse e em meio ao monte de acessos para soro e medicação.

No 4º dia de internamento ele parou de mamar de novo e todo o processo que já havíamos superado retornou.

Na situação em que estava, bastaram dois dias de luta para que me sentisse esgotada, fracassada, extremamente deprimida. Cheguei ao ponto de entrar em pânico quando dava a hora da mamada, porque sabia que viria uma hora de tentativa, pouca ou nenhuma sucção, mais uma hora ordenhando, dia e noite, sem descanso (só que, dessa vez, com enfermeiras pegando veia ao mesmo tempo, medicando ou aferindo a pressão, ou então sendo acordada para medicação durante a madrugada, no pouco intervalo que tinha pra descansar).

Surtei. Caí no choro. Não podia olhar para o Miguel. De “o que está acontecendo com meu filho? Preciso fazer algo por ele!”, do dia pra noite, na hora das mamadas eu chorava e pensava “por que aquele bebê que eu amo tanto está fazendo isso comigo?”.

Assumir isso, em meio a uma crise de desespero, pedindo que alguém buscasse NAN na farmácia da frente, foi a coisa mais difícil que aconteceu comigo no meio dessa maluquice.

Todos ao meu redor viam meu empenho, mas eu sentia que estava fracassando. Meu marido e minha mãe constantemente me lembravam de que eu era a paciente e que o Miguel estava bem. Amamentar, dizia o Ulisses, deve ser prazeroso para vocês dois. Você deve descansar, dizia minha mãe, senão aí sim vai acabar prejudicando vocês.

Eles estavam certos, mas eu tinha leite, eu queria amamentar, meu filho precisava disso. Mas ele também precisava de uma mãe restabelecida, que estivesse em pleno uso de suas faculdades mentais e com as emoções no lugar  (e não de uma desnaturada que sentia raiva naquele momento). Entendi o que eles queriam dizer da pior forma: explodindo. Queria o NAN, queria dormir.

Como todos sabiam que aquilo tinha sido resultado daquela situação estressante (embora alguns suspeitassem de uma depressão pós-parto), ouviram, me acalmaram e me pediram um tempo. O Miguel estava dormindo, não ia mamar logo.

Chamamos a enfermeira de amamentação novamente, ela nos reavaliou e disse que estava tudo ok. O bebê – dizia ela, a obstetra e todos que cuidaram de nós – sente a necessidade da mãe. “Ele sabe que você precisa dormir, que não consegue amamentar. Ele está te atendendo”.

Confortou? Sim, mas como doeu. Escondia isso de todo mundo, mas ele e eu ainda éramos um, ele sabia que eu não conseguia mais.

Naquela noite, véspera de Páscoa, fiz meu pedido a Deus e à Mãezinha: restaurem a amamentação.

Na Páscoa, depois de 4 dias sem ver meu filho, o pediatra apareceu. Antes de se inteirar da situação, olhou pro Miguel e começou a falar que ele estava “visivelmente desnutrido”. Me questionava do porquê de não ter dado NAN pra ele ainda e por que o hospital não havia tomado uma atitude em relação aos cuidados com o bebê. Afirmou que eu não tinha leite naquela situação. Se esqueceu das orientações que ele mesmo me deu relativas à amamentação e leite materno – e que eu seguia à risca; se esqueceu de que o neném era acompanhante e responsabilidade dele, que não o consultou antes; não se lembrou de pesá-lo antes de fazer alarde e deixar a mim e a minha mãe nervosas e culpadas e, por fim, duvidou que eu pudesse ter leite, à revelia da minha palavra.

O Miguel estava magro, mas não desnutrido, como confirmou a pesagem. Eu tinha leite, como ele pôde ver. E, por obra de Deus, ao colocar o Migs pra mamar, para avaliá-lo, o bebê começou a sugar certinho, forte, ritmado… ficou ali 20min, mamando lindamente!

De lá pra cá não parou mais. Foram 1,6kg no primeiro mês e sempre acima da média. Não tive problemas com as mamas, não tive dificuldade para mantê-lo sugando, entramos na rotina obrigatória, que foi mantida como padrão de mamada até o 4º mês e de lá pra cá em livre demanda maluca!

O Miguel completará 6 meses no próximo dia 26. Vamos comemorar com a festa da fruta, rs. Nesse dia, estréia do suquinho e da papinha. Chegará lá sem nunca ter precisado tomar água.

Sim, eu me orgulho de termos conseguido. É algo natural, esperado, mas teve tudo pra ter sido interrompido precocemente. Mas, por graça de Deus, nunca faltou alimento pro meu filho. Cada bebê tem um tempo, o do Miguel foi mais lento.

Quando páro pra pensar no que diz respeito à minha colaboração nesse processo, concluo que, por quase dois meses, o único momento meu e do Miguel, de ter meu filho inteiro, era o da amamentação. Na primeira semana, a dor; depois, a segunda cirurgia e a recuperação prolongada. Não conseguia e depois não podia pegá-lo, niná-lo, dar banho nem nada. Mas podia alimentá-lo. E nessa hora ele estava no meu colo, sentindo o meu cheiro, ouvindo o meu coração, e eu podia fazer carinho, cheirá-lo, olhar seu olhinho, pegar sua mãozinha e nutrí-lo. É um milagre divino que possamos nutrir nossos filhos, acalmá-lo com nosso cheiro e nossa voz.

Amamentar me manteve próxima do Miguel. A mamadeira não me faria menos mãe, mas eu tinha aquele momento para me agarrar. Inconscientemente, acho que isso ajudou a manter a produção do leite apesar de todo o estresse – lógico, com a graça de Deus.

E hoje só posso mais uma vez agradecer a Ele e à Mãezinha, que não nos abandonaram, e ao meu marido, que entende a importância disso pro Miguel e pra nossa família e que me apoia incondicionalmente.

Que Deus nos abençõe para que eu consiga alimentar meu filho por muito mais tempo ainda.

Entendem agora porque comemoro cada mililitro de leite e cada miligrama engordado?

Um beijo!

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To com fome, quero leite, é a larica dos bebês!

Há cerca de uma semana decidimos antecipar o horário de dormir do Miguel. Estamos nesse processo, lentamente,  para que as coisas aconteçam sem grandes rupturas para ele. Nos dois primeiros dias foi mais difícil, no terceiro dia ele começou a demonstrar sinais de sono e cansaço antes que o habitual e desde o início da semana parece ter assimilado. Tanto dorme quanto pede para dormir mais cedo.

O engraçado é que, ao mesmo tempo em que começou a dormir antes e mais rápido, o sono noturno dele se alterou. Ele, que já vinha dormindo seguidamente 7h, 8h, chegando a dormir quase 11h seguidas de segunda pra terça, começou a resmungar/acordar novamente no meio da madrugada. Em alguns dias bastou recolocar a chupeta ou virá-lo no berço para ele voltar a dormir mas, em outros, adiantamos a 1ª mamada do dia. Nessa noite houve um revertério e ele acordou para mamar às 3h, algo que não acontecia há nem sei quantas semanas.

Coincidência ou não, o Miguel começou a ter uns episódios de braveza durante o dia, de resmungar e chorar aparentemente sem motivo e até mesmo no banho, no qual ele nunca chora.

Enfim, o tic tac da neura começou a martelar na minha cabeça.

– Será que foi a nova rotina de sono? Será que to com menos leite?

Com a nova rotina de dormir aumentei o número de mamadas durante o dia. A princípio tem sido suficiente porque se, por um lado, precisamos antecipar a da manhã, por outro, ele começou a dormir antes.

Contudo, o choro repentino durante o dia, que às vezes só pára mamando, me alarmou e acho que, de tanta preocupação, não sinto meu leite descer desde ontem (a não ser quando ele começa a sugar, o que é novo pra mim, que sempre sentia antes). Pronto, está instaurado o medo de estar com pouco leite.

Fiz testes enquanto ele mama, depois que ele mama, antes de ele mamar e sempre tem leite espirrando longe. Repassei mentalmente meus hábitos durante o dia e continuam os mesmos. Aparentemente, ele não fica com fome depois de mamar; fica tranquilo, brinca ou dorme, sem choro.

Hoje olhei pra ele e pensei: você ganhou menos peso que no mês passado. Ai meu Deus! Aí vem o ID, Ego ou Superego, sei lá, e me diz: Melina, ele ganhou mais peso do que o esperado. Sei que medo e insegurança são inimigos da amamentação, aí entro num círculo vicioso com esses pensamentos.

Lembrei das fases do bebê. Vasculhei meus Favoritos em busca de um texto do grupo “Soluções para Noite Sem Choro” que fala sobre alteração no padrão de sono do bebê. Li quando o Miguel ainda era  RN (ai ai, agora ele é um bebê, uhul) e me lembrei por acaso.

http://solucoes.multiply.com/journal/item/68/68

Bom, com cerca de 12 semanas o bebê não só tem um pico de crescimento como passa por uma fase de desenvolvimento. Nas duas situações, que nesse caso ocorrem simultaneamente, os hábitos de sono e mamada podem sofrer alterações bem como ele pode procurar mais pela mãe. O sono pode ficar mais entrecortado e a mamada mais frequente. Mamães, leiam, é muito interessante. Eu não participo do grupo nem li o livro que eles discutem (sobre sono), mas vira e mexe eu passo por lá para ler os textos sobre comportamento, especialmente sobre o choro.

To mais aliviada. O Miguel recém completou 3 meses. Desenvolvimento, crescimento e, ainda por cima, implementação de nova rotina, tudo de uma vez só para a mesma criança assimilar é fogo. Espero que seja isso o que está acordando meu menino e o deixando meio brabinho durante o dia. Espero, desde o mais profundo dos meus desejos, que essa gana para mamar mais vezes não seja falta de leite, mas sim necessidade maior, natural, de alimento e afeto, e que meu corpo se ajuste logo a essa nova demanda.

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